quinta-feira, 17 de novembro de 2016

PERFECCIONISTAS OU LIBERTINOS?


Essa é uma questão importante e precisa ser respondida. E devemos respondê-la com a Bíblia em nossas mãos. O crente não vive na base do “eu acho isso” ou “eu acho aquilo”. O cristão fundamenta seus conceitos e princípios de vida, na Escritura Sagrada, pois ela é seu único livro de regra, fé e prática.

Na Igreja dos dias do apóstolo João já existia, ainda que em forma embrionária, uma heresia que procurava sutilmente minar as bases sólidas do evangelho e destruir a pureza da Igreja. Tratava-se do gnosticismo que negava a encarnação de Jesus, considerava a matéria má e o espírito bom, e incitava seus seguidores a viver uma vida dissoluta já que quem pecava era a matéria e não o espírito. Assim esses gnósticos eram adeptos de uma postura antinomista (uma vida sem lei, sem regras – anti = contra + nomos = lei) eram libertinos. Sua compreensão era de que o espírito está aprisionado na matéria (corpo).

Em I João 1 a 2.1,2, João vai fazer um apelo veemente contra a libertinagem e instruir seus leitores a que busquem uma vida de santificação. Mas João sabe que, apesar do cristão ser regenerado ele ainda vive em um mundo de pecados e pecadores e por isso mesmo, vez por outra cai. Assim João dá instruções de como o cristão deve agir quando peca. João diz: DEVEMOS CONFESSAR OS NOSSOS PECADOS. Essa não deve ser uma atitude mecânica. O cristão que está realmente preocupado em andar com Deus é aquele que busca a santificação de forma constante e ininterrupta. Por isso ele sente o peso do pecado sobre seus ombros a lhe dificultar a caminhada. O escritor da carta aos Hebreus registrou: Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,....(Hebreus 12:1)

Nos Salmos 32 e 51 encontramos Davi, um homem segundo o coração de Deus, confessando o seu pecado e buscando em Deus a ajuda de que tanto necessitava. Ele havia pecado de forma terrível e seu pecado havia feito com que ele perdesse a alegria da salvação, o prazer da comunhão com seu Deus. Ele andava cabisbaixo, triste, sentia a mão de Deus pesando sobre ele. Era como se estivesse sozinho em um deserto, sedento e sem água para matar sua sede. Justamente ele, um homem alegre, um conquistador, um poeta, cantor, estava exaurido, enfraquecido, desanimado. É isso que o pecado faz com os filhos de Deus. O pecado nos abate. Então devemos confessar a Deus os nossos pecados, aquelas transgressões de temos ciência, expô-las diante de Deus. Precisamos nos derramar em Sua presença, clamar por arrependimento verdadeiro e genuíno.

Esse é o recurso para uma vida cristã normal sem que nos deixemos seduzir por um enganoso projeto perfeccionista ou nos acomodemos em uma vida de libertinagem; a confissão dos pecados que acidentalmente cometemos. O perfeccionismo e a libertinagem são os dois lados da mesma moeda. Lembre-se daquilo que Deus disse a Paulo: “Minha graça te basta”. É sob essa graça e misericórdia que vivemos e buscamos uma vida de santificação e santidade, andando com Deus e crescendo em espiritualidade, até o dia de nossa plena redenção, onde aí sim, seremos perfeitos, num mundo de perfeição.

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