segunda-feira, 3 de outubro de 2016

TESTEMUNHO - VALE A PENA PREGAR O EVANGELHO SEMPRE.

"Prega a palavra (diz Paulo a seu filho na fé Timóteo), insta, quer seja oportuno ou não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a são doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério". (II Timóteo 4.2-5)



Cristo não garantiu a nós que 100% dos que ouviriam nosso testemunho a respeito de Cristo iriam crer. Não é preciso isso para que sejamos motivados a continuar evangelizando. Basta que um pouco da semente semeada caia em um bom solo (coração) e ela irá germinar e produzir frutos aos montões.

Em 1959 eu tinha quatro anos de idade. Foi então que meus pais se mudaram para o bairro do Jardim Popular na Zona Leste de São Paulo. Mudamos para a Rua Amor Perfeito. No bairro do Jardim Popular todas as ruas tinham nomes de flores; Rua das Rosas, Rua das Violetas, Rua das Primaveras e assim por diante. Mas o bairro não era florido. Bem, havia algumas margaridas espalhadas em meio à vegetação daquele lugar que era puro mato.

Na rua em que eu morava, naqueles tempos, só havia quatro casas. A própria rua só se tornava rua quando o trator da administração regional passava e afastava o mato que insistia em tomar conta daquele lugar. Ainda não havia energia elétrica e nem saneamento básico. A luz era de lampião e a água que bebíamos e usávamos para outras necessidades era extraída de um poço de quinze metros no quintal de casa. A água era içada por um balde em um sarilho.

Ficamos felizes quando depois de algum tempo chegaram alguns caminhões trazendo na carroceria um punhado de postes de madeira e logo depois a Light (antiga concessionária de energia elétrica de nacionalidade canadense) instalou os fios e então; maravilha; energia elétrica!

Naquele lugar fiz muitos amigos. Adalberon, Linécio e seus irmãos Láercio e Osvaldir, Adilson e suas irmãs Sirlei e Célia. Dona Maria casada com o “seu” José tinha três filhas: Geni, Sônia e Marisa. Ele tinha uma caminhoneta Stubacker. Foi na casa do “seu” José e Dona Maria que eu assisti televisão pela primeira vez. Era uma Invictus 21 polegadas. Nem preciso dizer que era Preto e Branco.

Naquele lugar eu ingressei na escola. Frequentei o Grupo Escolar Deputado Silva Prado em 1960 e me formei em 1963. Hoje aquele lugar onde era a Escola é uma Padaria. Todas as vezes que passo por lá eu viajo no tempo e me vejo formando fila com meus amiguinhos de primeiro ano. Minha professora de primeiro ano se chamava Ivonaique (acho que é assim que se escreve o nome dela).

Depois no quarto ano o governo construiu uma Escola bonita, toda moderna, no mesmo bairro. Foi lá que eu estudei o quarto ano do Grupo Escolar. Lá eu me formei. Bons tempos de Orfeão; tempos em que cantávamos o Hino Nacional, o Hino à Bandeira. Tempos muito bons aqueles. Como ingressei na Escola com seis anos e meio (faço aniversário em Julho) eu me formei com nove anos e meio.

Esperei bastante para entrar no Ginásio. Não tínhamos dinheiro para pagar o curso de Admissão ao Ginásio, algo equivalente ao Vestibular para entrar na Faculdade. Depois de alguns anos, em 1964 a Sônia, filha de Dona Maria, nos ensinou no galpão no fundo de sua casa as matérias necessárias, gratuitamente, e assim eu consegui fazer o exame e entrar no Ginásio. Fui estudar no Ginásio Estadual Castro Alves (GECA). Lá eu me formei no ano de 1968. Foram anos de muitas lutas acadêmicas. Salvei-me por amar a literatura.

Foi no Ginásio que eu conheci dois amigos. Maurício Garcelã de Andrade e Celso Luiz Rigoleto. Íamos e voltávamos do Ginásio juntos. Inseparáveis. Frequentávamos a minha casa e a casa do Maurício. Em 1968 eu já tinha quatorze anos e fui batizado pelas mãos do Rev. Sebastião Anacleto de Souza.

Eu era membro da Igreja Cristã Evangélica de Jardim Gonzaga. Por ser filho de músico eu amava música e isso acabou me levando, alguns anos depois, à me tornar membro da Igreja Evangélica Congregacional do Parque Cruzeiro do Sul no bairro de mesmo nome. Foi lá que conheci a única mulher que amei até hoje; minha querida esposa Angela.

Lá eu me casei e lá nasceu meu primeiro filho, Felipe. Fui muito feliz naquela Igreja. Nos momentos mais difíceis, incluindo o ano da morte de meu Pai, Vincenzo Aiello, eu encontrei nas mulheres daquela Igreja as mães que eu tanto precisava; destaco as queridas Dona Maria Odete e Dona Palmira, além de Dona Maria Ana que veio a se tornar minha sogra. Os homens daquela Igreja se tornaram meus pais; destaque para a figura do Rev. Jair Alvares Pintor. Notável, amável e inesquecível Pastor. Os jovens da Igreja foram meus irmãos; Cláudio, Toninho, Carlos, Adair, Armando, Maurinho, Maria Salete, Odimar, Rosemeire, Angela, Telma, Marisa, Zelândia (Zèlia), Maria Socorro (Socorrinho), José Lopes Ledo (Pepe), José Messias Aparício.

Louvo a Deus porque ele me levou ao convívio dessa gente e muitos outros. A convivência com eles me moldou o caráter a personalidade e incutiu em mim valores eternos. Sempre vou reconhecer o valor daquelas amizades. Passamos por muitas experiências, boas e más, mas sempre juntos. Hoje raramente os encontro, mas eles, sem distinção, de uma ou de outra forma, moram em meu coração. Ainda que muitos não professem mais a mesma fé que naqueles dias embalaram nossos sonhos, eu jamais os desprezarei por me lembrar do quanto eles fizeram por mim.

Tendo vivido sob a influência de uma mulher verdadeiramente cristã (minha mãe), eu sempre estive nos limites da Igreja. Eu vivia na Igreja, conhecia bem a Bíblia (vivia ganhando concursos), amava a música evangélica. Não sei precisar quando minha conversão ocorreu. Creio que muitos como eu que foram criados na Igreja têm essa mesma dificuldade. Nunca em minha vida me envolvi com drogas e prostituição algo bastante comum na juventude daqueles dias embalados pelas músicas de The Beatles, Rolling Stones , Jovem Guarda, Tropicália, etc... Perdi muitos amigos para o crime e para as drogas. Hoje eu penso que minha conversão se deu bem cedo, mas minha maturidade espiritual veio depois.

O que sei mesmo é que durante o tempo de Ginásio eu sempre procurei testemunhar a respeito de Jesus para meus dois inseparáveis amigos; Maurício e o Rigoleto. Lembro-me das vezes que descíamos e depois subíamos a Rua São Celso para ir e retornar do Ginásio enquanto lhes falava de Jesus e até cantava alguns hinos dos Salmos e Hinos para eles. Os anos se passaram e depois de formados perdemos o contato com o Maurício. Ele foi o primeiro a se casar. Nunca mais o vi. Confesso que tenho saudades dele e que oro sempre por ele. Eu e o Rigoletto nunca perdemos totalmente o contato. Vez por outra nos encontrávamos.

Então depois de alguns anos sem nos vermos eu o encontrei no centro de São Paulo quando ele trabalhava como propagandista de um laboratório. Foi ele quem me iniciou na carreira de PVC, Propagandista, Vendedor e Cobrador na Indústria Farmacêutica onde fui treinado na área da Comunicação. Interessante observar como Deus trabalha nos bastidores de nossas vidas! Todas as vezes que eu me encontrava com o Rigoletto eu falava de Jesus para ele. E muitas vezes eu o fazia porque ele demonstrava certa curiosidade. Essa curiosidade se tornou mais aguçada quando ele se casou com a Clélia que era médium de um centro Espirita Kardecista. Interessante que tudo aquilo que eu falava para ele eu tinha a mais absoluta certeza de que ele falava para a Cléia. Eu tinha a convicção de que testemunhava de Jesus para ambos. Essa certeza era fortalecida porque depois de ter respondido algumas questões que ele me formulava, no outro dia, ou quando nos encontrávamos, ele vinha com outra questão e eu deduzia que ele havia comentado com sua esposa.

Certo dia, quanto eu trabalhava nas imediações da Praça da República, comprei em uma livraria evangélica o livro de J. Cabral, intitulado, Religiões, Seitas e Heresias. Em posse desse livro, após o almoço, entrei no fusquinha da empresa e comecei a ler o livro. Foi então que ouvi alguém bater no vidro da porta do carro e dei de cara com o Rigoleto. Ele me perguntou o que eu estava lendo e ao mostrar a capa ele deu um sorriso. Eu o mandei entrar e contei a ele qual era, basicamente, o teor do livro. Ele me perguntou, então, sobre o que o livro falava sobre Espiritismo. Então fui eu quem sorriu naquela hora. Mas sorri por dentro. Procurei no índice, abri e li. Ele ficou mais curioso e me pediu o livro emprestado. Eu então dei o livro de presente para ele e depois comprei outro. Pensei com meus botões: “Tomara que a Cléilia leia”.

Não sei se a Clélia leu ou não o livro.

Os anos se passaram e eis que em um mês de junho, quando fazia um enorme frio em São Paulo, eu havia deixado minha esposa com meus filhos na casa da minha sogra, dei uma passada na casa da minha mãe, algo incomum, confesso; Deus tinha seus planos para esse dia. Quando me dirigia para o Seminário (eu era seminarista da Igreja Presbiteriana de Vila Buenos Aires) eis que me deparo com uma mulher fazendo sinal para eu parar. Vi então ser a Clélia com uma de suas filhas no colo e as outras duas de mãos dadas. Parei minha Brasília vermelha e ela veio conversar comigo. Vendo o perigo de ter parado no meio de uma rua movimentada, pedi a ela que nos dirigíssemos para o estacionamento da Padaria. Lá, desci do carro e vi que o semblante da Clélia era o de uma mulher feliz. Ela estava diferente de todas as poucas vezes que eu há havia visto. Foi então que ela me disse que vinha orando a Deus para que pudesse me encontrar e que aquele encontro havia sido marcado por Deus. Eu achei estranho aquilo porque aquela não era necessariamente  a conversa de uma espírita. Então ela me disse que havia conhecido Jesus como Salvador e Senhor e queria saber o que fazer com suas joias de ouro que eram dedicadas às entidades espíritas ou coisa do tipo. Naquele momento, de surpresa, eu disse a ela. - Amasse tudo, venda e com o dinheiro compre de Bíblia e evangelize tua família. O Rigoletto, seu marido, foi uma das suas conquistas bem como de grande parte de sua família.

Nesses dias conversei com Clélia e Rigoleto. Era 00h00 aqui e 12H00 no Japão. Eles são missionários lá. Relembramos essa história que ainda tem muitos outros detalhes importantes que um dia, registrarei com mais vagar. Que alegria saber que os quatro filhos deles, as três meninas da história e um menino chamado Davi que nasceu depois, são crentes em Cristo Jesus. 

O que eu gostaria de deixar registrado é que aquele amigo, Rigoleto, hoje é meu irmão em Cristo. Quero dizer que eu semeava em seu coração, mas que Deus tem seu tempo (Kairós) de fazer a semente germinar e frutificar. Gostaria que você soubesse que mesmo tendo eu testemunhado para milhares de pessoas, e sabendo que muitas pessoas zombaram, deram de ombros e não fizeram caso morrendo sem Cristo, o caso do meu amigo e sua esposa Clélia são um bálsamo para meu coração e alma. Valeu a pena!

1.   Nem toda semente semeada germina, morre e vira frutos. Em nossa vida de testemunho a quantidade maior é de rejeição, mas quando uma semente frutifica ela produz outras sementes que irão frutificar. Jesus disse isso na Parábola do Semeador. Aquela que caiu no solo bom frutificou a 100, 60 e 30 por semente.

Nem todos que ouviram Jesus, foram convertidos. Nem todos que ouviram Paulo, foram convertidos. Nem todos que ouviram o grande evangelista Billy Graham foram convertidos. Mas alguns foram, e são esses alguns a razão de haver festa no céu.

2.   Não tenho muito a oferecer aos meus amigos. Não sou um homem abastado. Creio que morrerei assim. Entretanto, eu tenho o maior de todos os tesouros; eu tenho Cristo. E esse tesouro eu posso repartir com todos, inclusive com você que me lê. Jesus é o maior desejo do coração humano porque Ele é Deus e é Deus que a alma humana anseia ter nessa vida aqui. Como disse a música do poeta João Alexandre:
Você pode ter a casa repleta de amigos/Paredes e pisos cobertos de bens/Ter um carro do último tipo/E andar conforme der na cabeça/Ou pode até ser um cara que vive apertado/Até mesmo dentro de um lotação/Curtindo assim mesmo num fim de semana/Ao andar conforme der na cabeça/Mas sempre será como folha no vento/Esperando o momento de cair/Você pode ter tudo aquilo que sonhar/Mas nunca terá a paz que existe lá dentro/Que não se encontra pra poder comprar/Porque essa paz só tem a pessoa/Que se encontra com Cristo”.
O sábio escreveu: “Lança teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás”. Eclesiastes 11.1
Sempre vale a pena semear a Palavra do Evangelho no coração das pessoas. Não temos o compromisso de resolver os problemas financeiros delas e nem de resolver seus problemas de saúde. O Evangelho não é isso. Evangelho são as boas novas de que Cristo morreu para pagar nossa dívida com Deus e todo aquele que nele crê não perecerá eternamente, mas viverá eternamente.
O Evangelho não promete benção aqui e agora, mas garante a maior de todas as benção que é a Salvação de nossas almas do Inferno.
O Evangelho é a Palavra que Salva, Redime, Resgata. O Evangelho é a Palavra de Deus que não volta vazia, ela cumpre seu propósito – Salva o que crê e condena o incrédulo.

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