segunda-feira, 21 de novembro de 2016

TEMPESTADES III

TEMPESTADES III
“As tempestades da vida provam nossa fé”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

    Por que será que afinal das contas o Espírito Santo inspirou a escrituração do texto de Mateus 14.22-33 no qual Jesus impele seus discípulos a embarcarem para o outro lado do Mar da Galiléia enquanto Ele se despedia das multidões?

Diz o texto que depois de ter feito isso, Jesus subiu ao monte com o objetivo de ter um momento a sós com o Pai em oração. Ocorre que enquanto isso acontecia, o barco, já distante da terra, era açoitado por ondas, por causa do vento contrário. Já era a quarta vigília da noite (das 3 as 6 horas) quando Jesus se aproximou do barco. Ele veio andando sobre o mar, e assim superou as dificuldades das ondas que açoitavam o casco da embarcação na qual estavam seus discípulos. Eles foram possuídos de temor ao verem um vulto e pensaram se tratar de um fantasma. Mas Jesus lhes disse: - Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!

   Jesus não está limitado nem pelo tempo e nem pelas intempéries da natureza. Ele é Senhor de tudo e de todos! As ondas podem trazer temor ao coração humano, mas Jesus anda sobre as ondas, sobre o mar. Ele é Senhor de todas as circunstâncias. Podemos nos desesperar pelas circunstâncias, mas saber que Deus as conhece e cuida de nós, traz alívio. Naquele episódio, Pedro (ah! sempre ele), ousou dizer: - Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. Em outras palavras, o colérico e ousado Pedro estava dizendo: - Se é você mesmo, Senhor, eu quero que me proves fazendo com que eu ande por sobre o mar como tu fazes. Eu não sei o que se passou pela cabeça de Pedro ao fazer essa proposta, mesmo porque ao menor comando (disse Jesus: Vem), Pedro foi descendo do barco e andou por sobre as águas chegando até onde Jesus estava. Se eu e você estivéssemos naquele barco iríamos bater palmas. Mas alguma coisa aconteceu que deixou claro como a fé que se apóia em milagres é frágil porque ao ver a força do vento, Pedro teve medo e começou a submergir e gritou: - Salva-me, Senhor! Então Jesus o içou à superfície, exortando-o com palavras que ecoam em nossos corações ainda hoje. – Homem de pequena fé, porque duvidaste?

  É sobre fé que o texto trata, porque assim como o bom marinheiro prova seu valor nas tempestades, assim é que nós cristãos devemos provar o tamanho da nossa fé nas circunstâncias adversas da vida.

   Conta-se que certo equilibrista divulgou que iria estender um cabo de aço por sobre um abismo, e equilibrando-se, com uma vara de apoio, atravessa-lo-ia. Uma enorme multidão afluiu àquele lugar para assistir o espetáculo. Então o equilibrista, depois de verificar se o cabo estava mesmo bem firme,feito seus alongamentos e colocado sua roupa, iniciou a perigosa travessia. Era pura adrenalina para todos que assistiam. Os corações batiam e pulsavam com maior freqüência até que ele chegou do outro lado. A multidão aplaudiu com efusão. Ele então empreendeu o caminho de volta. A mesma expectativa, a mesma tensão e olhares atônitos. Ele concluiu mais uma vez o percurso e a multidão irromperam efusivamente em aplausos e gritos de bravo. Afinal, ninguém ainda havia ousado realizar tal feito. Abraços, palavras de congratulações, autógrafos, fotografias. Foi então que fazendo uso da palavra, o admirado equilibrista perguntou à multidão se acreditava que ele poderia repetir o percurso. Todos aplaudiram e disseram que sim que acreditavam ser isso possível. O equilibrista, então, pegou um carrinho de pedreiro e disse: - Bem, se vocês acreditam nisso, quem está disposto a sentar-se nesse carrinho para que eu o empurre e chegue até o outro lado do abismo andando sobre esse cabo de aço? O silêncio foi sepulcral. Ninguém aceitou o desafio.

    A vida cristã deve ser vivida na dimensão da fé. Fé é um dom de Deus, porque a “fé humana” é idêntica aquela de Pedro que diante dos ventos procelosos temeu e afundou. Tempestades servem para provar nossa fé em Deus, e isso seja em que circunstância for.

Que Deus nos ajude revigorando nossa fé, de tal maneira que aceitemos o desafio de andar por sobre as ondas, nas tempestades da vida. A fé genuína nos faz olhar para Deus ao invés de olhar para as circunstâncias difíceis que fazem parte da vida. Nossa carreira (vida cristã) deve ser empreendida com o olhar atento no autor e consumador de nossa fé, sem isso fica muito difícil a jornada. Que Deus nos faça crentes de verdade. Que essa fé possa ser provada e cada um de nós sermos aprovados. Amém!   

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