sábado, 1 de outubro de 2016

OS OBSERVADORES


OS OBSERVADORES
(Lucas 6.6-11)

“Quem olha só para os outros,
não tem tempo de olhar para si mesmo”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

       No texto de Lucas 6.6-11, encontramos um notável episódio no qual Jesus ensinava em uma Sinagoga. Era sábado, o dia de descanso. Em sua audiência havia um homem cuja mão direita era atrofiada. Mas ali estavam também os escribas e os fariseus.  Na verdade o desejo deles não era ver, ouvir e aprender com o mestre dos mestres. O texto nos informa que seus corações estavam armados. Na verdade eles procuravam ver se Jesus, que fazia muitos milagres, fosse curar aquele homem, e assim, acusá-lo de ter feito isso no sábado.

       Jesus então, conhecedor do coração humano, chama aquele homem e coloca-o no meio de todos e questiona sua audiência: “Que vos parece? É lícito no sábado fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer? Ele então, fitando todos ao seu redor disse ao homem: Estende a mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada”. Todos se encheram de furor e arrazoavam sobre o que deveriam fazer contra Jesus.

       Parece-me haver aí, um notável paralelo com aqueles que desenvolveram na vida cristã o mesmo papel e atitude daqueles que transformaram a vida cristã em um mero ato de observação.

       Estes observadores não evangelizam absolutamente ninguém. Mas quando alguém se converte e vem para a Igreja, os observadores ficam esperando que eles aprendam o código e a linguagem deles para poderem fazer parte do seu seleto grupo.

       Os observadores comparecem aos cultos. Aliás, muitos deles são assíduos e até pontuais. Eles se sentam e ficam observando como os outros se vestem, como eles andam, onde eles se sentam. Ouvem com atenção o Coral, mas com um espírito extremamente aguçado. Qualquer pequena “falha” já é o suficiente para um grande espanto. Ouvem o sermão, mas com um espírito crítico tão refinado que hipertrofiam os defeitos, ignorando por completo, as virtudes.

       A atitude do sacerdote e do levita na Parábola do Bom Samaritano exemplifica de forma extraordinária o que estamos dizendo aqui. Eles foram meros observadores do sofrimento do outro. Isso de nada adiantou. Mais valeu a atitude de alguém que olhou o homem caído ao chão, semimorto, com amor e compaixão.

A verdade é que não podemos ser como os escribas e fariseus que tentavam contra a vida de Jesus, maquinavam o mal, isso tudo dentro do recinto sagrado da Sinagoga, e deixaram, por isso, de aprender belas e lindas lições de amor. E era sábado, dia de aprendizado! Eles se recusaram a aprender. Não aprenderam, por exemplo, que não há dia nem hora quando a questão é fazer o bem, praticar boas obras.

       Talvez fosse o caso de observarmos Jesus e imitá-lo, isto sim. Quem sabe nossa vida fosse mais cheia de encanto, alegria e plena de realizações.

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