sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ONDE ESTÃO AS ESTRELAS DO CÉU?

ONDE ESTÃO AS ESTRELAS DO CÉU?
(Atos 1.8)

“Brilhando, brilhando, brilhando qual doce luz,
Brilhando, brilhando, brilhando por meu Jesus”.
N. Talbot

Era noite, lá por volta das 22h30. Estávamos saindo da casa de um querido casal após a visita que lhe fizemos. Já no portão de sua residência, olhamos para o alto e procuramos as estrelas que tanto embelezam o céu. Ficamos admirados em não ver nenhuma. Apenas a lua que insistia em brilhar. Perguntamos: Onde estão as estrelas? Roubaram as estrelas do céu! A Ângela, minha esposa, olhou curiosa para mim e olhou para o alto e, depois de um esforço, conseguiu ver uma estrela que na verdade deve ser o planeta Marte.

O que acontece, é que as luzes dos grandes centros ofuscam o brilho das estrelas e por isso o céu do sítio, do interior, do campo e zona rural, é muito mais estrelado e, certamente muito mais bonito. Eu preferia que apagássemos as luzes da terra e deixássemos nos encantar com um céu cheio de estrelas, pois certamente elas estão lá, só que não as podemos ver.

O progresso não só embrutece o homem como o desvincula das maravilhas que Deus criou fazendo com que ele deixe de perceber o toque do divino nas coisas mais delicadas e encantadoras, como é o caso das estrelas do céu. Se o Salmista vivesse em nossos dias, e em um grande centro como o nosso, teria dificuldades para se expressar como o fez no Salmo 19 ao declarar: “Os céus proclamam a glória de Deus....”. Salmo 19

Essa experiência me leva a questionar: Onde estão os crentes, luzeiros do mundo de hoje? Será que as luzes das paixões, que o brilho das intenções não confessáveis, que os cuidados desse mundo, que os valores transitórios, não têm ofuscado o brilho deles.

Olhamos com tristeza para a cristandade de nossos dias, pois, já não brilha como deveria brilhar. Sua agenda é muito parecida com a agenda das pessoas sem Cristo. Não fazem diferença! Comem e bebem as mesmas coisas, freqüentam os mesmos ambientes, usam o mesmo linguajar, se divertem do mesmo jeito. Têm deixado de ser sal da terra e luz do mundo.

Outro dia ouvi a história de um Pastor que, tomando conhecimento de que alguns membros de sua Igreja freqüentavam bares e se deixavam possuir pelo hábito de beber bebidas alcoólicas, resolveu fazer-lhes uma surpresa. Após o culto foi até um daqueles lugares e encontrou-os assentados à mesa, na qual havia uma garrafa de wisk. Ofereceram-lhe, debochadamente, a referida bebida. De pronto ele pediu para que o servissem e, depois que o fizeram, pediu para que todos fechassem os olhos, pois ele iria orar agradecendo. Alguém lhe disse: - Mas Pastor orar, pelo wisk? Bem – respondeu o Pastor – se eu não puder agradecer, não devo então beber.

Assim é que, se não posso orar agradecendo a Deus por poder estar em um salão de bailes, não devo estar lá. Essa é a grande diferença; se não puder oferecer a Deus o que faço, como um ato de culto, é melhor não fazer.

Bem sei eu que esse tipo de discurso não é nada agradável e certamente muitos irão buscar, na memória, argumentos para poder derrubá-lo. Mas não é assim que devemos tratar a verdade. Não basta conhecer a verdade. A verdade exige posicionamento, atitudes. De que adianta saber que há um farol anunciando os recifes, se não mudar o curso da minha embarcação?

Onde estão as estrelas do céu? Onde estão os luzeiros da terra? Onde estão os cristãos cujos corações se deleitam em Deus? Onde estão aqueles que irão dizer como o Salmista: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água. Assim eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. Assim cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome levanto as minhas mãos. Como de banha e gordura, farta-se a minha alma; e com júbilo nos lábios, a minha boca te louva, no meu leito, quando de ti me recordo, e em ti medito, durante a vigília da noite”. Salmo 63.1-6.

Brilhemos irmãos, somos os luzeiros de um mundo que jaz em densas trevas.

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