quarta-feira, 30 de novembro de 2016

BÍBLIA - O LIVRO DOS LIVROS


O livro texto do Cristão é a Bíblia. Os Cristãos não desprezam outras literaturas e entendem que nelas podem existir muitos ensinamentos importantes. Todavia, para o Cristão, a Bíblia é o Único Livro de Vida, Regra e Prática, ou seja, qualquer outra literatura que contrarie os ensinamentos da Bíblia deve ser rechaçada, rejeitada e qualquer literatura que se coadune com os ensinamentos da Bíblia deve ser considerada e respeitada.

Para o Cristão a Bíblia é a Palavra de Deus. Para ele a Bíblia é um livro escrito por homens que foram supervisionados por Deus no momento em que se puseram a escrever. Nem tudo que queremos saber está na Bíblia, mas tudo que está na Bíblia precisamos conhecer. Jesus advertiu aos saduceus: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”.(Mateus 22.29)

A autoridade da Bíblia é intrínseca. Não é a Igreja que declara que a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia mesmo afirma isso a seu respeito.  Aproximadamente 4000 vezes no Antigo Testamento você encontrará expressões tais como – o Senhor falou, a Palavra do senhor, o Senhor ordenou, o Senhor disse, Deus falou dessa maneira – e assim sucessivamente. A Igreja apenas reafirma a verdade de que a Bíblia é a Palavra de Deus. No Novo Testamento encontramos a afirmação “Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, redarguir, corrigir, instruir na justiça....II Tm 3.16. 

Naquilo que a Bíblia se cala os Cristãos se calam. O máximo que podemos fazer no caso de silêncio da Bíblia é usar o bom senso e averiguar se nossa opinião e posicionamento não contraria a Escritura.

John Wesley, fundador do Metodismo no século XVIII disse o seguinte a respeito da Bíblia: A Bíblia deve ser fruto de homens bons ou anjos, de homens maus ou demônios, ou de Deus. Não pode ser fruto de homens bons ou anjos, porque não teriam condições de escrever um livro e incluir nele mentiras enquanto escreviam – assim diz o Senhor – quando na verdade eram eles que falavam e escreviam. Não pode ser fruto de homens maus ou demônios, porque estes não teriam podido escrever um livro que manda fazer o bem, proíbe todo pecado e condena suas almas ao inferno por toda a eternidade. Portanto, a Bíblia deve ser fruto da inspiração Divina”.

A Bíblia é útil para nossa Salvação e Santificação. D.L. Moody disse sobre a Bíblia: “Ou esse livro me afasta do pecado, ou o pecado me afasta desse livro”. Boa leitura

VIVEREMOS NAS LEMBRANÇAS


VIVEREMOS NAS LEMBRANÇAS

NÃO SE MORRE QUANDO SE VIVE NAS LEMBRANÇAS
A MORTE É APENAS UMA DESPEDIDA
MAS AINDA MESMO NESSA MORTE HÁ VIDA
QUANDO A HISTÓRIA É TRAZIDA À MEMÓRIA

NÃO SE MORRE QUANDO SE PARTE
QUANDO FICA A SAUDADE
QUE É A PRESENÇA DO AUSENTE
QUE INSISTE EM FICAR EM NÓS

NÃO SE MORRE PORQUE NO CORAÇÃO
NÃO HÁ SEPULTURAS NO CHÃO
SOMENTE DOCES E LEVES RECORDAÇÕES
QUE TRAZEM DE VOLTA AS EMOÇÕES

NÃO SE MORRE PORQUE O AMOR É VIDA
QUE NOS FAZ VER QUEM SE FOI, QUEM SE VAI
COMO SE ESTIVESSE PRESENTE AINDA
NO MAROTO SORRISO OU NA LÁGRIMA QUE CAI

NÃO SE MORRE QUANDO SE PARTE LUTANDO
POIS É NA LUTA EM BUSCA DE CONQUISTAS
QUE CAIMOS EM PÉ CONQUISTANDO
POIS É NA PARTIDA QUE NA LEMBRANÇA FICAMOS

NÃO SE MORRE. PERMANECEMOS AINDA QUE SILENTES
COMO UMA SUAVE BRISA A SOPRAR DOCEMENTE
TRAZENDO REFRIGÉRIO E ESPERANÇA
NÃO SE MORRE QUANDO SE VIVE NAS LEMBRANÇAS


terça-feira, 29 de novembro de 2016

QUE É A VOSSA VIDA?


Essa pergunta Tiago faz aos leitores de sua carta. É uma crítica àqueles que fazem seus projetos sem incluir Deus neles. Tiago diz o seguinte, respondendo à pergunta que ele mesmo faz: “Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. (Tiago 4.14). E Tiago conclui: “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”. (Tiago 4.15)

Quanto a isso, o livro de Provérbios registra: “Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua”. (Prov. 16.1 NVI). Um outro versículo paralelo a esse diz: “Muitos são os planos do coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor”. (Provérbios 19.21 NVI). Podemos desejar e ter nossa vontade própria, ter nossos sonhos e projetos, mas a palavra final é de Deus. Jó viveu a experiência difícil e inimaginável de perda. No final de sua experiência: ele disse:  “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado”. (Jó 42.6).

Vivemos na última terça-feira, a notícia terrível da tragédia da queda do avião que levava os jogadores da Chapecoense para Medelim na Colômbia onde iriam enfrentar em primeira partida, o time do Atlético Nacional. Logo pela manhã ao me sentar diante do computador não pude acreditar no que lia.

Durante a manhã ouvi, nos noticiários, as palavras de Caio Jr. técnico da equipe se despedindo naturalmente, como deve ter feito uma quantidade enorme de vezes. Vi também a entrevista do zagueiro Neto que até aqui consta como um dos sobreviventes. Li sobre o jogador argentino Alejandro Martinuccio, meio campista, que não pode viajar porque está contundido. Li sobre a mudança de status de voo para o cumprimento de um protocolo. Fiquei boquiaberto em ver como as coisas acontecem naturalmente. Jamais saberemos aqui na terra quais as razões disto ter acontecido, mas a Bíblia diz que não devemos fazer nada sem levar em consideração que a última palavra é de Deus. Podemos sonhar, projetar, desejar, planejar, mas a última palavra vem do Senhor que faz tudo de acordo com seus propósitos.

Não devemos murmurar. Tenho a nítida impressão que se estivéssemos ao lado do Senhor vendo toda essa tragédia e tristeza nos sentiríamos tentados em dizer a todos os envolvidos: - Chorem, pranteiem. A morte é uma intrusa. É nossa inimiga. Mas Deus sabe o que faz. Deus está no controle, e tudo, absolutamente tudo, reverterá em Glória. Essas lágrimas são justas, mas Deus está no comando. 

Oremos e façamos silêncio. Que o único som que se ouça seja o de nossas lágrimas caindo ao chão, mas não nos esqueçamos, mesmo em meio ao pranto e à dor: há um Deus e ele vê a nossa dor, conhece nossas lágrimas. 

Ele sabe o que faz e porque faz!!!!!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FIDEL FOI PARA O CÉU?


Fidel morreu. Viveu 90 anos o revolucionário Fidel Castro o ditador da ilha de Cuba.

Muita polêmica a respeito desse personagem da história da humanidade. Fidel se opôs ao imperialismo norte-americano como nenhum outro governo de outro país já fez. Nem os radicais do islã causaram tanto desconforto e constrangimento aos Estados Unidos da América do que Fidel Castro. E a razão é óbvia....Sem querer menosprezar a nação Cubana e o povo cubano, podemos dizer que Cuba é como se fosse um quintal dos EUA. Cuba está ali, colada a Miami. É só dar uma olhadinha no mapa mundial.

Todos devem estar lembrados da enorme besteira que ele fez em permitir que a Rússia instalasse ogivas nucleares em seu território. John F. Kennedy deu um ultimato ao Sr. Fidel que percebeu que a coisa ia ficar feia para o lado deles, e logo devolveu as tais armas para sua aliada.

Na verdade não tenho nada contra Fidel se postar contra o imperialismo norte-americano. O meu problema em relação à essa figura é que ele era um comunista, sem saber o que isto significava. O que eu tenho contra Fidel é que ele matou milhares de oponentes e instalou um governo absolutista e de terror em Cuba. Há muitas coisas que tenho contra ele assim como tenho contra o líder da Coréia do Norte que acha que o mundo todo é Estados Unidos, que o Ocidente todo não presta. Minha questão em relação a esses personagens, e a outros iguais a eles, está vinculado à questão ideológica política.

Mas a grande polêmica que surgiu com a morte de Fidel é se ele poderia ter sido salvo das penas eternas. E muitos que dizem isso afirmam que ele poderia ter se convertido nos estertores de sua vida terrena.

Bem eu penso bastante diferente. Eu já sou da opinião de que ele morreu exatamente como viveu; ímpio. Ele morreu inimigo da cruz de Cristo e do Cristianismo. Ele morreu sem Deus e por isso, irá padecer pela eternidade no inferno.

Alguns citaram um dos ladrões que foram crucificados com Cristo e que foi salvo, ali, na cruz, no fechar das cortinas, no crepúsculo de sua existência. Bem, o que deve ser ressaltado é que a conversão daquele ladrão tem como lição enfatizar que qualquer um pode ser salvo. Até alguém que tenha cometido crimes como aquele homem. Ninguém pode resistir ao apelo do Espírito Santo. Mas é bom que analisemos que aquele homem deu mostras de arrependimento, de crer em Jesus como justo e de confessar Jesus como rei. Afinal ele disse a Jesus: “Lembra-te de mim quando vieres no teu reino”. (Lucas 23.39-43).

Parece-me que Fidel, como já disse, morreu como viveu; incrédulo, ímpio. E se é assim, foi para o inferno.

Outra questão que precisamos abordar aqui: quando dizemos isso, estamos proferindo um juízo baseado em fatos. E baseado no fato de que Fidel sempre combateu o cristianismo e foi declaradamente, como um bom marxista é, inimigo de Cristo, eu posso afirmar que ele está morto eternamente. Ele foi para o inferno, repito, por mais duro que isso possa parecer. Ele não foi para o inferno porque eu torci e queria isso. Se fosse me dado o poder de converter eu o converteria assim como Deus fez com Paulo. Você pode imaginar no que isso redundaria?

Outra questão de suma importância meus queridos, é essa: Deus pode converter alguém nos momentos finais de sua vida? A resposta é sim. Ele pode, ele tem o poder de fazer isso. Mas isso é usual, é comum. Bem vemos um caso na Bíblia que é o do ladrão. Mas esse é uma exceção e não uma regra. O mais bíblico é entender que Deus converte um eleito para fazer dele um motivo de louvor para Sua glória, de vida vivida na irrepreensibilidade e não sob o poder do pecado (Efésios 1.1-14). Sinceramente não conheci ninguém que realmente tenha se convertido nos estertores de sua vida aqui. Mas repito: Deus tem o poder de fazer isso. A questão é: ele fez com Fidel? Se eu tiver que me basear em suposições estarei pisando em areia movediça. Sou obrigado a me apoiar em bases mais sólidas para falar a respeito do destino final de Fidel e pelas evidências, ele morreu sem Cristo. E quem morre sem Cristo, viverá a eternidade alienado Dele.

Interessante que, coincidentemente no mesmo dia, morreu no Brasil, o Dr. Russel Phillip Shedd. Um homem de Deus que eu tive a honra de conhecer pessoalmente e estudar aos seus pés a epístola de Paulo aos Romanos.

Pelo que conheci do Dr. Russel Shedd eu tenho convicção de que esse homem cristão está nos braços do seu redentor. Profiro esse julgamento baseado no fato de que ele deu demonstrações inequívocas de sua conversão. Dr. Russel Shedd viveu o que pregou.

A questão é: Você tem certeza de que Shedd e outros irmãos em Cristo foram para o céu? Bem, podemos dizer isso com uma boa dose de certeza se levarmos em consideração os fatos e não as suposições.

Assim julgamos não com base em nosso rancor e desalinhamento político, ou nossa simpatia ideológica teológica. Julgamos com base no testemunho que as pessoas dão a respeito de sua fé em Cristo.

Para mim, pela forma como viveu, Fidel não foi para o céu e isso que dizer que ele está no inferno. E que isso sirva de advertência. Ele viveu 90 anos, e isso que dizer que ele teve muitos anos para ouvir e se arrepender dos seus pecados. E você, já se arrependeu ou está esperando o momento final para fazer isso? Afirmo que isso se você pensa assim esse momento nunca chegará para você simplesmente porque você estaria zombado do sacrifício vicário e expiatório do Filho de Deus.

Finalmente, concluo dizendo que parece que algumas pessoas não conhecem o Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia é amor, mas é justiça.

O tal do Fidel viveu como um ímpio, adúltero, provocador de revoluções, patrocinador de terrorismo, financiador de guerrilhas, inimigo de Cristo e do cristianismo e depois no último suspiro Deus o converte e ninguém fica sabendo disso? 

Eu penso que isso é emocionalidade demais para o meu gosto, infantilidade teológica e pouco conhecimento de soteriologia.


Fim!!!!

O PREGADOR E A PREGAÇÃO.

O PREGADOR E A PREGAÇÃO

É encantador ver um pregador que crê na mensagem que prega. Se a conversão não fosse um ato puro e único da graça de Deus, um ato perpetrado pelo Espírito Santo, eu seria capaz de afirmar que muitos pregadores, por crerem na mensagem que pregam, são capazes de converter corações.

Mas graças a Deus não é assim. Todavia Paulo diz que a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus.

Como é maravilhoso ouvir alguém que vive o que prega. Um homem santo no púlpito já é um encanto. Uma vida santa é encantadora e por si só, um grande discurso. Por outro lado, por mais belo que seja o discurso, por mais lógico que seja e até por mais bíblico que seja, quando apresentado por alguém sobre quem há dúvidas quanto a santidade, parece que sua mensagem penetra na mente, mas não comove e nem transforma o coração.

O pregador deve sempre, apontar para a Cruz de Cristo. É dessa cruz que vem a luz que ilumina o caminho a ser trilhado nessa vida aqui. Vida de sacrifício, de autonegação, de dedicação e serviço. Vida de sofrimentos e abandonos. Vida vivida sob a iminência da morte.  Mas, uma vida de glória por vir cujos prazeres são inimagináveis.

O pregador da Palavra de Deus deve estar cônscio de que é sobre a justiça de Deus que ele prega. Deus é justo. O pregador não deve falar de si, mas sim de Deus, do seu Cristo, do Evangelho e da justificação pela fé. Não há em nós nenhuma justiça que possa mover o coração de Deus em nossa direção. Esse foi o erro do filho mais velho na Parábola do Filho Pródigo. Ele confiava em si e no que fazia para receber de seu pai a mesma deferência que recebeu seu irmão, filho rebelde, que retornou. O filho mais velho devia entender que o elo entre nós é o Pai é a graça e não o auto merecimento e a autojustiça.  

O pregador deve se incluir no chamado ao arrependimento. Ele diz “pecamos”, “nos devíamos” “devemos nos arrepender”. O pregador jamais aponta o dedo.

Pregar é uma arte, é verdade, mas os resultados dependem do quão cheios somos do Espírito Santo. Os Sermões de Pedro produziram mais resultado simplesmente porque Ele estava cheio do Espírito Santo. Um Sermão sem esse viés será um bonito discurso que encanta, convence, mas não converte.

Que Deus humilhe o pregador de tal maneira que humilhado ele proclame as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

sábado, 26 de novembro de 2016

EQUILÍBRIO (DR. RUSSEL PHILLP SHEDD).


Na madrugada de hoje (26.11.2016) descansou no Senhor (Apocalipse 14.13) Russel Phillip Shedd, nosso querido e estimado irmão em Cristo Jesus.

Ele deixa a esposa, dona Patricia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).

Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.

No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.

Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.

Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.

Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.

Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo. Extraído de:


Conheci parcialmente esse servo de Deus. O ouvi inúmeras vezes. Conversei com ele um tanto, aliás, eu falei e ele ouviu pacientemente.

Tenho tido, ao longo dos anos o hábito de definir pessoas que morrem, por uma, ou no máximo duas palavras. Eu defino o Dr. Russel Phillip Shedd com a palavra EQUILÍBRIO.

Nasci em berço Congregacional e me tornei Presbiteriano a partir de 1982. Trabalhei em um Grupo Musical de renome e reconhecimento nacional e por isso cantei e preguei em Igrejas de várias confissões. Por conta da música conheço muitas pessoas de diversas confissões, mas, jamais, repito, jamais ouvi qualquer crítica a esse homem de Deus. Muito pelo contrário. Sempre ouvi elogios rasgados, principalmente ao seu estilo equilibrado de ver a questão doutrinária. Foi duro e não negociou a verdade, mas nunca foi deselegante, nunca perdeu o prumo, nunca exagerou.

O céu não está mais feliz. Isso seria supor que o céu carecia de mais alegria, e a minha concepção de céu é de que se trata de um lugar pleno de tudo, mas a terra fica mais triste, fica mais pobre.

Para mim, o mundo evangélico no Brasil perde uma referência nessa questão de equilíbrio.

Deus conforte e abençoe toda a família do meu querido Pastor Shedd. Cabe a nós reverenciar a memória desse notável Servo de Deus que deve fazer parte daquela galeria dos quais diz o escritor da carta aos Hebreus: “(homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”. Hebreus 11.38

A Deus toda glória.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

GRAÇAS A DEUS

GRAÇAS A DEUS
       
“Graças a Deus” é uma expressão que se tornou vulgar em nossa língua. Nós usamos essas palavras em nossos diálogos mais frequentes e corriqueiros. - “Graças a Deus” fui aprovado no vestibular; “graças a Deus” encontrei uma casa para alugar; “graças a Deus” que eu consegui chegar na hora certa; “graças a Deus” que ninguém estava olhando quando eu escorreguei e cai, “graças a Deus arrumei um emprego” e assim por diante.  Eis alguns dos muitos exemplos do uso dessas palavras.
       
Entretanto, qual é o sentido que há nessas palavras? Elas são usadas com tanta frequência que é capaz até que um ateu as utilize! Às vezes as usamos de supetão, sem nem pensar no que elas significam. E são usadas, na massacrante maioria das vezes, quando recebemos um benefício, algo que almejávamos receber. Nós não dizemos – “graças a Deus” tropecei e cai. Sim, entendo, é algo aparentemente sem sentido, mas deixa eu dizer a você que ainda que não usemos essas palavras quando somos açoitados pelo infortúnio, elas fazem sentido para esses momentos também. Explico:
       
1º) Quando dizemos graças a Deus estamos reconhecendo que há um Deus soberano que tem o controle de tudo em nossas vidas. A vontade de Deus é perfeita! Jó disse, depois de sua experiência de perda e dor inimagináveis: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrados”. Jó 42.6
      
2º) Quando dizemos graças a Deus estamos reconhecendo que sem Ele não é possível qualquer realização em nossas vidas. O caminho do  cristão deve ser trilhado na carruagem da homildade. O coração do cristão tem um trono e nesse trono Cristo está sentado. Tiago em sua carta, escreveu aos arrogantes que imaginavam ser capazes de realizar qualquer coisa sem Deus: “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como faremos isto ou aquilo”. Tiago 4.15
       
3º) Quando dizemos graças a Deus estamos obedecendo o imperativo bíblico. Paulo escrevendo aos Tessalonisences disse: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. I Tes. 5.18
       
Assim, meus queridos leitores, sempre quando formos usar essas palavras tão automáticas – GRAÇAS A DEUS – pensemos nessas considerações. Não vou dizer a vocês que digam – GRAÇAS A DEUS – quando as coisas não forem “boas”, ma no final de tudo, é exatamente a essa conclusão que chegaremos.
  
A soberano e sábio Deus, toda glória!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

UMA VIDA DE DEDICAÇÃO

Todos um dia iremos morrer. Eu sei que dizer isso, assim, não é muito elegante e pouco alentador. Entretanto, essa é a realidade.

Evitamos falar sobre a morte. Esse assunto não é um assunto agradável. Mas o escritor do livro de Eclesiastes disse: "Melhor ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todas os homens; e os vivos que o tomem em consideração". Eclesiastes 7.2

Aqui queremos deixar registrado nosso reconhecimento, carinho e respeito ao Rev. Onézio Figueiredo que, por vontade divina, foi recolhido às mansões celestiais nessa segunda-feira dia 21.11.2016 depois de mais de 80 e poucos anos de uma existência profícua e abençoada. 

"O autor é eterno enquanto sua obra permanece". 

Por isso enquanto aquilo que Onézio semeou e frutificou, permanecer em nossas lembranças, ainda que ele repouse em seu sepulcro, continuará vivo em nós. 

Como bom e valoroso soldado de Cristo, Onézio permaneceu lutando e por isso caiu em pé. Ele não morreu acovardado em uma trincheira qualquer. Ele morreu, partiu, lutando. 

Vida encantadora e inspiradora a deste servo que deixará excelentes lembranças nos corações daqueles que puderam conviver com ele mais de perto.

À Deus (o Deus que Onézio servia) toda a Glória.

DEUS É DEUS.

Quanta tolice a nossa imaginar qualquer coisa sem incluirmos Ele. 

Sempre digo que quando pensamos na vida aqui imaginamos uma seta apontando para baixo. Na parte superior, Deus, e na ponta, eu e você. 

Assim quando eu e você formos pensar, raciocinar, refletir sobre a Divindade, devemos fazer isso a partir das informações que Deus dá de si mesmo, na natureza, na Bíblia e por fim, naquilo que Jesus o filho de Deus, revelou a respeito do Pai (Hebreus 1.1-4)

Nessa jornada pela estrada da vida, tenho visto e ouvido tudo ao meu redor, com atenção, e buscando sempre compreender. Não faltam idéias sobre a existência de tudo sem um criador. Creio que quem age assim imagina a vida como uma seta apontando para o lado. É o pensamento filosófico que um dia disse que o homem é a medida de todas as coisas. Pois bem...Hitler, Stalin, Fidel, e tantos e tantos outros foram homens da história da humanidade e eu creio que eles, como tantos outros, acreditaram nessa tolice.

Mas há também um outro tipo de tolo e esse é aquele que imagina a vida como uma seta apontando para cima, ou seja, Deus é algo que a mente humano pode acomodar e moldar. 

Deus é Deus! Fim. Devemos nos contentar em olhar a beleza e complexidade do mundo ao nosso redor, buscar cientificamente interagir com tudo isso, mas reconhecer que sem um criador é tolice pensar que tudo pode vir à existência do nada, só porque não somos capazes de fazer como Ele fez. 

O nada não pode produzir tudo. Do nada, nada existe. O nada é inimaginável! Entretanto, olhando ao nosso redor temos o tudo. Aliás, tão tudo que nem podemos imaginar. 

Esperneiem e vociferem. Zombem e motejem. Façam gracinhas com o nome do Santo de Israel. Isso não irá mudar o que está lá no fundo da alma, ou seja, um grito incontido de que há um Deus. Sufocá-lo te fará um mal terrível. Seu existencialismo é tolo e pueril. É como esmurrar o vento. 

Ouça o que encontramos no livro Santo: "Lembrai-vos disto e tende ânimo; tornai-o a sério, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisa que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé; farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós, os que sois de obstinados coração, que estais longe da justiça. Faço chegar a minha justiça, e não está longe; a minha salvação não tardará; mas estabelecerei em Sião o livramento e em Israel, a minha glória". Isaías 46.8-13


terça-feira, 22 de novembro de 2016

NUNCA SE SABE...


Há alguns anos, numa pequena vila de pescadores na Holanda, um jovem ensinou ao mundo sobre as recompensas do serviço altruísta. Como a vila dependia exclusivamente da pesca, uma equipe de resgate, formada por voluntários, era necessária para casos de emergência.

Numa noite de ventos enfurecidos, uma terrível tempestade virou um barco de pesca em alto mar. Encalhado e com problema, a tripulação enviou um S. O. S.. O capitão da equipe de resgate deu o alarme e, em pouco tempo, os aldeões reuniram-se na praia. Enquanto a equipe arremessava seu barco a remos e lutava contra as ondas selvagens, os aldeões esperavam inquietos na praia, segurando lampiões para iluminar o caminho de volta.

Uma hora mais tarde, o barco de salvamento reapareceu no meio do nevoeiro, alegrando os aldeãos que correram para saudá-los.

Caindo exaustos na areia, os voluntários informaram que o barco de salvamento não podia comportar mais ninguém e tiveram que deixar um homem para trás.

Mais uma pessoa a bordo e, seguramente, o barco de salvamento afundaria e tudo estaria perdido.

Freneticamente, o capitão solicitou outra equipe de voluntários para buscar o sobrevivente solitário. Hans, um jovem de dezesseis anos deu um passo à frente. Sua mãe agarrou seu braço, implorando: - Por favor não vá. Seu pai morreu num naufrágio há 10 anos e seu irmão mais velho, Paul, se perdeu no mar há apenas duas semanas. Hans, não quero perdê-lo também. Você é o único tesouro que ainda tenho. Hans respondeu: - Mãe, eu tenho que ir. Se eu não puder ir, como poderemos deixar outra pessoa ir? Mãe, eu tenho que fazer meu dever. Quando o serviço nos chama, todos precisamos fazer a nossa parte. Hans beijou sua mãe, juntou-se a equipe e desapareceu no meio da noite.

Outra hora se passou, o que para a mãe de Hans pareceu uma eternidade. Finalmente, o barco de salvamento surge do nevoeiro com Hans, em pé, sacudindo os braços. Entrando no mar para ajudar a puxar o barco, o capitão perguntou: - Conseguiram encontrar o homem perdido? Mal conseguindo se conter, Hans excitadamente gritou de volta: - Sim, nós o encontramos. Conte para minha mãe que é meu irmão mais velho, Paul! (Extraído da Internet em 04.07.2006)

Essa vida tem mesmo muitas surpresas reservadas para nós. Conta-se que certa vez um jovem de passagem pela Escócia, resolveu nadar em um lago. Todavia, começou a se afogar. Outro jovem pulou nas águas e o salvou. O pai do menino que havia sido salvo quis recompensar o outro, mas o jovem herói disse que não era preciso.. Entretanto, o homem em uma atitude de gratidão, pagou todos os estudos dele. Formou-se em medicina. No ano de 1948 esse médico foi chamado para prestar socorro ao primeiro ministro britânico, Winston Leonard Spencer Churchill, que era, por “coincidência”, o mesmo menino que ele, Alexander Fleming, salvara quando este se afogava em um lago na Escócia. Duas vezes salvo pela mesma pessoa. Há um versículo na Bíblia que diz em Eclesiastes 11:1: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás”.

  Nunca sabemos quais serão exatamente as consequências de nossos atos ou palavras. Assim seria de boa escolha que primássemos sempre em pensar e em fazer o bem para todos ao nosso redor.

   Recordo-me de que quando trabalhava na indústria farmacêutica fiz um favor a um dos médicos para quem fazia propaganda dos medicamentos do laboratório no qual eu trabalhava. Ofertei a um dos seus pacientes um tratamento completo de amicacina, um antibiótico caríssimo na época, o que ajudou com que o paciente se recuperasse plenamente de sua doença. Os anos se passaram e eu mudei de setor. Lá no novo setor fiquei sabendo de um médico que se recusava a atender os propagandistas. Eu não sabia quem era, mas descobri de forma surpreendente ser ele. Encontramo-nos, acidentalmente quando ele saia do elevador e se dirigia ao seu consultório. Olhamos-nos e nos abraçamos como dois bons amigos. Ele me disse, na frente de todos os outros propagandistas que aguardavam serem atendidos por outro médico do consultório ao lado: - Aiello, que alegria poder rever você depois de tantos anos. Entre, vamos tomar um café.

   Entramos em seu consultório e a partir daquele dia, eu, apenas eu, podia fazer propaganda para ele. Até hoje sou grato pelo fato dele prescrever os medicamentos do laboratório no qual eu trabalhava o que fez aumentar a vendagem dos mesmos nas farmácias do meu setor.

   Nunca se sabe quando um bem semeado se tornará em uma árvore recheada de frutos, mas com certeza, sabemos que fazer o bem é algo que faz bem. É bom olhar na semente vendo nela já, uma árvore repleta de frutos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A MENTIRA


“Há mentiras contadas tantas vezes que até o mentiroso passa a crer nelas como se fossem verdades”.
Rev. Mauro Sergio Aiello
Atos 5.1-11

Na carta que escreveu aos efésios, na parte em que passa a instruí-los com respeito a alguns aspectos da vida cristã prática, Paulo afirma: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. (Efésios 4.25)

Há outro versículo bíblico que fala sobre esse inimigo oculto, em todos os sentidos, que chamamos de mentira. Ao falar sobre a universalidade do pecado na carta aos romanos, Paulo afirma: “...pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém”. (Romanos 1.25)

Aqui há alguns aspectos que eu gostaria de destacar que julgo serem importantíssimos. A mentira é um pecado cometido em três direções. Pecamos contra Deus, já que a mentira é filha do Diabo que mentiu desde o princípio, é uma ofensa contra a unidade já que sendo membros uns dos outros podemos com ela quebrar relacionamentos e promover discórdias e dissensões e é uma ofensa contra nós mesmos já que o cristão sente o peso do pecado que o assedia e a mentira é um pecado que devemos evitar.

A mentira aprisiona todo aquele que dela faz uso. Tudo começou com uma mentira travestida de meia verdade. O homem passou a conhecer o bem e o mal, mas não se divinizou por isso, pelo contrário, alienou-se de Deus porque Deus é verdade pura e totalmente incompatível com a mentira, já que ela é pecado. Jesus disse: “...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8.32) O Salmista faz uma pergunta e a responde nos seguintes termos:: “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade”. (Salmo 15.1,2)

A mentira é um atentado violento contra a unidade. A verdade, por mais dura que seja, por mais realista que se apresente é como uma ferida que se abre, mas que cicatriza. É, entretanto, conveniente observar que a verdade é alguma coisa que precisamos dizer em amor, porque a verdade dita sem essa motivação se constitui em legalismo, pura e simplesmente. Eu conheci uma pessoa desbocada e muito mal educada que vivia dizendo: “Eu sou sincera. Quando eu tenho que dizer a verdade para uma pessoa, digo logo na cara”. Na maioria das vezes sua atitude tinha como objetivo, humilhar a outra pessoa muito mais do que corrigi-la por algum equívoco que tivesse cometido. Sinceridade sem a motivação correta é pura falta de educação e desamor ao próximo. O sábio escreveu: “A resposta branda desvia o furos, mas a palavra dura suscita a ira”. (Prov. 15.1) Como é terrível descobrir que deram um falso testemunho a nosso respeito. Por isso devemos ser cuidadosos quando formos dizer algo de alguém para ver se o que dizemos é verdade e se ao dizermos nossa motivação é correta aos olhos de Deus.

Ao mentirmos prejudicamos nosso projeto de santificação pessoal. Nada é mais prejudicial para emperrar e entravar a ação do Espírito Santo de Deus em nossas vidas do que o pecado. Mentir é pecar! Quem vive mentindo, vive pecando. Talvez você conheça aquela história do rapaz que pediu a moça em casamento dizendo que não fumava, não jogava, era bom filho, trabalhador, educado, carinhoso, econômico, estudado, mas que tinha um pequeno problema: ele gostava de mentir. Não é preciso muito esforço para deduzir que ele foi rechaçado.

Quem mente, tenta criar outro eu, ocultar suas fraquezas e limitações. Quem mente tenta evitar o confronto com seu ego e encará-lo na presença de Deus em busca de mudanças. Quem mente tenta fugir das responsabilidades que a vida lhe impõe, vivendo nas sombras. A mentira é como a figueira que Jesus amaldiçoou (Mateus 21.18-22), tem flores, mas não tem frutos. O mentiroso tem sempre necessidade de ser lembrado, mas falando sinceramente, e em amor; é preferível escolher o anonimato falando a verdade.

Ananias e Safira mentiram e pagaram caro pelo preço de seu erro. Muitos querem os milagres e intervenções divinas idênticas às que ocorreram nos dias da Igreja Primitiva descrita por Lucas no livro de Atos, mas é melhor pensar que se isso de fato ocorresse, seríamos um grupo bem pequeno. Fale a verdade e você poderá dormir melhor e andar com mais desenvoltura.

PORQUE FREQUENTO A IGREJA.

PORQUE FREQUENTO A IGREJA.
“Não quero sair da Igreja e nem desejo que ela saia de mim”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Estava pensando em escrever algo relevante sobre a Igreja e as razões pelas quais devemos frequenta-la com pontualidade e assiduidade. Assim sendo comecei a ler as opiniões de alguns membros de uma determinada comunidade na internet.

Gostei de tudo que li, das opiniões concordes e das controvérsias. Cheguei a algumas conclusões. Inicio minhas considerações com um texto no qual um frequentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal dizendo que, depois de muitos anos como frequentador, chegou à conclusão que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos. Escreveu ele: - Eu tenho ido à Igreja por 30 anos, e durante este tempo ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida; eu não consigo me lembrar de nenhum deles. Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres e Pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!

Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna 'Cartas ao Editor', para o 'deleite' do editor em chefe do jornal. A controvérsia se prolongou por semanas, recebendo e publicando cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu este argumento: Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida; eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha 'fome espiritual', eu estaria hoje 'morto espiritualmente'.

A partir de minhas leituras e dessas palavras resolvi escrever sobre minhas razões e motivos pelos quais entendo que um crente deve freqüentar com assiduidade e pontualidade a sua Igreja local.

Vou à Igreja porque ela sempre existiu. Começou lá no Éden quando Deus vinha e comungava com nossos pais. Vou à Igreja porque ela funcionou na comunhão dos santos patriarcas quando se reuniam para adorar.

Vou à Igreja porque ela está representada por Israel e é nessa perspectiva que podemos entender o Salmo 133. Vou à Igreja porque Cristo derramou seu sangue por ela (a invisível que está na visível) e com esse sangue ele a comprou.

Vou à Igreja porque a fé tem forte componente comunitário. De que adianta uma enorme fé na experiência solitária de um ermitão?  Vou à Igreja porque "é bem melhor serem dois do que um".

Vou à Igreja porque ela é o Corpo de Cristo e o corpo de Cristo deve ser unido com todos os membros. Vou à Igreja porque ela é a família de Deus e família deve ter comunhão e unidade.

Vou à Igreja porque ela é a família de Deus e como família ela é caracterizada por gente de histórias e personalidades diferentes, o que é maravilhoso. Imagine você um grupo de gente que se veste da mesma maneira. Seria um espetáculo mórbido aos olhos de qualquer um. É a diferença e a diversidade que traz encanto. Veja a natureza, ela é um exemplo de harmonia em meio à diversidade.

Vou à Igreja porque ela é um centro pedagógico em todos os sentidos e nela posso aprender como andar com Deus de tal forma que ele tenha prazer em minha companhia.

Vou à Igreja, e sou membro dela, porque do ponto de vista social ela contribui com a ordem. Olhe você o caos que se instalou em nosso evangelicalismo com o surgimento das tais “comunidades” que nascem, em sua maioria, do amotinamento e insubordinação.

Vou à Igreja Local para poder criticá-la em todos os sentidos e ajudá-la a ser melhor, apesar de mim.

Vou à Igreja porque não acredito na conversa de que para cultuar a Deus ela é dispensável no sentido mais estrito do termo, e também porque todos os que defendem essa tese acabam por enfraquecer na fé.

Vou á Igreja porque se o Culto individual enriquece o Culto Comunitário, o Culto Comunitário nos fortalece para vivermos o Culto Individual. Vou à Igreja por causa das verdades eternas pelas quais ela luta a santa guerra contra o mal.

Vou à Igreja porque, afinal, o homem não é uma ilha, ele é um ser social. Muitos se desiludiram, em muitos casos justificáveis, com a Igreja, mas isso não é motivo para abandoná-la.

A Igreja e a Família são duas instituições que Deus criou para abençoar o mundo. Não podemos e nem devemos negligenciar a comunhão em ambas as instituições. É nessa comunhão e unidade que encontramos a benção e a vida!

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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