quinta-feira, 13 de outubro de 2016

OS MISERÁVEIS!

OS MISERÁVEIS!
(Mateus 18.21-22)
 “Seja grande, embora o crime.
O perdão é sempre sublime”. Casimiro de Abreu

Quem é afeito à literatura, deve conhecer, com certeza, a grande obra de Victor Hugo intitulada – Os Miseráveis (Lês Miserábles).

O livro conta a história de Jean Valjean, um prisioneiro francês perseguido e, finalmente, transformado pelo perdão. Condenado a dezenove anos de trabalhos forçados pelo crime de roubar pão, Jean Valjean gradualmente endureceu-se até se transformar em um rude prisioneiro. Ninguém podia vencê-lo em uma briga. Ninguém podia quebrar sua vontade. Finalmente Valjean recebeu a anistia. Mas os condenados naquele tempo tinham de carregar cartões de identificação, e nenhum dono de pousada permitiria que um criminoso perigoso passasse ali a noite. Durante quatro dias vagou pelas estradas do lugarejo, procurando abrigo contra as intempéries, até que, finalmente, um bondoso bispo teve misericórdia dele.

Naquela noite Jean Valjean ficou quieto em uma cama extremamente confortável até que o bispo e sua irmã caíram no sono. Levantou-se da cama, esvaziou os armários onde a família guardava a prata e saiu silenciosamente para as trevas.

Na manhã seguinte, três policiais bateram à porta do bispo com Valjean a reboque. Eles haviam apanhado o condenado fugindo com a prata furtada e estavam prontos a colocar o ingrato na cadeia pelo resto de sua vida. O bispo reagiu de um jeito que ninguém, especialmente, Valjean esperava: “Então você está aí - gritou para Valjean – que bom vê-lo de novo. Você esqueceu que eu lhe dei também os castiçais? São de prata como o resto, e valem bem uns duzentos francos. Esqueceu-se de levá-los?” Jean Valjean arregalou os olhos. Olhava para o velho homem com uma expressão que palavras não podiam traduzir.

Valjean não era ladrão, o bispo garantiu aos policiais. “Eu lhe dei esta prata de presente”. Quando os policiais se afastaram, o bispo entregou os castiçais a seu hóspede, agora trêmulo e sem fala. “Não se esqueça, jamais se esqueça – disse o Bispo – de que você me prometeu que usaria o dinheiro para se tornar um homem honesto”.  O poder da atitude do Bispo, desafiando todo instinto humano de vingança, transformou a vida de Jean Valjean para sempre. Um encontro direto com o perdão – especialmente porque nunca se arrependera – derreteu o granito das defesas de sua alma. Ele manteve os castiçais como lembrança preciosa da graça e dedicou-se daquele momento em diante, a ajudar pessoas necessitadas.

O romance de Victor Hugo é, de fato, uma parábola de dois gumes a respeito do perdão. Um detetive chamado Javert, que não conhece outra lei além da justiça, persegue Jean Valjean sem misericórdia nas duas décadas seguintes. Assim como Valjean é transformado pelo perdão, o detetive é consumido pela sede de vingança. Quando Jean Valjean salva a vida de Javert – a presa demonstrando graça para com seu perseguidor – o detetive sente que seu mundo em preto e branco começa a desintegrar. Incapaz de conviver com a graça que vai contra o instinto, e não encontrando em si mesmo o perdão correspondente, Javert pula de uma ponte e afoga-se no rio Sena”. (Maravilhosa Graça – Philip Yancey – pgs 106 107)

O câncer corrói o físico e o ódio destrói a alma de tal forma, que a pessoa se torna inoportuna, ácida, aguda, irônica, beligerante e sempre pronta para a retaliação. São prisioneiros de si mesmos aqueles que nunca se dispõem a perdoar. São reféns de si mesmos, todos aqueles que nutrem na alma, a sede de vingança, o anseio da retaliação, o desejo de retribuir o mal com o mal. Disse Jesus: “Vence o mal com o bem”.

Se queres ter paz por alguns segundos...vinga-te, mas se queres paz perene...perdoa.

Jesus ensinou a perdoar, perdoando. Quando questionado por Pedro sobre quantas vezes deveria perdoar, Jesus respondeu que esta era uma questão de infinitude.

Na Oração do Pai Nosso, Jesus condiciona nossa atitude em perdoar ao perdão que temos recebido de Deus ao suplicar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.  Seria correto entender que há uma relação direta em sentir com segurança o perdão de Deus com nossa atitude em perdoar nossos ofensores. Na verdade quando deixamos de perdoar, demonstramos com isso que ainda somos incrédulos no perdão divino que nos é oferecido.

Nosso mundo cheio de tumultos, conflitos, guerras, violência de todo tipo, insegurança, espera que nós os Cristãos, , como Sal da terra e Luz do mundo, sejamos notórios exemplos de perdão.

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