quinta-feira, 17 de novembro de 2016

SANTIDADE E COMUNHÃO




(Romanos 12.1-2) 
“Se quisermos nos unir e gozar real comunhão precisamos nos santificar”
Rev. Mauro Sergio Aiello

    

    


    João, em sua primeira carta, combate uma forma embrionária de gnosticismo, uma heresia que negava a encarnação de Jesus, que afirmava que a matéria é má e que o espírito é bom. Além disso, o gnosticismo caracterizava-se pelo antinomianismo que significa uma vida sem lei ou regras, um tipo de vida libertina.

    Logo nos primeiros versos João mostra que Jesus foi de carne de osso. Ao referir-se a Jesus, João diz: “...e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida”.  É a respeito desse Jesus que João quer falar aos leitores desta carta, ou seja a respeito daquilo que ele tem visto e ouvido. A intenção é, com base nesse depoimento, fazer com que seus leitores tenham comunhão com Deus Pai e seu filho Jesus.

    A verdade que João salienta sobre isso (1.5-10) é que quem vive nas trevas (na prática do pecado) não tem verdadeira comunhão com Deus, mesmo que afirme o contrário. João expõe isso da seguinte forma:

1.  DEUS É LUZ.

     Em Deus todas as coisas são claras e explícitas. Tiago, irmão de Jesus escreveu: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.  (Tiago 1:17) Deus é luz a medida em que revela aos seus eleitos aquelas verdades que podem esclarecer as mentes trevosas e ignorantes. Mas Deus é luz porque Ele é todo Santo, porque nele não há treva nenhuma e nem sombra de variação ou  mudança. Conseqüentemente, essa luz da santidade do Eterno é que denuncia como indiscutível argumento, nossa pecaminosidade e imperfeição. É Deus quem revela o verdadeiro caráter das pessoas, como elas são de verdade. Isaías, ao deparar-se com seu Deus, não pode deixar de admitir seu pecado e disse: “- Ai de mim....”.

2.  SE TEMOS COMUNHÃO COM DEUS ANDAMOS NA LUZ.

Deus é luz e todos aqueles que têm comunhão com Ele, andam na luz, ou seja, esboçam um tipo de vida no qual o pecado é um acidente. Provavelmente João tivesse em mente aqueles mestres do gnosticismo que estimulavam um tipo de vida libertina. Então João mostra que aqueles que declaram ter comunhão com Deus, mas vivem uma vida de pecados está na verdade mentindo. Comunhão com Deus pressupõe santidade. É impossível caminhar com Deus se negligenciarmos uma vida onde a santificação é o compromisso de todos os dias.

3.   COMUNHÃO COM DEUS, IMPLICA EM COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS.

Quando os corações são quebrantados e contritos por Deus então eles estão unidos e caminham na mesma direção. O pecado é uma barreira que se opõe à verdadeira unidade, mas a santificação é o processo que nos iguala e nos une. Se estamos em comunhão com Deus por meio de uma vida santificada, estamos em comunhão com todos os outros santificados.

Querido leitor: De Deus não podemos ocultar absolutamente nada, nem os anseios mais escusos que residem em nosso subconsciente, porque ele é Luz pura. Se dissermos que andamos com ele, isso deve ser evidenciado em uma vida piedosa e de comunhão com os demais irmãos.

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