quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A IGREJA (5) – O CORPO DE CRISTO


Já discorremos sobre a origem da Igreja (Efésios 1.3-14). A Igreja, assim como a família, são instituições de origem divina, ou seja, foi Deus quem as idealizou e as concretizou. A tragédia da humanidade reside exatamente no fato de que o mundo se opõe a estas duas instituições.

Neste artigo eu quero chamar a sua atenção para a Igreja como o corpo de Cristo na terra, cuja cabeça é o próprio Cristo. Na analogia que Paulo faz do corpo humano com a Igreja, quando trata da questão dos dons espirituais, ele deixa isso claro (I Coríntios 12). No texto em que Paulo vai discorrer sobre os resultados de uma vida plena do Espírito Santo ele mostra, ao falar do relacionamento conjugal, que assim como o homem é a cabeça da mulher, assim também Cristo é a cabeça da Igreja - que é o seu corpo - (Efésios 5.15-28)

Podemos admitir que a Igreja é o próprio Cristo no mundo. A Igreja Cristã, quando fincada na Palavra e quanto mais pura for, apresenta ao mundo a pessoa de Cristo Jesus.

Eu gosto muito de pensar que quando Paulo ia para Damasco com o objetivo de aprisionar cristãos, e se fosse necessário até mata-los, Jesus veio a ele e disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9.4), ou seja, quem persegue a Igreja Cristã, persegue o próprio Cristo que nela habita.

Assim quando alguém fala contra a Igreja, quando alguém despreza a Igreja está falando e perseguindo o próprio Cristo. E como disse Jesus a Paulo: “Duro é para ti recalcitrares contra os aguilhões”. (Atos 26.14)

Na Igreja Cristã, que é o Corpo de Cristo, assim como no corpo humano, todos tem sua importância. O que é um corpo sem braços? Ou sem orelhas? Ou sem pernas? Ou sem nariz? Ou sem mãos? Um corpo sem um dos braços é um corpo defeituoso. Deus ao criar o homem o fez de forma perfeita. Cada órgão, cada sistema, deve cumprir seu propósito e deve fazer isso em benefício de TODO o corpo. Quando a boca inicia o processo de digestão ela está fazendo isso em benefício do corpo. O paladar não existe como um fim em si mesmo. O paladar existe para tornar o alimento digerido algo agradável. Assim, todos os membros trabalham em favor do corpo. Por outro lado, quando um membro do corpo sofre uma agressão, todo o organismo, em perfeito funcionamento, sente e reage.

O mesmo deve ocorrer com a Igreja. O que deve preponderar no relacionamento dos irmãos é o sentido de que somos todos igualmente importantes e até sermos humildes o suficiente para considerar o outro superior a nós mesmos (Filipenses 2.1-4). O que deve existir é o desejo sincero de submissão e sujeição no temor de Cristo (Efésios 5.21). O episódio no qual a mãe de João e Tiago pediu a Jesus que colocasse cada um dos seus filhos ao Seu lado ilustra o que NÃO deve ocorrer na Igreja, o Corpo de Cristo.

Você já parou para se perguntar quem é você no Corpo de Cristo que é a Igreja? Saiba que um membro inútil atrofia. Tenho visto muitas pessoas que estão na Igreja, mas parece que a Igreja não está nelas o que fica evidenciado por sua inércia e sua total inoperância.

Ninguém no Corpo de Cristo, que é a Igreja, está dispensado ou é inútil. Todos são, tendo os dons que o Espírito Santo lhes concede, importantes. Somos diferentes para nos completarmos. Quantas vezes vocês já parou para se questionar sobre qual é o seu papel, sua função no Corpo de Cristo? Lembre-se que “crente que não trabalha, dá trabalho”. Em minha experiência pastoral tenho constatado que os crentes mais críticos normalmente são aqueles que menos operam, trabalham, produzem. Parece-me que eles têm todo o tempo do mundo para observar assim como os fariseus observaram Jesus na sinagoga no exato momento em que Jesus, em um sábado, curou a mão ressequida de um homem. (Lucas 6.6-11)

Há trabalho para ti, irmão e irmã! Há ministérios, ou seja, há segmentos dentro da Igreja nos quais você pode servir. Não cruze seus braços. Eles podem atrofiar. Vi em um documentário sobre a religiosidade na Índia, que um homem, decidiu ficar com a mão direita fechada e com o braço direito estendido para o alto. Ele permaneceu assim por anos, e nunca mais pode abaixar o braço e abrir a mão. Eles perderam a funcionalidade, atrofiaram. 

Você canta? Então na Igreja há trabalho para você. Você tem o dom de ensinar? Então na Igreja há trabalho para você. Você gosta de ajudar as pessoas carentes materialmente falando? Então você pode ser um Diácono. E assim por diante.

Já estou no meu 27º ano de Pastorado nos limites da IPB. Tenho visto e ouvido tanta coisa nessa condição, que daria para escrever uma obra volumosa. Muitas dessas coisas me entristecem profundamente o coração. Uma das que mais me fazem entristecer é ver como algumas pessoas entendem equivocadamente a Igreja. É perguntado a elas no exame para sua admissão no momento da Pública Profissão de Fé: "Você tem certeza de sua salvação?". Se a pessoa responde que sim, então perguntamos: "Em quem base você se apoia para ter essa certeza?". Então descobrimos qual é a convicção soteriologica do examinado. Mas ao pensar em algumas pessoas que respondem com boa desenvoltura essas perguntas e que, sem demora abandonam a comunhão, eu decidi adicionar outra pergunta que, sinceramente e muito importante e sua resposta é reveladora: "Por que você quer membro dessa Igreja?". Creio sinceramente que nem os que já são membros há um bom tempo sabem responder com eficiência essa pergunta. Vivemos dias terríveis em que a maioria se filia a uma Igreja esperando o que ela pode fazer por eles e não o contrário. Lamentável e triste constatação.

Faça uma séria reflexão. Igreja não é uma casa de shows, onde você entra para encontrar entretenimento. A Igreja é a casa de Deus, o ajuntamento solene, onde os fiéis entram para encontrar, na comunhão com Deus e uns com os outros, entendimento.

A Igreja não é um restaurante a la carte onde você entra pede seu prato predileto e se satisfaz. A Igreja é o ajuntamento solene onde Deus é servido (Salmo 100) com alegria e júbilo apesar dos embates dessa vida aqui.

Quem é você na sua Igreja? Você serve ou só pensa em ser servido?

Finalizo contanto uma ilustração que li na internet em um dia desses. Não me recordo exatamente dos detalhes e uso aqui um pouco da minha criatividade. O que importa, mesmo, é a moral da “história”: Conta-se que certo homem visitou uma tribo indígena onde todos eram muito magros e fracos. A questão toda é que as colheres de sopa de que deveriam se servir no enorme caldeirão no meio da tribo, eram de cabos muito longos e os silvícolas não conseguiam levar, com essas colheres, o alimento à boca. Foi então que ele visitou outra aldeia e conheceu outra tribo e viu que todos eram gordinhos, saudáveis e felizes. Ele percebeu que as colheres nessa tribo também tinham cabo longo, mas logo percebeu que cada silvícola servia o outro no momento da refeição. Claro que essa história não é um fato, mas ela ilustra o que acontece em algumas Igrejas.

Nunca se esqueça, prezado irmão e prezada irmã: Se Cristo deu sua própria vida pela Igreja, se Ele derramou seu precioso sangue por ela, se Ele enviou seu Espírito Santo para ajuda-la em sua jornada, nenhum de nós tem o direito de trata-la com descaso e desprezo. Fazer isso é o mesmo que dar as costas ao próprio Cristo.



Que Deus nos abençoe.

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