quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A IGREJA (6) – SEU PODER



Jesus disse que as portas do inferno não podem prevalecer sobre a Igreja (Mateus 16.18).

A Igreja de Cristo tem suas marcas distintivas. Os reformadores não são unânimes quanto a isso havendo algumas variações quando trataram desse assunto. Basicamente são três as características e marcas distintivas da Igreja de Cristo: A pregação fiel das Santas Escrituras, a prática correta dos Sacramentos (Ceia e Batismo) e a aplicação bíblica da disciplina eclesiástica. A Bíblia é a única regra de fé, vida e prática, como já tivemos a oportunidade de expor no artigo A IGREJA – BÍBLIA: A VERDADE.

Todavia, é importante que frisemos que todas essas características distintivas quando a Igreja realmente é habitação do Santo Espírito de Deus (Atos 1.8). O mesmo Espírito Santo de Deus que inspirou as Escrituras, é aquele que ilumina nossas mentes para poder lê-la e compreendê-la.

Um crente cheio do Espírito Santo e vazio da Palavra de Deus é um contrassenso, um paradoxo. Tanto mais cheio do Espírito, mais amante, estudioso e cheio da Palavra de Deus.

O texto de Atos 1.8, que aliás é o versículo chave do livro de Atos dos Apóstolos, mostra que uma pessoa cheia do Espírito Santo tem coragem para testemunhar de Jesus, revela conhecimento da Palavra para testemunhar de sua fé e que muitos são alcançados e convertidos por Cristo por meio desse testemunho poderoso e eficaz.

Veja, por exemplo, o caso de Pedro em Atos 2.14-41. Pedro se levanta para defender seus irmãos em Cristo já que a acusação, meio zombeteira, era que eles estavam bêbados. Na verdade eles estavam cheios, mas não de vinho e sim do Espírito Santo que havia sido derramado como cumprimento da promessa de Deus (Joel 2.28-32). Eles haviam acabado se receber o Espírito Santo e falavam das grandezas de Deus nas línguas que todos aqueles judeus de várias partes do mundo podiam entender e que estavam em Jerusalém para a festa de Pentecoste.

Esse Pedro agora é bem diferente daquele que negara Jesus por três vezes. A questão toda é que, cheio do Espírito Santo, ele teve coragem, intrepidez, ousadia para testemunhar do mesmo Jesus que ele havia negado covardemente. O Poder da Igreja reside no fato de que o Espírito Santo nela habita.

Mas Pedro na defesa de seus irmãos em Cristo, expõe a Palavra. Apesar de eu pensar, bem humoradamente, que se Pedro pregasse esse seu sermão em algum seminário ele certamente seria reprovado, não podemos nos esquecer de que ele citou as Escrituras e do resultado de tal prédica. Para justificar o fenômeno da glossolalia (falar em línguas), Pedro disse que aquilo se tratava do cumprimento de uma profecia bíblica proferida pelo profeta Joel (2.28-32). Então vemos que se cumpre o que Jesus disse em João 14.16-31, com especial atenção aos versículos 25 e 26 onde lemos: “Isso vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo que vos tenho dito”.

Portanto, o poder da Igreja reside na presença do Espírito Santo que nos faz lembrar as Escrituras que Ele mesmo inspirou, exatamente no momento em que testemunhamos de Jesus. Nós não dizemos: “Eu acho”, mas sim, “Está escrito”. E nos tornamos fontes a jorrar para a vida eterna ao abrir dos nossos lábios citando a poderosa Palavra de Deus, escrita por homens, mas INSPIRADA por Deus.

Quanto mais cheios da Palavra de Deus, mais eficiente é o nosso testemunho a respeito de Jesus. A Bíblia tem que estar na ponta da língua quando formos falar sobre a Salvação de Deus. Jesus afugentou o Diabo (Mateus 4.1.11) usando a Palavra escrita de Deus. Derrubamos as portas do Inferno com a Palavra de Deus em nossos corações, mentes e lábios. É a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo, que alcança os corações.

Por isso o Sermão simples de Pedro converteu tantos. Por isso Agripa disse a Paulo: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”. (Atos 24.28) Então Paulo respondeu ao rei Agripa: “Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias”. (Atos 24.29).

O poder da Igreja – Coragem, Capacidade Para Expor as Escrituras e Capacidade de Produzir Resultados (conversões), não emana de sua carta de intenções teológicas, ou seja de sua confessionalidade, nem tampouco de sua boa forma de governo ou mesmo de estratégias humanas ou ainda da realização de muitos e muitos congressos e concílios, mas sim de ser ela, a Igreja, a habitação do Santo Espírito. Todas essas qualidades descritas nesse parágrafo são úteis, mas o poder para testemunhar com eficiência e eficácia sobre a pessoa de Jesus como Salvador e Senhor, emana do Espírito Santo de Deus.

Quanto mais cheios do Espírito Santo, mais santo é o cristão, mais poder em sua vida e em suas Palavras.

(Prezado leitor: ofereço nesse Blog um texto semelhante a esse intitulado - O PODER DA IGREJA (Atos 1.8). Seria útil lê-lo também). Obrigado! 

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