terça-feira, 31 de outubro de 2017

AS PILASTRAS DA UNIDADE CRISTÃ II


Vimos no artigo anterior que a UNIDADE da Igreja repousa sobre a autoridade da Bíblia Sagrada. Não é a Igreja que afirma ser a Bíblia a Palavra de Deus, mas sim ela mesma diz isso a seu respeito. A Igreja subscreve o que a Bíblia diz. Ela reafirma as Escrituras. Nada pode ser acrescentado e nem subtraído dela. Naquilo que a Escritura silencia, o fiel, se cala. Bastam a leitura e obediência do AT e do NT. Já é tarefa sempre inacabada!
      
Mas há outra pilastra que dá sustentação à Igreja como edifício; MANSIDÃO. Mansidão é aquela virtude que torna o fiel, um ser equilibrado. Ele jamais se deixa seduzir pelos elogios rasgados e nem se deixa possuir pelo desânimo diante das críticas, injustas ou justas. Por ser humilde ao contemplar Deus em sua grandeza, majestade, glória e santidade, o fiel se torna manso porque sabe quem e o que realmente é. Ele é pequeno ainda que outros enalteçam sua grande, Para que vivamos bem em sociedade é necessário que você saiba quem é você muito mais do que os outros dizem quem você é. Em um momento de singular sobriedade, Lao-Tsé disse: Aquele que conhece os outros é sábio. Aquele que conhece a si mesmo é iluminado”.
      
Outra pilastra da UNIDADE CRISTÃ é a longanimidade. O termo no original grego é makropthomia e significa grande, longo, ânimo. A longanimidade é a virtude de quem continua firme mesmo diante de ataques pessoais e constantes. Ele jamais esmorece, apesar o coração entristecido pela afronta. Você já deve ter ouvido falar do filme O Invencível (Unbroken é o título original) dirigido por Angelina Jolie. O filme conta a história de Louis Zamperini, uma estrela da pista olímpica e um herói da Segunda Guerra Mundial, que durante uma missão militar, sofreu um acidente de avião no Oceano Pacífico, do qual sobreviveu junto com dois companheiros. Eles passaram 47 dias à deriva num bote salva-vidas, quando foram encontrados por um navio de guerra japonês que os fizeram de prisioneiros e os levaram para uma ilha onde foram torturados e mantidos como prisioneiros de guerra por dois anos. (Wikipédia) A longanimidade de Louis Zamperini é notável. Se você não assistiu, recomendo que assista e veja o que é, dentre outras virtudes nesse filme, a longanimidade.
      
A vida cristã é uma vida vivida em comunidade. Não se vive a vida cristã como um ermitão, na solidão e isolado do mundo. A fé cristã tem forte componente comunitário. Para vivermos em comunidade e sermos promotores da UNIDADE (COM + UNIDADE = COMUNIDADE) é preciso que sejamos mansos, equilibrados, sóbrio, evitemos os extremos. É preciso que sejamos longânimos, não nos deixemos vencer diante das insistentes afrontas e impasses que tentam roubar nosso ânimo e fazer de nós pessoas desanimadas....
Rev. Mauro Sergio Aiello (continua)


AS PILASTRAS DA UNIDADE CRISTÃ

















Se você deseja construir um edifício alto e sólido, então você precisa de alicerce e vigas de sustentação fortes e sólidos. A Igreja de Cristo é um edifício em constante crescimento! E deve sempre crescer para o alto! Para que esse edifício, que se chama Igreja, fique firme, inclusive em tempos de perseguição, provas e tribulações, é necessário que ele seja construído sobre alicerceres e vigas que lhe deem sustentação e estabilidade.

O alicerce da Igreja é a Palavra de Deus. A Bíblia é autoridade sobre a Igreja. Uma Igreja sem o correto entendimento e relacionamento com a Palavra de Deus é como um corpo sem alma; está morto. De que adianta um esquife de marfim com contornos de outro e alças de prata, almofadado com cetim, se o que vai dentro dele é um cadáver em decomposição? Assim é o caso de muitas Igrejas; por fora bela viola, mas por dentro pão bolorento. A sustentação da Igreja e do cristão é a Escritura, as Sagradas Letras, a Bíblia.

É na Bíblia que aprendemos como viver em comunhão de tal maneira que a UNIDADE da Igreja seja uma experiência que irá distingui-la de todas as sociedades humanas. Paulo diz que o partidarismo e a vanglória devem ser deixados de lado (Filipenses 2.1-11). Na Igreja não deve haver partidos. Na Igreja a Glória deve ser tributada SOMENTE A DEUS. Soli Deo Glória. E quando o que é feito e realizado é para a glória de Deus não é preciso que isso seja dito. Quando é para a Glória de Deus e não nossa, isso fica evidente.

O caminho para o exercício de uma vida comunitária saudável e sem partidos, passa pela atitude individual de humildade. Humildade não é o mesmo que ser pobre financeiramente e nem desprovido de intelectualidade. Não identificamos a humildade de uma pessoa pela roupa que ela veste, nem pela casa onde ela mora. Temos a natural tendência de confundir simplicidade com humildade. A humildade da qual Jesus falou (Mateus 5.3, 11.28-30).  Um cristão realmente humilde é um catedrático em letras, mas que não preconceitua quem lê, escreve e fala errado. Um  cristão humilde é um virtuose no piano, mas admira e convive com quem não tem as mesmas habilidades que ele tem nesse instrumento. Um cristão humilde pode ser mais santo que outro cristão, mas ele sabe que na essência todos nós somos radicalmente carentes da misericórdia de Deus (Lam., 3.21-23). O cristão verdadeiramente humilde nunca olha para outro cristão quando se trata de fazer comparações: ele olha para Deus.

Benjamin Franklin disse: Ser humilde com os superiores é obrigação, com os colegas é cortesia, com os inferiores é nobreza”. Ore e clame a Deus que te faça humilde! Então estarás dando boa contribuição em prol da UNIDADE.


Continua.....


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

REFORMA? NÃO! NÃO FOI REFORMA.

Podem me chamar de preciosista (permitam-me o neologismo).

Podem me rotular do que quiserem, mas o movimento chamado Reforma Protestante do Século XVI não foi a reforma da igreja prevalecente daqueles dias.

Aquela Igreja sobre a qual muitos se insurgiram e quiseram reformar continua sendo a mesma.

Os desvios, naquela Igreja, que se acentuaram a partir do século IV foram se ampliando e ainda hoje continuam sendo a base doutrinária e dogmática na Igreja Católica Apostólica Romana.

Eu prefiro chamar aquele movimento ocorrido no século XVI de Avivamento Espiritual do Século XVI.

Foi com o derramamento de MUITO sangue que a Igreja que vivia à margem daquela outra "igreja", ganhou força e notoriedade ao receber as Escrituras na língua da pátria mãe. E foi isso que fez a maior diferença.

Aquele mundo religioso era um mundo sem Escritura, incluindo o próprio clero. Aqueles que deveriam “pregar a tempo e fora de tempo, as sagradas letras que tornam o homem sábio para a salvação e o homem de Deus, habilitado para toda boa obra (santificação), se deixaram vencer pela preguiça e quando isso acontece o homem se torna muito “criativo” no afã de se manter e de sobreviver.

A conveniência e o corporativismo nascem no campo chamado preguiça.

Sempre existiu uma Igreja "paralela" daquela que se tornou impura e perdeu, em meu entendimento, a legitimidade.

Uma Igreja sem Escritura é como um corpo sem alma; está morta.

Devemos ler a história gloriosa dos Valdenses.

Devemos ler sobre a vida dos pré-reformadores, muito dos quais, foram martirizados por aquela "igreja" que usou o expediente de calar as vozes que buscavam a pureza, matando-os de várias e cruéis formas.

Não me venham falar de diálogo com a ICAR!

Não me venham falar de ecumenismo. Quando Paulo falou dos terríveis homens dos últimos dias” e terríveis dias, disse a Timóteo seu filho na fé e jovem Pastor: - Foge destes também. (II Timóteo 3.1-4)

Quem se põe acima das Escrituras, subjugando-as, colocando-as sob a horrenda autoridade de homens falíveis, e afirma que a Igreja é quem tem autoridade sobre a Bíblia, não tem condições de dialogar com aqueles que creem que a Bíblia tem autoridade intrínseca, que é ela mesma que afirma ser a Palavra de Deus e que o papel dos homens foi apenas de compiladores e registradores da Verdade Eterna.

Enquanto esse impasse não for removido, não há condições de diálogo!

Aqui não se trata de ver a Bíblia por ângulos diferentes simplesmente, mas sim de negar aquilo que o Livro Santo é na sua essência - PALAVRA DE DEUS E SOB A QUAL A IGREJA SE SUBMETE. O QUE ELA DIZ, A IGREJA SUBSCREVE, SOBRE O QUE ELA NÃO DIZ, A IGREJA SILENCIA.

O trabalho da Igreja é ler a Escritura, Interpretar a Escritura, Obedecer a Escritura, Expor (com fidelidade) a Escritura.

A Bíblia não contém a Palavra de Deus. A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS. Se é Palavra de Deus, não é palavra de homem algum!!!

Se Deus falou, então a criatura ouve e aquiesce.

Devemos louvar a Deus pela Igreja clandestina que existia naquele período, que foi rotulado po alguns historiadores de O Período das Trevas. Não foi assim rotulado porque a ciência deixou de progredir, mas simplesmente porque a sociedade humana fechou a Bíblia que é Luz Para os caminhos dos homens (Salmo 119.105).

Ora, com o tempo, no mundo secular, houve uma reação ao autoritarismo da igreja sem Escritura. Sim, porque a autoridade da Igreja emana das Escrituras e não o contrário.

Depois do Avivamento Espiritual do Século XVI, já no século XVII, nasceu no mundo natural, aquilo que é chamado de Iluminismo. Com certeza o ILuminismo foi uma reação violenta contra a igreja da era antiga, mas também foi um movimento equivocado porque tornou a mente humana um deus fazendo da razão o único caminho para a vida.

Entre a igreja prevalecente do Período das trevas (Idade Média) e o Iluminismo (que deu início ao período chamado Moderno), temos o Avivamento Espiritual do Século XVI comumente chamado, em meu entendimento equivocadamente de A Reforma Protestante do Século XVI.

Esse Avivamento resgatou o princípio de que não é a Igreja que tem autoridade sobre a Escritura, mas o contrário. A verdadeira Igreja continuou sustando, fazendo frente ao Iluminismo afirmando e reafirmando que a Bíblia é a que, em questões de fé, tem a última palavra é não a razão pura e tampouco a Igreja sendo essa apenas porta voz da Escritura.

Para os homens que lutaram contra aquela Igreja carregada de dogmas sem fundamentação bíblica, que se insurgiram contra as superstições e fetiches próprios de uma mente sem o conhecimento do Deus da Bíblia, a Escritura que deve ser lida com o coração iluminado pela fé sobrenatural, pela fé que é um dom de Deus, nascida no coração regenerado e obediente aos seus imperativos.

A Igreja Genuína e Verdadeira sempre existiu. Como em outros momentos, no século XVI Deus a reavivou.

Deus a fez brotar assim como uma linda flor nascida no pântano. E ela sempre reviverá, como a flor que brota no toco do terebinto (Isaías 6).

Sempre brotará sendo regada pela ESCRITURA.

Sempre haverá um remanescente fiel. Sempre haverá profetas que não se curvam diante de Baal.

Os homens chamados Pré-Reformadores e Reformadores, foram os jardineiros que regaram, muitos com seu próprio sangue, esse chão onde a Igreja floresceu ainda que vivendo aproximadamente mil anos como semente sem ser fertilizada.

Uma observação que considero importante nessa nossa reflexão: hoje há algumas igrejas ditas evangélicas. Refiro-me àquelas que são consideradas Neo-Pentecostais. Lamento, mas sempre as considerei impuras. Na verdade não são legitimamente Igrejas de Cristo. Elas não têm papas, mas têm apóstolos, o que dá no mesmo. Nessas igrejas neo-pentecostais não há imagens para adoração, mas adoram a imagem do seu líder. Nessas igrejas imperam o fetiche e a superstição. Assim como na ICAR. Nessas tais igrejas o sincretismo é um escândalo, um ato repulsivo até contra o bom senso. E o interesse é o mesmo, ou seja, encher o cofre, assim como era a igreja que vendia indulgências.

Não considero tais ajuntamentos como Igrejas de Cristo. E isso há muito, muito tempo. São qualquer coisa, menos Igreja e elas, assim como a ICAR precisam de REFORMA DE VERDADE e isso só é possível se adotarem o princípio fundamental de que SEMPRE, E SOMENTE, E EXCLUSIVAMENTE A PALAVRA DE DEUS, A BÍBLIA SAGRADA DEVE SER AUTORIDADE SOBRE A IGREJA E DETERMINAR NOSSO VIDA E PRÁTICA.

NO SÉCULO XVI NÃO HOUVE REFORMA. HOUVE REAVIVAMENTO!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

BÍBLIA - A FONTE DA JUVENTUDE ESPIRITUAL


              
Ele encontrou a fonte da juventude. Era só tomar bons goles e em minutos as rugas sumiam, as articulações com suas cartilagens eram restauradas, os cabelos brancos voltavam a cor original, os olhos que tanto precisavam da ajuda dos óculos passavam a enxergar como na juventude, os ouvidos atentos, os reflexos aprimorados. Sempre quando a velhice chegava ele voltava àquela fonte e dela bebia a largos sorvos. A juventude se renovava, a vida se transformava e ele continuava driblando a morte.

       A Igreja Cristã tem sua fonte da juventude. Essa fonte é a Bíblia Sagrada. Sempre quando, naturalmente, somos levados para lado, o lado errado, seduzidos pela tradição, traídos por nossos sentimentos e paixões, vencidos pelo desejo de proeminência e glória humana, essas e outras rugas que são a prova do nosso envelhecimento espiritual, devemos mergulhar nessa fonte e dela beber até que tenhamos nossa total recuperação, até que voltemos a viver de acordo com ela e não com nossos desejos e sentimentos, até que nossas rugas do velho homem sejam eliminadas pela obediência às Escrituras.

  Os Reformadores do século XVI (e alguns pré-reformadores) beberam desta FONTE DA JUVENTUDE ESPIRITUAL. Então sempre que a Igreja envelhecida, mata sua sede na Palavra de Deus ela se renova. O Pastor e teólogo holandês Gisbertus Voetius (1589-1676) criou a frase em latim: “Ecclesia Reformata et Sempre Reformanda est” que significa, “Igreja Reformada está sempre se Reformando”.

Esse é o princípio que deve nortear a Igreja sempre quando o perigo do enrugamento, da velhice que caminha para a morte se aproxima. É preciso voltar à Escritura, ao Somente a Escritura, porque somente ela é a fonte que rejuvenesce, que corrige o rumo como a bússola que aponta para o polo que a Igreja deve seguir, que faz com que aceitemos com alegria que o Cristão é justificado pela fé em Cristo somente (Sola Fidei), que sua salvação é totalmente pela graça (Sola Gracia), que não há, entre Deus e os homens, outro nome pelo qual importa sejamos salvos sendo suficiente apenas Cristo (Solo Christus), que devemos viver única e exclusivamente para a Glória de Deus (Soli Deo Glória) e que podemos examinar livremente, sob a iluminação do Espírito Santo, as Escrituras e buscar ao Deus da Palavra em Oração sem intermediários em nosso projeto de auto sacerdócio no qual encontramos a santidade e o refinamento espiritual.

  A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, A Santa Escritura, deve ser sempre a nossa fonte de rejuvenescimento doutrinário e espiritual, a bússola que nos conduz aos caminhos aplanados da verdadeira santidade (João 17.17). Amém!!!!!!           


sábado, 21 de outubro de 2017

O CORAÇÃO DO REI E A SOBERANA VONTADE DE DEUS.

A questão toda é: com que "óculos" lemos e interpretamos a história? Se o fizermos com os óculos das Escrituras teremos uma visão de Deus agindo por detrás de cada episódio e de cada personagem. Se não for assim podemos fazer a leitura que quisermos, dar a interpretação que quisermos, todavia iremos mergulhar em um mar cuja profundidade nos é desconhecida.

Rev. Mauro Sergio Aiello



"O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; Ele o dirige para onde quer". (Provérbios 21.1).

Ler a história do Rei Henrique VIII da Inglaterra com a Cosmovisão bíblica é altamente instrutivo.

Esse rei nasceu em Henrique VIII  no dia 28 de junho de 1491 e morreu no dia 28 de janeiro de 1547. Viveu, portanto 55 anos e 7 meses. Ele reinou na Inglaterra de 1509 até sua morte (36 anos).

Henrique foi o segundo monarca inglês da Casa de Tudor, sucedendo a seu pai Henrique VII.

Suas lutas contra Roma ocasionaram a renúncia da Inglaterra à autoridade papal, a Dissolução dos Mosteiros e seu próprio estabelecimento como Chefe Supremo da Igreja de Inglaterra. Ainda assim ele continuou a acreditar nos principais ensinamentos católicos, mesmo após sua excomunhão por causa de seu divórcio com Catarina de Aragão, que não lhe dava filhos e o casamento com Ana Bolena, uma das criadas de sua irmã, Maria Tudor (Mary Tudor).

Alguns historiadores, de várias vertentes, afirmam que Henrique VIII nunca deixou de ser católico e que morreu com o terço em suas mãos.

Seus contemporâneos, durante seu auge, consideraram Henrique um rei atraente, bem educado e realizado, e ele já foi descrito como "um dos governantes mais carismáticos a ocupar o trono inglês".

Além de reinar com poder considerável, Henrique também escrevia e compunha. Seu desejo de ter um herdeiro homem – em parte por causa de sua vaidade pessoal, por acreditar que uma mulher não seria capaz de consolidar a dinastia Tudor e também pela frágil paz existente após a Guerra das Rosas – levaram às duas coisas pelas quais Henrique é mais lembrado: seus seis casamentos e a Reforma Inglesa. Ele tornou-se obeso mórbido e com saúde fraca, contribuindo para sua morte em 1547. Ele é frequentemente caracterizado ao final de sua vida como concupiscente, egoísta, severo e inseguro.

Henrique VIII foi sucedido por seu filho Eduardo VI, fruto de seu casamento com Joana Seymour. (Extraído e adaptado da Wikipédia em 21.10.2017)


Veja como Deus usa alguém cuja religiosidade era usada para seus propósitos pessoais e egoístas.

A Inglaterra mudou o rumo de sua história, deu origem aos Estados Unidos da América, foi onde o maior Concílio da história do Cristianismo foi realizado (Assembleia de Westminster - 1643 a 1649) que produziu a Confissão de Fé, o Breve Catecismo e o Catecismo Maior.

Não basta lermos a história; é preciso interpretá-la à luz das Escrituras.

Quem diria: um rei católico, da dinastia Tudor, responsável pela morte de William Tyndale em Bruxelas na Bélgica, foi aquele que se deixou convencer por Ana Bolena, sua esposa depois do divórcio com Catarina de Aragão, de que a Bíblia devia chegar às mãos dos ingleses e não apenas dos clérigos (aliás, nem os clérigos a possuíam).

Deus tem planos e esses planos não podem ser frustrados. (Jó 42.2)

Louvado seja o Deus da Criação e da Consumação!!!!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A VIDA CRISTÃ É UMA VIDA COM CRISTO.

A vida cristã não é uma busca. A vida cristã é a estrada trilhada por quem achou o caminho até Deus e esse caminho é Jesus! Ele, Jesus, é o caminho e também nossa companhia nessa jornada que eu e você chamamos vida.

Essa jornada é repleta de instruções e aprendizado, de inusitadas situações, de surpresas para o coração humano, de desafios que exigem espírito de superação. A vida cristã é uma jornada onde não se admite retrocesso. É uma vida de progressão. É um projeto de desenvolvimento e aperfeiçoamento até alcançarmos a estatura de varão perfeito, o que ocorrerá plenamente apenas na glória. 

A vida cristã é a mais doce aventura que o coração humano pode experimentar na terra dos homens até que cheguemos no céu de Deus e dos anjos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A PÉROLA DA REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI

Um estudo mais aprofundado desse fenômeno religioso vai deixar evidente que o grande embate era a questão de como a ICAR e os Reformadores viam a Escritura.

A ICAR, naqueles dias (e ainda hoje) ensinava que a Igreja está acima das Escrituras.  É fácil compreender o porquê desse posicionamento. Preguiça, leniência e a ideia maligna de que mentes sem reflexão se deixam manipular. Os próprios sacerdotes não conheciam as Escrituras com suficiência! Com certeza a Idade Média é considerada o Período das Trevas, não porque as ciências deixaram de evoluir, mas porque sobejou a escuridão espiritual. O que preponderava era a tradição dentro do catolicismo. Dai a produção de dogmas que não encontram fundamentação e embasamento bíblico. Um exemplo: O Culto a Maria. Há muitos outros.

Já os Reformadores afirmaram a SOLA SCRIPTURA, Somente a Escritura, ou seja, a Bíblia está acima da Igreja, ela tem autoridade intrínseca, ela é a autoridade sobre a Igreja nas questões da fé, vida e prática. Se ela diz, o fiel subscreve, se ela se omite, o fiel se cala. Não foram poucos que morreram por reafirmarem esse princípio. Muitos morreram por tentar colocar a Bíblia nas mãos do povo e na linguagem do povo comum. Um exemplo? William Tyndale. Esse notável cristão morreu queimado por traduzir o Novo Testamento para o inglês de tal maneira que até um menino que trabalhasse no arado pudesse conhecer o texto sagrado tanto quanto o clero deveria conhecer. Como disse, pagou alto preço por essa causa morrendo queimado em 1536. Dói em minha alma observar o mundo "cristão" de hoje vivendo alheio às Escrituras.

Essa ignorância tem produzido cultos espúrios, um tipo de cristão tão “sólido” quanto um biscoito de polvilho, um cristianismo água com açúcar, um cristianismo que se não tem um papa, tem os famosos injustificáveis apóstolos e bispos, milagreiros de plantão que só fazem manipular multidões tão ávidas do transcendente quanto aqueles dos dias da Reforma em que muitos acreditavam que ao lançar no gazofilácio a sua moeda como oferta, seus pecados seriam perdoados e mesmo entes queridos mortos seriam tirados do inferno e levados para o céu. A ciência avança. A tecnologia conquista o mundo fazendo dele um ambiente de descobertas, mas o homem continua sendo seduzido pela ignorância e obscuridade. 

Vivemos, em certo sentido, ainda, em um período de trevas que SOMENTE A ESCRITURA pode erradicar. Precisamos de uma NOVA REFORMA com a VELHA, ATUAL E EFICIENTE BÍBLIA nas mãos, corações e mentes.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A MISSÃO DA IGREJA


          O assunto é polêmico! A questão gira em torno da Missão da Igreja. Adoração,Evangelização, Doutrinação? 

Bem, há muitos livros escritos a esse respeito. Para mim sempre ficou claro que a missão precípua da Igreja é aquilo que lemos em Mateus 28.18-20.

A instrução é clara: Discipular, Inserir e Doutrinar.

Discipular passa pelo trabalho da Evangelização. Evangelizar é proclamar as boas novas. O crente como membro da Igreja e discípulo de Jesus precisa cumprir sua tarefa que é apontar para Cristo como o salvador e senhor. Pergunte a você mesmo quanto tempo faz que você não testemunha de Jesus para alguém. Ora, Jesus disse que o Espírito Santo concederia poder para que o crente cumpra seu papel de testemunha dEle (Atos 1.8).

Inserir significa introduzir o convertido à comunhão dos santos, à membrezia de uma Igreja local, através do Batismo. A Igreja é o Ajuntamento Solene, é a Reunião dos Salvos. A Igreja é o corpo de Cristo do qual Cristo é a Cabeça de onde emana suas orientações e ordens. Crente sem Igreja é um paradoxo. Igreja sem crente igualmente. Sejam muitos ou poucos, a Igreja é plural, reunião de pessoas que têm Jesus como Salvador e Senhor e que amam a comunhão.

Doutrinar implica em ensinar, educar. A vida cristã é uma jornada de aprendizado e de crescimento. A vida cristã é uma jornada em busca da santidade, é um caminho no qual o discípulo de Jesus busca imitar o mestre e assim se constituir verdadeiramente em luz do mundo e sal da terra.
       
Concluindo nossos raciocínios a respeito da Missão da Igreja, diríamos que conhecer teologia com profundidade e não cumprir a missão que é fazer discípulos para Jesus é um lamentável equívoco. Não se constitui em algo proveitoso saber tudo sobre eclesiologia, pneumatologia, escatologia, antropologia e cristologia se isso não resultar em ação kerigmática, ou seja, proclamadora na qual deixamos evidente o motivo pelo qual Deus se vestiu da nossa pele, encarnou, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou.


Se em tua cosmovisão cristã você conhece tudo sobre Deus e a Salvação, mas esse conhecimento se constitui em algo inócou, sem frutos, então você sabe na mente, mas ainda não conhece no coração o que vem a ser a obra redentora de Cristo. Pode ser que você tenha vivido uma experiência psicológica com o evangelho, mas não a experiência do novo nascimento, que te faz entrar e ver o Reino físico e espiritual de Cristo.

QUEBRADOS NAS MÃOS DO OLEIRO (JEREMIAS 18)

Deus ordena a Jeremias que vá à casa do oleiro (fazedor de vasos de barro moldados à mão). Deus ordena que lá, Jeremias o profeta, esteja atento ao que Deus irá dizer. Em lá chegando o profeta se pôs a observar o oleiro em seu trabalho de moldar o barro dando forma a um vaso. Mas eis que aquele vaso se quebrou nas mãos do oleiro, ao que de imediato, usou o mesmo barro para fazer um outro vaso.
      
A essa altura Deus diz ao profeta que seu povo é barro em suas mãos e Ele é o oleiro. Assim como o oleiro fez do mesmo barro, outro vaso, do vaso que se quebrou em suas mãos, Deus faz assim também.

Destaco as seguintes lições:

1) Deus manda. Ele é Senhor. Dispõe-te, disse Deus a Jeremias.

2) Nós devemos obedecê-lo. Deus não quer presentes; Ele quer que o obedeçamos. Obedecer a Deus é caminho de felicidade.

3) Somos barro. Deus não mandou Jeremias na casa do ourives e nem na casa de quem esculpe joias preciosas, mas na casa do oleiro que trabalha o barro. Pare de pensar em ti além da fé que Deus repartiu a cada um de nós. Se te imaginas mais do que és realmente, então tua fé é pequena demais.

4) Nós quebramos facilmente. Somos inconstantes e Deus, não poucas vezes nos quebra também.

5) Estamos nas mãos de Deus. Ainda que imaginemos que somos donos de nossa própria vida e do curso de nossa história não somos donos dos nossos dias. Tolice imaginar que se houver amanhã isso é resultado do nosso querer e poder! Estamos nas mãos de Deus.

6) Deus nos conserta. É maravilhoso saber que estamos nas mãos de um Deus que nos molda de acordo com sua sábia, perfeita e soberana vontade. Jó foi quebrado, Paulo foi quebrado, Pedro foi quebrado, e tantos e tantos outros servos de Deus foram quebrados e ainda o são hoje para que Deus faça outro vaso.
      
Ao olhar para a situação em que você se encontra, não pergunte por que ou mesmo para que Deus está fazendo isso; espere em Deus. Sua obra é perfeita e completa. Descanse nEle. Se estivermos nas mãos de Deus Ele irá fazer de cada um de nós vasos novos e para a sua glória e honra.

Que Deus, o oleiro, abençoe cada um de nós, simples barros em suas mãos.


Amém!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 17º ATO – SAULO, O EVANGELHO E A PERSEGUIÇÃO - Atos 9.20-30.




A porção final do versículo dezenove (19) diz que Saulo permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos. Saulo desfrutou do convívio com seus irmãos em Cristo logo após Deus tê-lo convertido de uma forma humilhante. Isso foi muito bom para Saulo. Ele não só foi convertido do judaísmo para o cristianismo como também encontrou neste, irmãos, companheiros que tinham a mesma fé. O versículo vinte (20) nos diz que “logo pregava, nas Sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus”. Ele permaneceu em Damasco alguns dias, diz o texto, e então Lucas omite o fato de que ele saiu de Damasco ficou um período nas regiões da Arábia (Gálatas 1.15-24) e depois voltou à Damasco de onde acabou tendo de sair escondido em um cesto que foi baixado pelos irmãos em Cristo do alto de uma muralha até o chão, ato que lhe preservou a vida.

Lucas, parece omitir aqui, por entender que não era necessário aos seus propósitos, o que de fato aconteceu a Saulo depois de seu Batismo. Como vimos isso nos é informado pelo próprio Saulo na carta que escreveu às Igrejas da Galácia (Gálatas) quando o apóstolo dos gentios, faz dura oposição aos “cristãos judaizantes”, ou seja, aqueles que defendiam que um gentio, antes de se tornar um cristão, tinha que ser circuncidado. Ali naquela carta Saulo diz o seguinte sobre esse espaço de tempo que vai de sua conversão até o início de seu testemunho, tanto em Damasco como em Jerusalém e que parece ter Lucas omitido:

“Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu O pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outros dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor”. (Gálatas 1.15-19)

O máximo que podemos supor é que o período entre seu batismo, pregação em Damasco, sua saída para a região da Arábia, sua volta e fuga de Damasco e então sua volta a Jerusalém foi o de três anos. Devemos considerar também que os judeus contavam como um ano inteiro, parte de um ano.

Eis o gráfico que oferecemos para tentar ilustrar melhor esse período relatado aqui por Lucas de forma fragmentada e sob o qual Saulo em sua carta aos Gálatas lança luz.

                                     
                                               Testemunho em Damasco
Conversão e Batismo                Saída e Reclusão na Arábia          Volta a Jerusalém
                                                     Retorno a Damasco
                                                       Fuga de Damasco
                                                             3 anos

                                       

Por que Saulo agiu assim? Por que se reclusou durante um período que pode chegar a três anos? Por que teria Paulo, logo após sua conversão, ido para as regiões da Arábia? Seria para que pudesse refletir sobre sua vida, seu farisaísmo, sua conversão?

Seja qual forem as conjecturas a esse respeito, é preciso, mais uma vez, relembrar quem Saulo era no contexto da religião judaica e como ele agiu ao perseguir duramente os cristãos.

Saulo era um homem brilhante. Não é possível ler seus escritos sem que cheguemos a essa conclusão. Saulo era filho de israelitas, era da tribo de Benjamim, na religião judaica se tornou um fariseu, (intérprete da lei). Era um notável judeu. Um judeu convicto. Ele entendia que o cristianismo era um atentado contra o judaísmo e que o cristianismo era uma heresia e, como tal, algo pernicioso. Agora ele é um cristão! De perseguidor ele irá se tornar um perseguido. Talvez ele precisasse de um tempo para “digerir”, acomodar, adequar sua mente e coração diante de sua nova condição; ele que houvera sido perseguidor de cristãos, agora se tornara, surpreendentemente, um cristão.

Seja qual for, ou forem, as razões, Saulo afirma ter se isolado por um tempo e depois voltou a Damasco onde começou a expor, ousadamente, ser Jesus o Messias de quem tanto os Profetas do Antigo Testamento falaram.

É importante notar o que Paulo diz a respeito que em sua discussão com judeus quando apresentava Jesus como o Messias, ele mesmo disse aos Gálatas: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo”. (Gálatas 1.11,12).

Em sua carta escrita aos Coríntios quando ele fala sobre a prática da Celebração da Ceia, ele diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei”....”. (I Coríntios 11.23a)

Parece-me que o aparente ostracismo auto imposto de Paulo, foi como que um curso intensivo com o próprio Mestre dos mestres, Cristo Jesus. É interessante notar que os outros discípulos também passaram o mesmo tempo com Jesus. Foram três anos de reclusão onde Saulo deve ter refletido profundamente sobre a sua vida passada, sobre seu encontro transformador com o Cristo de Deus e sobre como seria sua vida dali para frente.

O versículo vinte e um nós diz que a ida de Saulo à Damasco tinha como objetivo precípuo prender cristãos e leva-los amarrados aos principais sacerdotes. O evangelho parece ter chegado forte em Damasco.

O testemunho de Saulo deixou todos confundidos, principalmente os judeus. Saulo declarava sem medo e com poder, que Jesus era o Messias (Cristo) que tanto esperavam.

E a oposição a Saulo não foi tardia. Os judeus, enraivecidos decidiram tirar-lhe a vida. O texto dá a entender que eles espreitavam para mata-lo. Todavia, os discípulos sabendo disso, o colocaram em um cesto e o desceram pela muralha. Saulo então retorna a Jerusalém.

Em Jerusalém Saulo procurou os irmãos em Cristo, mas é óbvio que havia muita desconfiança. Talvez imaginassem que ele estava se passando por um discípulo de Cristo apenas para descobrir que eram os discípulos e então prendê-los. Sua fama como perseguidor de cristãos era notória. É como diz o ditado: “Fez a fama, deita na cama”.

Eis então que surge um personagem notável – Barnabé. Bem, já vimos que esse era o apelido pelos apóstolos a um homem chamado José (Atos 4.36,37). Barnabé quer dizer “filho da exortação”. Foi esse José, apelidado Barnabé que levou Saulo aos apóstolos e contou aos apóstolos o que lhe acontecera no caminho para Damasco. Barnabé disse também que Saulo pregava ousadamente em nome de Jesus, na cidade de Damasco.

Saulo então foi aceito e fez o mesmo que em Damasco; pregava ousadamente a respeito de Jesus. Saulo falava e discutia com helenistas, que como já sabemos, eram judeus com nomes gregos e foi duramente rechaçado. Nem Damasco, nem Jerusalém; um começo pouco recomendável, aparentemente desmotivador para alguém a quem Deus convertera de forma tão singela e confiara um ministério notável (Atos 9.15).

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

·   Nenhuma conversão é isenta de humilhação. Zaqueu teve que descer do Sicômoro, depois de ter que subir nele por ser de pequena estatura. Uma vez lá em cima, ouviu as palavras de Jesus: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”. (Lucas 19.5b) Não foi um pedido ou convite. A Saulo, Jesus igualmente chamou pelo nome – Saulo – e o fez em tom imperativo – “levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”. (Atos 9.6)

·    A proclamação do Evangelho não pode ser uma aventura sem preparo e adequação. Saulo tinha conhecimento avantajado das Escrituras Sagradas, mas ele precisava rever alguns conceitos e princípios, ele precisa rever posicionamentos, preparar-se para defender, agora, sua nova posição. Há muitos que se convertem e imaginam que as Escrituras são óbvias e saem fazendo asseverações sobre Cristo que não correspondem ao que é real e bíblico. Muitos naufragam quando a embarcação de suas vidas convertidas ainda navegam por águas rasas simplesmente porque a emoção da conversão não vem acompanhada do necessário aprendizado que o testemunho a respeito de Cristo exige. Outros induzem multidões ao erro e desviam outros tantos do caminho da salvação. Vejam os pregoeiros da teologia da prosperidade. O evangelho por eles pregado não é o verdadeiro evangelho que inclui as perseguições e aflições que são naturais para todos aqueles que primam por uma vida de piedade e santidade. Não foram poucos os que tentaram pregar outro evangelho, mas Paulo não; ele primou por pregar o verdadeiro Evangelho, aquele que o próprio Cristo, o cerne, a essência do Evangelho lhe revelou quando estava recuso nas regiões da Arábia.

·    O resultado da pregação nem sempre é a conversão de almas. Saulo havia sido testemunha do homicídio de Estevão. Os judeus cheios de ódio o mataram sem que houvesse sido proferida qualquer sentença contra ele. Esse foi o resultado do testemunho poderoso de Estevão. O capítulo oito (8) de Atos diz que Saulo consentia com a morte de Estevão. Agora Saulo prova do mesmo juízo cheio de ódio. Ele prega nas Sinagogas. O Evangelho é primeiro para os judeus. Essa seria sua temática em todo seu ministério como missionário. E ele demonstra que Jesus é o Messias. Ele prega com ousadia. Então tentam contra a vida dele em Damasco. Foram os judeus que tentaram contra a vida dele. Nem sempre o resultado do nosso testemunho cristão resulta em conversões. Ele se vê obrigado a sair de Damasco escondido em um cesto que foi baixado pelos discípulos de Jesus, seus irmãos em Cristo. Que paradoxal; aquele que ele antes queria prender, o livram de morrer.

· A proclamação evangélica deve ser continuada, jamais interrompida. Saulo vai para Jerusalém. Foi de lá que ele saiu há aproximadamente três anos. Sai para perseguir e volta como um fugitivo, que teve que se esconder em um cesto. Que golpe! Que mudança de rumo! Que mudança de vida! Deus tem planos e esses planos não podem ser frustrados. (Jó 42.2) Parece, todavia, que em Jerusalém, também, assim como o próprio Salvador, ele, Saulo, não seria aceito.

·      A comunhão é importante para o exercício de nossa fé. A fé tem um forte componente comunitário. Que proveito há na fé de um ermitão. Somos seres sociais. Amamos o relacionamento com outros humanos e principalmente com aqueles que comungam da mesma fé, esperança, sonhos e desejos. Então Saulo procurou os discípulos. É assim mesmo; queremos sempre estar entre os nossos. A Igreja é a família de Deus porque somos irmãos uns dos outros e Jesus é nosso irmão mais velho. Mas, lá em Jerusalém ele também iria enfrentar oposição dura.

·   Em nossa proclamação evangélica jamais estamos sozinhos. Jesus disse, na Grande Comissão, que estaria presente até a consumação do século (Mateus 28.20). Entretanto, além de sua doce presença, temos também irmãos valorosos. Na vida de Saulo surge então José, apelidado Barnabé, e esse personagem notável o inseri na comunidade cristã de Jerusalém. E ele, como em Damasco, prega com ousadia. Em Jerusalém são os helenistas, judeus nascidos fora dos limites de Israel e que preferiam a língua grega ao aramaico. Saulo era um helenista, em certo sentido. Barnabé esteve ao seu lado, mas a situação se agravou e ele teve, com a ajuda dos irmãos em Cristo que sair de Jerusalém. Diz o texto que “levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso”. (Atos 9.30)

Paulo vai permanecer em Tarso por alguns anos. Ele voltará ao cenário do livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 13 quando o mesmo Barnabé o busca em Tarso para uma obra da qual ele se incumbiu de forma notável. 
Isso veremos mais à frente.

Até lá....

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