segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
(Mateus 5.13-16)
“A vida santificada tem uma voz. Ela fala quando a língua está silenciosa”. Ethel Wilcox

“Vos sois o sal da terra...vós sois a luz do mundo...”. Com essas duas metáforas o Senhor Jesus Cristo encerra a primeira parte do Sermão do Monte que compreende os versículos 1 a 16. Esta sessão que chamamos de A Sessão das Bem-Aventuranças descreve o Caráter do Cristão, ou seja, como o cristão é em sua essência. Na vida cristã em primeiro lugar vem o “ser” e depois, somente depois, vem o “fazer”. Primeiro somos e depois fazemos, porque é muito mais importante aquilo que somos do que aquilo que fazemos.

Mas, porque Jesus fez uso destas duas metáforas, (Sal e Luz) para referir-se ao cristão? Nessa questão de “ser” Jesus disse que o cristão é “sal da terra” e “luz do mundo”. O que o sal e a luz possuem de extraordinário para que possam ser comparados ao cristão?

Ao respondermos a estas perguntas faremos uso de três termos que consideramos importantes e que estão relacionados com o sal e a luz. Os termos são: Diferença, Influência e Sobrevivência.

O cristão é tão diferente das demais pessoas deste mundo, como o sal e diferente da terra (do alimento a quem dá o sabor) e a luz é diferente das trevas. O que se enfatiza aqui em primeiro lugar é essa diferença do cristão para os não cristãos. Se observarmos todas as qualidades dos Bem-Aventurados (Humilde de espírito, sensibilidade a ponto de chorar por causa do seu estado de pecado, manso, fome e sede de justiça, misericordioso, limpo de coração, pacificador, e conseqüentemente alguém perseguido pela justiça), veremos que aqueles que possuem todas estas qualidades são diferentes. E constataremos que serão, como lemos nas Bem-Aventuranças, pessoas perseguidas, incompreendidas. Mas é importante que ressaltemos aquilo que Jesus disse aos que o ouviam nesse discurso: “Regozijai-vos e exultai porque é grande o vosso galardão no céu...”. Mateus 5.12.

Portanto, a primeira lição que podemos observar nestas palavras de Jesus é que, assim como o sal é diferente da terra e a luz é diferente das trevas, o cristão é diferente das demais pessoas. Seus valores morais e éticos são diametralmente opostos aos valores morais e éticos que norteiam este mundo no qual o cristão vive. Por isso Jesus disse que o cristão vive neste mundo, mas não é deste mundo.

Eu li aquele livro que se tornou um best seller da literatura mundial, intitulado: “Em Teus Passos Que Faria Jesus?” Trata-se de uma ficção, na qual os membros de uma Igreja em Richmond (EUA) assumiram o compromisso de colocar Jesus em todos os momentos de suas vidas e perguntar: Se Jesus estivesse em meu lugar aqui, o que Ele diria, ou, o que Ele faria, ou, que decisão tomaria?

 A segunda observação que queremos fazer a partir das metáforas usadas por Jesus (sal e luz) é que ambas são agentes influenciadores, ou seja, não é a terra (ou o alimento) que dá gosto ao sal e nem as trevas sobrepõem a luz, mas o contrário. O sal e a luz, mesmo em pequena proporção, são suficientes para influenciar. Nisto fico pensando naquilo que Paulo diz na epístola aos Romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (12.1-2). Portanto, essa é a segunda lição que aprendemos com Jesus, ou seja, é o sal e a luz que influenciam e não o contrário.

Mas ainda aprendemos uma outra lição com estas metáforas usadas por Jesus. O sal impede a deterioração dos alimentos. Sabe-se que o sal tem essa propriedade bactericida e germicida. O sal impede que as bactérias que aceleram a deterioração dos alimentos ajam sobre os alimentos retardando esse processo. É a ação germicida. O cristão é o sal da terra porque ele impede que os valores morais e éticos sejam vilipendiados, deturpados. O cristão é a luz do mundo sob a qual as atitudes clandestinas são trazidas ao conhecimento e rejeitadas. Esse mundo sobrevive por causa da presença dos cristãos. Os cristãos sãos agentes da graça comum que sustenta o universo.

Como sal da terra e luz do mundo, possuindo todas as qualidades dos Bem-Aventurados (Mateus 1.1-13), nos oferecemos a este mundo como exemplos, como paradigmas, como modelos a ser seguidos e copiados. Nisso mostramos o quanto estamos preocupados com as pessoas que vivem ao nosso redor, em influenciá-las e levá-las à Cristo.  Natanael Barros de Almeida conta em seu livro Coletânea de Ilustrações que um amigo seu, em visita a um farol, perguntou ao faroleiro:

- O senhor não se apavora de viver aqui? É terrível este lugar para se permanecer nele!

Então o faroleiro respondeu: - Não, não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos. Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos.

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