quinta-feira, 27 de outubro de 2016

SERÁ QUE É OU NÃO É!!!!!?????


(Isaías 29.9-16) 
“Alguém já disse e é verdade: As aparências muitas vezes enganam. O joio, por exemplo, se parece com o trigo”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Hoje os evangélicos somam 35 milhões no Brasil. Pelo menos é o que dizem as estatísticas dos órgãos oficiais de pesquisa. Fala-se muito por aí, em “avivamento” espiritual, e os que afirmam isto mostram que os “crentes” estão, a cada dia que passa, ocupando um espaço maior na mídia, quer seja televisiva, radiofônica, escrita, etc. Entretanto, você, meu caro leitor, crê nisto?   Você também pensa que a Igreja Evangélica está crescendo numericamente? 

Quero usar deste espaço para contestar estas pesquisas e estes números. Eu, particularmente, não creio que os evangélicos sejam tão numerosos, porque não creio que muitas Igrejas que se dizem evangélicas, na realidade sejam mesmo evangélicas.  É verdade que elas usam a Bíblia, é verdade que falam usando uma linguagem evangélica, que possuem elementos litúrgicos congruentes aos evangélicos. Mas não podemos nos esquecer que o joio é confundido com o trigo exatamente por se parecer com este. Talvez o prezado leitor esteja achando muita ousadia ao julgar este ou aquele grupo. Mas não se esqueça de que Jesus disse: “....pelos frutos os conhecereis”.  Vejamos então alguns frutos que estes pseudo-evangélicos produzem e julguem vocês mesmos:

1º  A PRAXIS LITÚRGICA DESTES GRUPOS ESTÁ IMPREGNADA DE MISTICISMO, FETICHISMO E SUPERSTIÇÕES.

A rosa vermelha que atrai maus olhados e coisas ruins que há na casa; o óleo ungido; a balinha ungida; a água do Rio Jordão; a campanha da prosperidade; a noite do Espírito Santo; a travessia do Mar Vermelho;  o exagerado apelo à cura física como se a Igreja fosse um pronto-socorro;  o apelo repetitivo sobre ofertas e dízimos; músicas seculares misturadas com cânticos sacros; o copo de água sobre a televisão, o rádio;  rodear a muralha de Jericó por sete dias; a semana disto; a semana daquilo; o dia disso, o dia daquilo, a fitinha amarrada no pulso;a fogueira santa de Israel; e mais um bocado de crendices.

Nós os cristãos afirmamos não sermos supersticiosos. Passar por debaixo de uma escada, cruzar com um gato preto, sexta-feira treze, cruzar os dedos, ramos de arruda atrás da orelha, a ideia espírita do encosto e outras crendices populares nada tem a ver conosco, mas o que dizer dessas práticas citadas em algumas Igrejas “evangélicas”?.

Amados irmãos, isto é uma mistura do catolicismo (com suas superstições tipo água benta, benzimentos, etc...), espiritismo (a rosa que atrai as coisas ruins) e protestantismo (com cânticos e outras atividades).  É uma verdadeira salada de frutas; tudo para agradar a gregos e troianos. Como se isto fosse possível.

Eu pergunto: Há respaldo bíblico para estas práticas litúrgicas?  A resposta é um peremptório e inequívoco NÃO.

Estas coisas não passam de estratégias de marketing para atrair o incauto que está vivendo um momento de desespero e confusão. A intenção é fazer a coleta das ofertas e “dízimos” para a manutenção do grande império e dos imperadores.

Alguém certa vez me disse que viu muita seriedade em uma destas Igrejas, que o seu líder exigia que os liderados fossem sérios, que os “obreiros” fizessem de tudo para ajudar os necessitados, que o desejo deles era ajudar o desesperado, que estas coisas eram apenas meios para atrair as pessoas à Igreja.  

Mas eu pergunto: Seria este o recurso usado por Cristo para atrair seus discípulos? A resposta é um peremptório e inequívoco NÃO.

Veja-se, por exemplo, o episódio do homem rico que procurou Jesus com um anseio em seu coração: obter a vida eterna.  Você que conhece o texto (Mc 10.17-22), sabe que aquele homem era zeloso em sua religiosidade. Entretanto, Jesus conhece o coração. Ele vê o exterior, mas vê também o interior das pessoas e ele sabia que o coração daquele homem estava não nas coisas espirituais, mas sim em seus bens materiais.Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; então vem, e segue-me”.  Se este homem procurasse uma Igreja destas que temos citado, certamente com toda sua religiosidade e “riqueza” seria aceito sem o menor escrúpulo.

É mesmo como diz Isaías: O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu,.. Isaías 29:13.  Se aconteceu com o povo de Deus no passado, isto é perfeitamente possível que aconteça novamente.

       Mas há algo mais a ser dito a respeito destes “evangélicos”:

2º ELES OFERECEM UM “EVANGELHO” QUE NÃO CONFRONTA O PECADOR COM SUA PECAMINOSIDADE.

Se você sente fortes dores de cabeça; tem insônia; falta de apetite; desmaios; se sua vida financeira vai de mal a pior; se sua vida conjugal está naufragando; se sua saúde está seriamente comprometida... então faça a corrente da prosperidade, e sua vida vai mudar. Você terá saúde, dinheiro, paz, alegria, sucesso e muito, muito mais”.

Esta tem sido a propaganda que atrai (e não podia ser diferente) muita gente.  Principalmente em um país enfermo espiritualmente, como o nosso, onde todo tipo de patologia é possível.  Esta propaganda atrai muita gente em um país onde as pessoas são desinformadas, de nível social considerado de terceiro mundo. Quem não quer ouvir um discurso otimista, positivista como este. Paulo advertiu-nos a esse respeito quando escreveu a Timóteo o seguinte: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2 Timóteo 4:3-4).

Estes grupos oferecem uma conversão psicológica e não o arrependimento genuíno que somente Deus pode produzir no coração humano. Oferecem uma conversão psicológica porque não levam as pessoas a se conscientizarem de seu terrível estado de pecaminosidade; indicam Jesus como um psicólogo, um médico, um gerente de Banco, etc... Não mostram Jesus como aquele que veio para pagar a dívida que homem algum poderia jamais pagar.

O verdadeiro evangelho nos coloca, em primeiro lugar, diante de nossa real situação de pecadores contumazes, inimigos de Deus (Tiago 4.4) e totalmente depravados. O evangelho verdadeiro faz com que tenhamos consciência plena de nossa mais grave e pior patologia: o pecado. O evangelho verdadeiro nos leva, em primeiro lugar, ao desespero, ao constatarmos o que somos, e nos levará a questionar como questionaram os ouvintes de Pedro (Atos 2. 37): “Que faremos irmãos?”.

Gosto demais da música composta pelo Paulão do Logos na qual ele diz:

Eu sinto um verdadeiro espanto em meu coração.
Em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se senhor.
E diz a Deus como ele tem que ser
Mas o verdadeiro evangelho exalta Deus.
Ele é tão claro quanto a água que eu bebi.
E não se negocia sua essência e poder.
Se camuflado a excelência perderá

CÔRO
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém ninguém será liberto sem que clame.
Arrependido aos pés de Cristo o Rei dos Reis.

O evangelho mostra o homem morto em seu pecar
Sem condições de levantar-se por si só.
A menos que Jesus que é justo o arranque de onde está
E o justifique e o apresente ao Pai
Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção.
Que não seria injusto se me deixasse perecer.
Mas soberano em graça me escolheu
E é por isso que eu não posso me esquecer
Sendo seu servo não lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
O que sua vontade mostrará

Na verdade o que acontece com aqueles que aderem a estes grupos é aprofundarem-se em uma religião que ao invés de aproximá-los mais de Deus, na realidade os distancia. E como se aprofundam!!!!!  Muitas mulheres abandonam até as responsabilidades de esposa e mãe. FANATIZAM-SE. Muita religiosidade, mas pouco de Deus.

Queremos nos referir novamente ao episódio no qual aquele jovem rico, de boa condição social, religioso, correu até Jesus e ajoelhando o inquiriu sobre o que devia fazer para herdar a vida eterna. O que Jesus fez foi mostrar ao referido jovem que Deus deve ocupar o primeiro lugar na vida de todo aquele que quer ser seu discípulo. E para que isto aconteça é preciso que sejamos confrontados com nossa pecaminosidade, que nos faz cheios de justiça própria, que nos faz confiar em nossas obras e desprezar a graça de Deus revelada na pessoa de Jesus Cristo. Sem renúncia e submissão não podemos ser discípulos de Cristo.

Como é terrível esse tipo de religião que produz um modelo tão pueril de religiosidade; aliviados psicologicamente, mas perdidos eternamente. Com prosperidade aqui, mas sem o tesouro do céu.  Cheios de religião, mas vazios do Deus santo e reto. Pulam, saltam, cantam... assim como os profetas de Baal. Mas o certo mesmo é que o fogo que cai do céu vai alcançar o coração daquele que, à semelhança do publicano orou assim: “Sê propício a mim pecador”.  Este saiu justificado, o outro (fariseu) saiu condenado apesar de “tanto fervor”.

Estes grupos apresentam mais uma característica peculiar que já apontamos de leve:

3. FANATISMO E CULTO À PERSONALIDADE 
( ANTROPOCENTRISMO)

       Nestas Igrejas há casos de mulheres que abandonam o lar (esposo, filhos, responsabilidades) para atuarem quase que quatorze horas como “obreiras”, como já afirmamos. Fui procurado por um marido desesperado porque sua esposa já não ligava mais para ele, para seus filhos, para o lar, mas só para a Igreja.

       É verdade que Jesus afirmou que todo aquele que não estiver disposto a “abandonar tudo” não é digno do Seu Reino. Entretanto, é preciso que interpretemos o que Jesus quis dizer pelo advérbio “tudo”. Vejamos:

a) Por  “tudo” Jesus se referia a todas as coisas que poderiam e podem impedir efetivamente o crescimento espiritual do cristão.

Toda e qualquer coisa que potencialmente é pecado, é mundana, deve ser abandonada, deixada de lado. Se isto não acontecer, o projeto de crescimento espiritual aborta, necrosa, morre. Somente o cristão que verdadeiramente recebeu o dom do genuíno arrependimento, tem forças para abandonar tudo o que é pecado, potencialmente falando, e seguir Jesus.  Pelo que sabemos, a família não é pecado potencial; tampouco o trabalho. Mas abandonar as responsabilidades de mãe, esposa, pai e esposo; isto sim é pecado.

b) Por “tudo” Jesus se referia a qualquer coisa que poderia ficar entre Ele e o homem.

Jesus não disse que deveríamos abandonar a família, o emprego, nossas amizades. O que Ele quer é que priorizemos o Reino de Deus e sua Justiça e os coloquemos em primeiro lugar. Se sua família, ou qualquer outra coisa estiver em primeiro lugar, você deve “abandonar” (colocá-la em outra posição) e colocar Jesus em primeiro lugar. Numa ordem lógica as prioridades ficam assim: Jesus (Deus), a família, a Igreja, etc....

       Nestas Igrejas “evangélicas” acontece o exagero, o fanatismo que representa entrave na compreensão, no raciocínio lógico, no exercício do bom senso. Jesus condenou o fanatismo dos fariseus e certamente não aprova esta manifestação exagerada de religiosidade que não pode aproximar o homem de Deus, porque prioriza a forma e não o conteúdo.

       Mas há uma outra deformidade que o fanatismo produz. O fanatismo leva os adeptos a cultuar a personalidade.  Veja como veneram os seus líderes; veja como, apesar de tantas provas de charlatanice, eles não conseguem ter uma visão real dos fatos. Você sabe muito bem o que aconteceu com aqueles que seguiram Tim Jones para as Guianas. Lembram-se dos seguidores de David Corage em Waco, Texas.  Para estes fanáticos, o que o líder falou, está falado e pronto.  Você já percebeu que os “pastores” destas denominadas igrejas “evangélicas” imitam os guinados, os trejeitos do líder? Falam igualzinho; gesticulam igualzinho ao “grande chefe”. 

       Por estas e outras tantas razões, particularmente somos da opinião que estas ditas igrejas evangélicas não passam de comércio no qual a Palavra de Deus é mercadejada para benefício e enriquecimento de seus líderes.

Muitos naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”.  Mateus 7.22-23

       É bom que estejamos atentos a estes falsos profetas. Jesus nos adverte quanto ao surgimento deles em seu Sermão Profético Escatológico:

“E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Mateus 24:4-14)

 “....porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Mateus 24:24)

    Devemos estar alertas conferindo os frutos destes que se apresentam como ovelhas, pois é possível que por dentro sejam lobos roubadores.

      Que Deus nos ilumine a todos de tal forma que evitemos cair nas garras destes espoliadores, mercenários e mercadores da Palavra.

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