quarta-feira, 26 de outubro de 2016

QUANTAS VEZES SENHOR? (O Perdão)

(Mateus 18.21,22) 
“Perdoar é difícil, eu sei. Daí me maravilho com aquilo que Deus em Cristo fez por mim”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Quantas vezes eu devo perdoar a quem me ofendeu? Pedro, discípulo de Jesus, fez essa pergunta em um contexto no qual sete vezes era o número que limitava o ato de perdoar. Sete vezes, depois disso, nada de misericórdia ou compaixão. Jesus ensinou que na numerologia do amor, perdoar é um ato que não tem limites.

“O perdão é o filho primogênito do amor”. Quem ama... perdoa. Demonstramos o quanto amamos ao perdoarmos. Isso implica em que: se não perdôo, não amo. Se não amo, então não conheço a Deus, como diz João: Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1João 4.8).

Deus perdoa porque ama. Diz o texto sagrado: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna”. João 3.16 

Nos nossos relacionamentos no âmbito da família, do trabalho, lazer, religião e em qualquer segmento no qual atuamos, sempre surgem situações que acabam por se transformar em conflitos, nos quais as pessoas deixam de se cumprimentar, conversar e ter comunhão umas com as outras. Quanto mais o tempo passar, mais difícil será o processo de restauração, de reconciliação. Nessas horas é mister que coloquemos o amor em prática. É preciso que oremos ao Deus de toda graça para que Ele encha os nossos corações de amor, e que, então, possamos ir em busca daquele irmão que nos ofendeu e procurar a restauração, ou mesmo, buscar o irmão a quem ofendemos e pedir-lhe perdão.

Jacó levou anos para entender que deveria voltar e pedir perdão. Fico imaginando o coração irrequieto de Jacó na casa de seu primo Labão; imagino o quanto ele devia pensar em seus familiares, em seus amigos de infância, nos dias felizes onde podia andar com alegria entre os seus, em sua terra. Na casa de seu parente ele ficou rico, construiu um patrimônio extraordinário. Mas não era feliz... era preciso que se reconciliasse com seu irmão. E foi o que fez.... Gostamos de falar de Jacó e citar o que significa seu nome, falar da trama na qual roubou as bênçãos da primogenitura de seu irmão, da forma astuta como tratou Labão. Entretanto, devemos ter em mente que este personagem extraordinário teve coragem para fazer o tempo voltar e pedir perdão. A vida de Jacó começou a adquirir contornos mais espirituais quando decidiu reconciliar-se com seu irmão. Foi nessa viagem que ele lutou com Deus e teve seu nome trocado de Jacó (usurpador) para Israel (Príncipe de Deus).

O perdão dado e o perdão recebido são duas bênçãos que não têm preço. O valor do perdão é incalculável. Ele faz bem ao coração, faz bem ao espírito e é saúde para o corpo. Elizabeth O´Connor escreveu: “Abençoar as pessoas que oprimiram nosso espírito, que nos feriram emocionalmente ou de outras maneiras nos aleijaram, é a obra mais extraordinária que qualquer um de nós poderia fazer”.

Que hoje seja um dia de perdão, um Yom Kippur pessoal, um momento de graça e misericórdia, porque afinal de contas nós oramos: “... perdoa as nossas dívidas (pecados) assim como nós perdoamos aos nossos devedores”...

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