segunda-feira, 21 de novembro de 2016

TEMPESTADES I

“Tempestades servem, também, para provar o valor do marinheiro”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Os romanos achavam que tempestades eram batalhas dos deuses contra os Titãs. Já os índios da América do Norte acreditavam que as tempestades eram serventes de um "Grande Espírito". Em tempos mais recentes, as tempestades tornaram-se alvo de maior curiosidade. Toda primavera, caçadores de tempestades vão às grandes planícies do interior da América do Norte para explorar os aspectos visuais e artísticos de tempestades e tornados. (Wikpédia)

Viver a experiência de tempestade em terra é uma coisa, mas experimentá-la no mar é outra bem diferente, Em Atos 27 Lucas faz um relato extraordinário da tempestade que acabou por levar a pique o navio alexandrino que levava Paulo e mais 275 pessoas à Roma, capital do império. O registro desse evento é considerado um clássico da literatura universal antiga. Apesar de Lucas ser um médico, um homem não afeito ao mar, seu relato é de uma exuberância ímpar, pois ele testemunhou em loco todas as ocorrências. Se meu assíduo leitor puder fazer uma leitura cuidadosa de todo o capítulo 27 de Atos, isso o ajudará a compreender um pouco melhor nossas considerações e lições que podemos tirar desse episódio na vida de Paulo.

Antes de estudarmos propriamente esse episódio em si, precisamos olhar para dois outros registros bíblicos de tempestades no mar onde barcos se encontraram diante da eminência do naufrágio e homens confrontaram um momento de terror diante da possibilidade de morrer no mar.

O primeiro episódio sobre o qual me refiro, é aquele no qual o barco em que Jonas estava com destino a Társis (Espanha) se viu em meio a uma tormenta que deixou todos os tripulantes apavorados e aterrorizados. É notável observar que a cidade de Társis é notória como a responsável pela construção das mais fortes embarcações naqueles dias. Possivelmente essa embarcação, que sai de Jope em direção a Társis, é uma dessas naus considerada segura para a navegação. Mas a tempestade está a ponto de lançá-la ao fundo. E falando em fundo, era no porão desse navio, lá no fundo dele, que o desobediente e nacionalista Jonas dormia deprimido. Enquanto a maioria corria desesperadamente de um lado para o outro procurando manter a navegabilidade e a sobrevivência, Jonas, inerte, impassível e irresponsável, dormia a largos sorvos. Foi então que o mestre do navio falou com ele questionando-o sobre sua conduta e pedindo que ele também invocasse o seu Deus para que Ele os livrasse do perigo do naufrágio e da morte. Como era costume, lançaram sortes e Deus, fazendo uso do fetiche humano, revelou que a tempestade ocorria por causa de Jonas. Inquirido por todos, Jonas faz um relato de quem ele é, fala do seu povo, de sua desobediência, e por fim, instado por ele mesmo, ainda com a resistência dos tripulantes do barco, é lançado ao mar. Deus providencia um grande peixe que engole Jonas e o retém em seu ventre por três dias, findo os quais, depois de Jonas ter orado é vomitado e lançado em terra.

Essa tempestade tem um responsável e isso fica claro no texto que lemos. O responsável é Jonas. Ele estava onde não deveria estar. Aqui há um princípio notável para nossas vidas, ou seja, quando estamos em um lugar onde não deveríamos estar, há uma enorme probabilidade de fazermos o que não deveríamos fazer. Quando estamos em um lugar onde não deveríamos estar, ao invés de sermos bênçãos nas mãos de Deus, corremos o sério risco de nos constituirmos em maldição para nós mesmos e para todos ao nosso redor.

Muitas tempestades que assolam o barco de nossas vidas são resultados de nossa desobediência e impenitência. Há cristãos que convivem com infortúnios, por fazerem opção pela recalcitrância. Outros se enganam imaginando que vivem incólumes, impunes, mesmo que vivam na direção oposta àquela determinada por Deus. Há cristãos que vivem com um pé na Igreja e outra no mundo, materialistas, consumistas, mundanizados. Se forem filhos legítimos de Deus, a disciplina vem como veio para Jonas, porque horrível coisa é cair nas mãos de um Deus vivo. De Deus não se zomba, nem se moteja. Cristãos assim são motivo de espanto para o mundo, e de náuseas para a sociedade, como Jonas que foi lançado para fora do barco e retido no ventre do peixe.

Veremos em nosso próximo artigo como Deus usa todas as circunstâncias da vida para cumprir seu propósito e fazer de tempestades, bênçãos também....até lá então.

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