segunda-feira, 21 de novembro de 2016

TEMPESTADES II


TEMPESTADES II
“Lembrem-se que as tempestades são inevitáveis”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

  “Nas tormentas dessa vida, perto está a salvação, aos incautos navegantes, quem trará a salvação?”. Já que falávamos, no artigo anterior (Boletim 72) sobre tempestades em alto mar, porque não nos referirmos ao Hino 308 do Hinário Novo Cântico? Tão belo! Letra extraordinária!

Tormentas podem ser de nossa responsabilidade, como foi no caso do desobediente Jonas, mas aquilo que era maldição para uns, tornou-se benção para outros. Há um ditado popular que diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Na verdade Deus endireita qualquer linha se quiser escrever, mas esse adágio quer dizer que seja o que for, aconteça o que acontecer, Deus sempre leva a bom termo todos os seus propósitos. Deus transforma maldição em bençãos. Seus decretos eternos, sua vontade, seus planos e propósitos não podem ser frustrados (Isaías 46.8-13).

As tempestades que nos sobrevêm podem servir para fazer com que tudo volte ao eixo central da vontade de Deus, e mesmo sendo por meio de uma tormenta Deus faz com que todos, direta ou indiretamente, se beneficiem.

    Naquele barco que ia para Társis, todos ouviram a respeito do Deus dos hebreus. Diz a Escritura que “temeram, pois, aqueles homens em extremo ao Senhor, e ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram votos”. (Jonas 1.16) É comum cristãos serem procurados por ímpios, incrédulos e até por escarnecedores, para que orem em favor deles quando tormentas e tempestades se tornam reais em suas vidas. É muito mais fácil orar em um hospital, ou mesmo em um velório, do que em algumas festas e banquetes. Crises podem ser oportunidades para que testemunhemos a respeito do nosso Deus e da fé que Ele deposita em nossos corações. Jonas não queria pregar aos ninivitas, mas teve que pregar, sem se aperceber que o fazia, aos tripulantes daquela embarcação onde certamente havia estrangeiros.

    Outro benefício da tormenta que assolou o barco onde Jonas estava, foi a benção de tê-lo recolocado no prumo certo da missão que Deus lhe havia confiado e para a qual Deus lhe havia arregimentado. Nenhuma tempestade é suficientemente poderosa para impedir os planos de Deus porque as tempestades estão sob seu controle. David Brainerd, missionário para os índios, em uma de suas muitas jornadas para visitar uma tribo, foi colhido por uma forte tempestade. Ele procurou um lugar para se abrigar e por fim encontrou um tronco oco de uma árvore muito grande. Enquanto esteve ali, orou pelos índios que estava indo visitar, pedindo que Deus cuidasse de todas as suas necessidades. Ele não tinha nada para comer e, com o passar das horas, sentiu fome. De repente um esquilo se aproximou da árvore. Bateu os dentes por alguns instantes e logo desapareceu. Brainerd notou que ele deixou algumas nozes para trás. O missionário comeu aquelas nozes.  A tempestade durou três dias e o missionário permaneceu ali.  Todos os dias o esquilo vinha e depositava algumas nozes na entrada. David Brainerd sabia que o esquilo havia sido enviado por Deus. Se há tempestades, há livramento, pois quem fez um faz o outro também.

    Mas aquela tempestade foi uma benção também para os odiados (por Jonas pelo menos) e temidos ninivitas. Afinal de contas, mesmo contra sua vontade, Jonas teve que ir lá para pregar contra os pecados daquela cidade e conclamá-la ao arrependimento. Houve comoção e conversão em massa. Diz o texto inspirado: “Os ninivitas creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor”. (Jonas 3.5) Foi a tempestade (mandada por Deus) que forçou Jonas a dispor-se em fazer o que seu coração não desejava. Deus em sua providência, sempre abençoa, mesmo nas tempestades.

  As tempestades e as crises podem se constituir em ótimas oportunidades para que Deus ser glorificado e honrado. Foi assim com o profeta Isaías por ocasião da morte do Rei Uzias. Ele foi ao templo e Deus se revelou a ele comissionando-o para a tarefa da ação profética. Foi assim com Moisés lá na distante terra de Midiã, com toda sua cultura e tendo vivido a luxúria da corte do Faraó, Deus o chama e o comissiona para ser o instrumento para a libertação de Israel. 

   Mas há outra tempestade sobre a qual quero me referir antes de falarmos sobre aquela que levou a pique o barco alexandrino no qual Paulo, Lucas, Aristarco e mais 273 pessoas estavam e que ia para Roma. Veremos que tempestade é essa em nosso próximo artigo. Até lá!          

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