terça-feira, 1 de novembro de 2016

A MORTE


(I Coríntios 15.55-58) 
“Para o cristão a morte é a linha de partida e não de chegada”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Nada é tão natural do que nascer, viver e, por fim, morrer.  Quando um ser nasce, há festa e regozijo. Os pais sabem muito bem do estamos falando. A esperança de vivermos uma longa vida é encantadora. Mas a realidade da morte, ainda que sendo tão natural quanto nascer e viver, é assustadora. Por que é assim? Por que a morte é tão traumatizante? Por que a morte nos desafia?

Eu tenho minhas considerações a esse respeito. Creio que, em primeiro lugar, a morte é traumatizante porque o homem não foi criado para morrer. A morte é a conseqüência do pecado. Paulo escreveu: “...porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Romanos 6:23

Em segundo lugar, a morte é traumatizante porque ela implica em separação. Quando um ente querido parte, levado pela sombra da morte, passamos a sentir a saudade do convívio com ele. Morte implica em separação. Nossos primeiros pais acabaram por se alienar de Deus tendo em vista que eles pecaram, e Deus não poderia mais ter o mesmo tipo de relacionamento que tinha com eles antes do pecado. Eles morreram para Deus. Morte é separação e isso traumatiza.

A morte nos desafia, em terceiro lugar, porque nos coloca de frente com a fé. A fé é desafiada constantemente, mas é principalmente diante da possibilidade da morte que ela se mostra, vigorosa ou não. A história de Saul é um clássico exemplo a esse respeito. Na hora da morte, no momento mais crucial de sua vida, aquele rei de Israel que no início de seu reinado havia demonstrado coragem, agiu de forma covarde. Fraquejou, agiu sem fé.

Já Estevão demonstrou sobriedade e fé no momento de seu martírio:

“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.” (Atos 7:55-60)

Nós os cristãos sabemos que, apesar da morte se apresentar assim como acima descrita, Cristo a sofreu em nosso lugar, ou seja, Ele morreu a nossa morte. Com sua morte Jesus deu plena satisfação dos nossos pecados. Ele acertou nossa conta com Deus o Pai. Sabemos também que com a morte de Jesus fomos reconciliados com Deus o Pai, ou seja, não há mais separação entre nós e Deus. Após a morte de Jesus podemos gozar plena e íntima comunhão com Deus o Pai. Além disso, a morte de Jesus enche o coração do cristão de esperança e paz, pois ele sabe que após sua vida aqui, ao morrer, ele será recolhido por seu Senhor. “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” (Lucas 23:46 RA). Quando morremos, o corpo volta ao pó, mas o Espírito volta a Deus que o deu, e por isso o cristão enfrenta a morte com coragem e segurança.

Quando comemoramos a ressurreição de Jesus Cristo, nos lembramos que Ele morreu para permitir que vivêssemos. Recordamos que Ele morreu nossa morte para nos dar sua vida eterna. Vivamos essa vida abundante que ele já nos concedeu.

O Cristão vive com a certeza de que sua existência aqui é passageira, que tudo o que ele pode fazer aqui é manter-se em dia com Deus, vivendo uma vida na qual Deus é glorificado por sua instrumentalidade.

Paulo, na primeira carta que escreve a Igreja de Corinto é claro ao afirmar:

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (1 Coríntios 15:19)

Por isso mesmo, defendendo a realidade da ressurreição, Paulo conclui com as seguintes palavras:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (1 Coríntios 15:58)

Nós cristãos podemos dizer que nada temos a ver com a morte!

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