segunda-feira, 7 de novembro de 2016

DOIS JARDINS: DUAS HISTÓRIAS.


Gosto muito do hino que diz:
O Jardim onde Cristo me espera
É lugar de delícia e de paz.
A certeza de sua presença
Dá-me vida feliz e eficaz.
Oh! Que lindo jardim
O Jardim de oração
Onde Cristo me vem esperar;
Perto d'Ele estarei
E contente serei
De minha alma a seus pés derramar.
No Jardim onde Cristo me espera,
Quer também te acolher, meu irmão
Vem fruir a incessante bondade
Que promana do seu coração!
Oh! Que lindo jardim,
O Jardim de oração,
Onde as flores são graça e poder;
Onde Cristo, o Senhor,
Abre as portas do Amor,
Eu me sinto feliz em viver!
A Bíblia fala de dois jardins onde aconteceram duas histórias distintas. O Jardim do Éden, onde nossos primeiros pais desobedeceram e com isso receberam a justa condenação da parte do gracioso Deus. Naquele Jardim do Éden todas as circunstâncias eram favoráveis a uma vida de deleite, paz, harmonia e santidade. Ali Deus vinha no frescor do dia para ter comunhão com nossos primeiros pais, até aquele momento em que Adão e Eva, após desobedecerem, se esconderam ao ouvir a voz de Deus. Então começou o “joguinho” do empurra-empurra.
Mas a Bíblia fala de outro Jardim. Seu nome? Jardim do Getsemâne. Um Jardim dentro do Jardim das Oliveiras. Getsemâne quer dizer “prensa do óleo”. Um lugar onde o óleo da azeitona era extraído. Nesse Jardim encontramos o segundo Adão, Cristo Jesus. O Getsemâne não era perfeito como o Éden, tampouco havia ali harmonia. Nesse Jardim Cristo travou a luta contra o diabo, a mesma serpente que assaltou e seduziu nossos primeiros pais. Mas Jesus venceu ao se dispor nas mãos de Deus e se deixar aprisionar, julgar e morrer em nosso lugar.
No primeiro jardim temos a maldição pela condenação, mas no outro encontramos a justiça de Deus ao fazer cair sobre seu filho a culpa de todos nós e nos dar a benção da plena absolvição. No primeiro jardim temos o orgulho humano sendo condenado e humilhado, mas no Getsemâne temos o Deus que se humilhou para ser exaltado. No primeiro temos a morte que nasce na harmonia, entretanto no outro temos a vida que nasce no caos. No primeiro temos o horror da desobediência de nossos primeiros pais, mas no outro temos a beleza da submissão de Cristo à vontade soberana de Deus.
Alguns teólogos liberais fazem algumas considerações tentando marginalizar os três primeiros capítulos do livro de Gênesis que falam, da criação, do Éden e da queda.  Tentam com seus mecanismos filosóficos e linguísticos negar a historicidade destes primeiros três capítulos do primeiro livro da Bíblia. Tenho que admitir a simplicidade e a singeleza da história e do relato, mas é contrário á minha teologia bíblica negar sua historicidade porque se o fizer, o Getsemâne não fará e nem terá sentido para mim. Tampouco poderei cantar o belo hino aludido.
O Getsemâne tem sentido por causa do Éden, pois nesse Adão, o primeiro homem errou, querendo ser Deus condenando assim, toda a humanidade, enquanto que na prensa do óleo, (Getsemâne), Jesus, o segundo Adão, cumprindo a vontade do Pai, encarou com coragem a tarefa de redimir a mesma humanidade caída.
Dois jardins, distantes no tempo e no espaço, mas que se completam no maravilhoso enredo de nossa redenção. 

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