terça-feira, 23 de maio de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 13º ATO – ACUSAÇÃO, DEFESA E EXECUÇÃO DE ESTEVÃO – Atos 6.8 – 7


Podemos considerar o episódio do depoimento de Estevão (Diácono), sua condenação e peremptória execução, tudo tendo a conivência do Sinédrio em Jerusalém, como um marco na história do desenvolvimento e expansão do cristianismo na palestina.

Jesus havia dito que o evangelho seria testemunhado em Jerusalém, toda Judeia, Samaria e até os confins da terra. Até aqui o cristianismo é restrito a Jerusalém. Como já vimos em outros comentários, a comunidade cristã em Jerusalém era composta maciçamente de judeus convertidos do judaísmo para o cristianismo.

Parece-nos que se dependesse dos judeus convertidos ao cristianismo uma ação de inserção em outras culturas, povos e nações, isso não iria acontecer de maneira nenhuma. Mesmo já tendo enfrentado alguma oposição como o aprisionamento de Pedro e João (Atos 4.1-22) e dos Apóstolos (Atos 5.17-42), o lamentável e terrível episódio de Ananias e Safira e o incômodo causado na questão da discriminação das viúvas dos helenistas, o cristianismo permanecia firme em Jerusalém e crescia a olhos vistos.

Foi então que Deus levantou um homem, o Diácono Estevão sobre o qual diz Lucas, era cheio de graça e poder e fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. É interessante notar que sempre quando Lucas fala de prodígios e sinais ele os vincula aos apóstolos. Aqui esses prodígios e sinais são feitos por um Diácono. A questão toda é que ele era cheio do Espírito Santo, pois essa era uma das condições para que alguém pudesse concorrer ao diaconato, e Estevão concorreu e foi eleito. Uma pessoa cheia do Espírito Santo faz uma enorme diferença onde quer que ela viva e interaja.

Logo a mesma inveja que consumiu escribas, fariseus, saduceus, sacerdotes, e outros religiosos ao verem a intrepidez e o poder com que Jesus pregava e fazia milagres, possuiu também alguns que eram da Sinagoga chamada dos Libertos , dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilicia e Ásia e estes discutiam com Estevão, sem, no entanto, obter êxito. Então eles subornaram alguns homens para que os mesmos representassem contra Estevão alegando que Estevão proferia blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Alegaram também que Estevão falava contra o lugar santo e contra a lei e que Jesus o Nazareno destruiria aquele lugar (provavelmente o Grande Sinédrio que funcionava no Templo) e mudaria os costumes que Moisés havia dado ensinado.

Lucas registra que todos os que se encontravam no Sinédrio, ao observar o semblante de Estevão viram o seu rosto como rosto de anjo. Provavelmente Lucas tenha recebido essas informações do próprio Paulo, pois veremos mais à frente, é possível que Paulo estivesse nessa audiência e a tudo presenciara.

Estevão foi inquirido sobre as acusações que pesavam sobre ele. A forma exuberante com que Estevão respondeu a este inquérito foi registrado por Lucas. Estevão faz uma viagem pela história do povo de Deus começando por Abraão, José, Moisés, Davi e Jesus.

Devemos prestar atenção ao fato de que em sua defesa sobre as duas acusações que lhe imputaram (falar contra Moisés e o Templo) Estevão responde de forma conclusiva ao dizer que o próprio Moisés disse: “Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim”. Obviamente Moisés falava profeticamente sobre a pessoa de Jesus. Portanto, ele estava dizendo aos seus algozes que o próprio Moisés reconhecia que viria um profeta depois dele e que ele seria rejeitado.

Quanto ao Templo a sua resposta é que Deus não habita em casas feitas por mãos humanas. Com isso ele não está depreciando o tempo porque em suas considerações anteriores ele falou sobre o Tabernáculo afirmando que o mesmo havia sido construído por Moisés segundo o modelo que tinha visto (no Sinai). A questão é a mesma abordada pela mulher samaritana para a qual Jesus afirmou que a adoração a Deus tem uma geografia específica que é o coração daquele que O adora em Espírito e em Verdade.

Estevão deixa evidente que aqueles religiosos que conheciam a história que ele acabara de contar haviam reconhecido o Justo (Jesus), pelo contrário foram traidores e assassinos.

O resultado foi a sua morte por apedrejamento. E foi morto sem receber um veredito. 

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO.

1. Não se pode lutar contra os planos de Deus. O evangelho devia sair de Jerusalém e Deus, com seu braço forte o fez por meio do martírio de Estevão, porque depois de sua morte, como veremos no 14º Ato, uma dura perseguição contra os cristãos se estabeleceu em Jerusalém obrigando uma saída dos discípulos de Jesus daquela cidade permanecendo nela apenas os apóstolos.

2. Precisamos estar aptos para responder aos que nos consultam sobre nossa fé. Estevão deu uma aula de história do povo de Deus. Como escreveu Paulo ao seu filho na fé, o Pastor Timóteo: "Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". II Tm 2.15 Precisamos estar cheios da Palavra de Deus cônscios de que a boca fala do que está cheio o coração.

3. Um homem eleito para cuidar da igualdade na distribuição dos alimentos na Igreja é usado por Deus, com poder para testemunhar a respeito de Jesus, como aquele que é maior que Moisés e dizer às autoridades que o lugar da verdadeira adoração é o coração que reconhece em Jesus o Messias preconizado pelos profetas.

4. Os homens se esquecem facilmente dos milagres. Estevão fazia prodígios e sinais, mas quando de sua acusação ninguém ficou ao seu lado como defensor. Assim como o próprio Cristo ele foi abandonado para morrer. Milagres alegram o coração, mas não produz a fé genuína que nos faz enfrentar os gigantes que se opõem ao Cristo de Deus.

5. Aquilo que parecia ser uma derrota não passou de um momento no qual Deus encaminha o evangelho para Samaria, como veremos, e logo depois para os confins da terra. O que Jesus disse em Atos 1.8 se cumpriria na íntegra ainda que por meio de perseguição, dores e morte. Por vezes parece que o mal vence, mas na verdade é apenas mais um golpe divino na história conduzindo tudo para um fim totalmente glorioso. Quando Jesus morreu, a serpente feriu o calcanhar da semente da mulher, mas a ressurreição de Jesus foi o golpe fatal da semente da mulher na cabeça da serpente. Os líderes religiosos pensavam estar sufocando o evangelho em Jerusalém, mas mal podiam imaginar que com sua atitude eles o estavam levando para outros lugares, porque a salvação é para todo o que crê e não apenas para judeus.

6. O primeiro versículo do capítulo 8 começa com a seguinte informação: “E Saulo consentia com na sua morte”, referindo-se a Saulo de Tarso e dando a entender que ele, Saulo, estava possivelmente naquele Sinédrio (Atos 7.58), a tudo viu, ouviu e testemunhou. Mas esse mesmo Paulo está na iminência de se tornar mais um cristão. Isso veremos mais à frente.

Que Deus nos abençoe.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 12º ATO – A DIACONIA - UM ATO DE AMOR – Atos 6.1-7

      

A comunidade retratada nos sete primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos era iminentemente composta por judeus que se converteram do judaísmo ao cristianismo. Jerusalém era sua zona de conforto, mas nunca é demais lembrar o depoimento de Jesus quando afirmou: “..mas recebereis o poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra”. (Atos 1.8).

Ao lermos os sete primeiros capítulos de Atos, o que vemos é o cristianismo crescendo em Jerusalém, se impondo e adquirindo certa importância social. Isso fica mais evidente ainda nesse capítulo 6.8-15 de Atos quando Lucas discorre sobre Estevão e sua influencia na Igreja e entre o povo, o que causou inveja da parte de alguns religiosos em Jerusalém.

Estevão é um marco. A partir do seu episódio, o evangelho, forçado pelas circunstâncias, sai de Jerusalém. Mas antes que isso aconteça a Igreja vivencia um problema de ordem social. Ela que até ai se caracterizara por uma comunhão exemplar, marcada por atos de solidariedade ímpar que redundava em uma comunidade onde todos tinham tudo em comum, tem que enfrentar um ato de discriminação contra as viúvas dos helenistas.

Helenistas eram aqueles judeus que voltaram do exílio e que falavam o grego. Ouço imaginar que eles tinham, também, incorporados em sua personalidade, alguns hábitos próprios dos gregos. Eles estavam em Jerusalém, pois aparentemente compunham um contingente de judeus que voltaram para sua terra ou pátria dos seus antepassados. Suas viúvas, pelo que podemos compreender, estavam recebendo menos do que as viúvas de judeus “puros” quando da distribuição de alimentos que a Igreja fornecia. Eis, portanto, um ato reprovável cometido pela Igreja e que podia fazê-la trincar de dentro para fora.

Isso tudo acontecia porque a comunidade crescia a olhos vistos e dentre os que eram admitidos à comunhão havia essas mulheres.

Houve então certa murmuração (reclamação) da parte dos helenistas. Os doze apóstolos, que permaneciam em Jerusalém, confabularam depois de serem informados a esse respeito. Essa era a prática corrente naquela Igreja primitiva, ou seja, quando surgia um problema os apóstolos eram consultados e a palavra destes homens era respeitada, como vemos nesse episódio.

Em primeiro lugar os apóstolos concluíram que não seria bom deixar a oração e o doutrinamento, que eram trabalhos de cunho espiritual, para atender as viúvas dos judeus helenistas. Esse trabalho era material, social. A solução que eles propuseram foi eleger sete homens de boa reputação, cheios do Espírito (Santo) e de sabedoria. Esses homens, com essas qualidades e características, deveriam compor o contingente que iria se incumbir dessa tarefa social, material, que era garantir a isonomia na distribuição dos alimentos.

Nessa palavra de orientação destacamos o seguinte: 1) Eram sete homens. Não sei a razão desse número, mas eles conheciam a demanda do serviço que esses homens teriam sobre seus ombros e definiram esse número. 2) Eram sete homens. As mulheres tem se revelado ao longo da história como pessoas mais sensíveis. Talvez porque carreguem dentro de si aquele sentimento materno. Poderiam as mulheres se incumbir desse trabalho? Sim, poderiam, mas a orientação dos apóstolos foi clara: homens. Há muito que se pode conjecturar a esse respeito, mas de uma coisa sabemos; a comunidade acatou sem discutir. Na verdade quando se tratava da religião judaica as obrigações que implicavam em liderança, tinham sempre sido confiadas aos homens.  Assim como na Sinagoga a figura masculina era tida como apropriada para a liderança, parece compreensível que isso ocorresse também na Igreja cristã. 3) Deveriam ser sete homens de boa reputação.  É óbvio que essas pessoas deveriam ter boa reputação moral e ética. Até aqui todos os recursos eram deixados aos pés dos apóstolos. A partir daqui, esses sete homens iriam ajudar na identificação dos que precisavam dessa assistência social e deveriam se servir dos recursos que a comunidade dispunha para distribuí-los de forma equânime. Ora, tinha que ser gente de boa reputação, mesmo. 4) Esses homens deveriam ser cheios do Espírito Santo. Não há uma régua com a qual medimos a quantidade do Espírito Santo na vida de uma pessoa, mas é preciso que atentemos para o fato de que uma pessoa cheia do Espírito Santo tem um linguajar sadio, presta culto legítimo a Deus, tem o coração sempre grato, se sujeita ao seu irmão, suas casas são ordeiras (a mulher lhe é submissa, ele ama sua esposa como Cristo ama a Igreja, seus filhos lhe são obedientes e honram os pais e eles mesmos educam seus filhos na disciplina do Senhor sem lhes causar ira) (Efésios  5.15 a 6.1-4). Essa deve ser uma boa forma de expressar o quanto temos do Santo Espírito de Deus em nós. 5) Deveriam ser cheios de sabedoria. Ora, sabedoria é o conhecimento sendo colocado na prática. Esses homens sabiam o que diziam quando abriam seus lábios; eles eram notáveis quando tomavam decisões. Deviam ser homens honrados, respeitáveis e honoráveis.

Temos a tendência de imaginar que só existiam os sete que foram eleitos com essas qualidades e características, mas isso é um equívoco. Foram eleitos sete. Esse era o número específico de homens para o serviço, mas não era o número de homens para concorrerem a esse serviço. A comunidade deveria ter muito mais do que sete. Cremos assim!

Temos que entender que essas qualidades e características já deviam estar presentes nos candidatos. Elas tinham que ser públicas e notórias.

Temos que frisar que em homens assim (boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria), são qualidades mais do que suficientes não apenas para cuidar de causas sociais, mas espirituais também.

E foram eleitos os seguintes: Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Os apóstolos então oraram, lhes impuseram as mãos dando a eles o reconhecimento e a autoridade para o desempenho de suas tarefas.

Lucas encerra esse relato com mais um breve relatório sobre a Igreja em Jerusalém dizendo que “crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos: também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé”. (Atos 6.7).

APLICAÇÃO E CONCLUSÃO.

1. A Igreja de Cristo, como comunidade de pessoas salvas mas ainda pecadoras, não está isenta de vivenciar problemas de várias formas. No caso relatado por Lucas o problema era um ato discriminatório.

2. Quando os problemas surgem eles precisam ser corrigidos. Não é boo jogar a sujeira para debaixo do tapete ou colocar panos quentes. os problemas precisam ser confrontados e resolvidos. 

3. LIDERANÇA. As pessoas mais habilitadas para sugerir providências na correção desses problemas são as autoridades. O governo da Igreja não é congregacional. O problema pode ser congregacional, mas cabe às lideranças o encaminhamento da solução do mesmo. O problema pode ser congregacional, mas a solução não pode ser colocado nas mãos de um só homem para resolvê-lo. Em momentos de crise o melhor mesmo é que um grupo se encarregue da tarefa de encontrar uma solução. O proverbista escreveu: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança”. (Prov. 11.14)

4. Há trabalhos e trabalhos. Há atividades de cunho social na Igreja e deve haver pessoas que se incubam de tal tarefa. Por outro lado também, há trabalho de cunho espiritual e deve existir igualmente aqueles que revelam suficiência para atuar nessa área. Deve haver sinergismo. Ambos os trabalhos são importantes para a manutenção da unidade e da comunhão.

O trabalho de um diácono é primordialmente a ação social. O diácono deve estar atento para a membresia e ao constatar aqueles irmãos, ou mesmo famílias, com necessidades na Igreja, cabe a ele envidar esforços para ajudar na solução desse problema.

5. A Igreja precisa estar atenta. É necessário que na Igreja local não haja pessoas que passem por necessidade. É possível existir desníveis sociais em uma Igreja local, primordialmente nos dias de hoje, todavia, o que é inadmissível existir são os necessitados. Repito; é inadmissível dentro do cristianismo os descasos. Tiago afirmou de forma contundente que se um irmão sabe que o outro passa necessidade, e pode fazer alguma coisa e não o faz, revela possuir uma fé morta (Tiago 2.14-17). Igualdade não implica em que tenhamos o mesmo nível social, mas que todos tenham o básico e suficiente para sua subsistência. Dar presentes no natal, aos mais pobres da Igreja enquanto durante todo o ano o descaso existir, é um ato de hipocrisia. No cristianismo devem ser característicos atos de amor fundamentados no próprio ato do amor divino tão bem descrito em João 3.16.

Que Deus abençoe a Igreja de hoje e que nela todos tenham o suficiente para sua subsistência e sejam felizes e contentes com isso conforme escreveu a Timóteo em I Tm 6.6-8.

Amém.

UM POUCO DE POLÍTICA (DESABAFO DE UM CIDADÃO)


Não é possível ir tão fundo quanto já fomos. O Brasil ficou boquiaberto em saber das estripulias do tal Joesley Batista e seu irmão Welsey, donos da JBS, da qual eu só tomei conhecimento de sua existência quando estourou o problema com os frigoríficos no Brasil. Perdoem minha ignorância em não saber que JBS foi fundada em 1953 (eu nasci em 1954) e que é proprietária da Friboi, essa sim muitíssimo conhecida pelas propagandas na mídia (tendo como garoto propaganda o excelente ator Tony Ramos), que está sediada em Goiás.

O que se sabe é que a dupla dinâmica Joesley e Wesley “progrediram”, “fizeram seu negócio prosperar, a partir do seu relacionamento espúrio e indecente com o governo e com os políticos. Segundo lemos em notas na internet, essa empresa faturou nada mais, nada menos do que 170 Bilhões só no ano passado. Enquanto concentrávamos nossa atenção em Eike Batista, havia dois outros Batistas se dando bem, não como fruto de seus investimentos, trabalho, investimento no social (afinal seria isso que um governo socialista exigiria de empresários), mas como resultado do seu relacionamento nojento como os políticos e as benesses recebidas do BNDES.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista fecharam o acordo após a realização de uma série de operações da PF (Polícia Federal) que tinham a J&F, holding controlada pelos dois, como um dos alvos - envolvendo, inclusive, denúncias de irregularidades na aprovação de empréstimos do BNDES. A pressão foi feita também por parte do MPF (Ministério Público Federal), que pediu à Justiça o bloqueio de R$ 3,8 bilhões das empresas.

Dinheiro do BNDES é dinheiro do povo! E deveria ser usado para o povo e não ser colocado nas mãos de certos segmentos da elite para poderem fazer mais dinheiro e dai enviar dinheiro por diversas maneiras (notas frias, “doações para campanha”, etc...etc....) para os políticos se darem bem. Pelo amor de Deus; será que já não é suficiente os salários que Vereadores, Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Prefeitos, Governadores e Presidentes recebem jungidos com suas benesses e mordomias? Não basta o que recebem dos cofres públicos para simplesmente assistirem de camarote um país convulsionar, enrolar a língua e morrer sufocado? É preciso ainda essa dinheirama de origem fraudulenta ser destinada aos seus bolsos? As perguntas são retóricas. As respostas são fáceis de serem dadas.
Enquanto a massacrante maioria de brasileiros levantam de madrugada, com marmitas debaixo do braço, pegam condução pública e chegam no trabalho humilhados e já cansados, e vêm os impostos serem descontados no holerite, esses políticos e esses empresários surrupiam o montante arrecadados para seu próprio benefício e para manter o trabalhador honrado maniatado e sob sua custódia.

Se isso é capitalismo, eu não sou capitalista. Se isso é comunismo eu não sou comunista. Na verdade não há como definir o que é isso do ponto de vista ideológico econômico e político. Isso só pode ser definido pelo código penal brasileiro. Isso é corrupção, apropriação indébita, formação de quadrilha, atentado contra a economia, atentado contra a nação, terrorismo. Aqui eu deixo um espaço para os juristas enquadrarem as sujeiras desses “empresários” e desses “políticos”. Mas pelo amor de Deus; eles não podem se safar.

As conversas gravadas e reveladas revelam uma cafajestice que não dá para mensurar. O indivíduo durante anos fez negócio sujo com os políticos e agora para se safar ele dedura todo mundo, pega parte do dinheiro sujo e compra sua liberdade? E vão dizer que o crime não compensa? Não compensa para aquela senhora que vendo seu filho com fome roubou um pacote de bolacha, foi pega em flagrante delito e condenada há anos de prisão. Mas compensa para Lula, Dilma, Temer, Aécio, e tantos outros que, nesse exato momento estão rindo a largos sorvos enquanto muitos morrem em macas nos corredores de hospitais entre médicos e paramédicos que, a despeito de sua dedicação e preparo, não podem fazer absolutamente nada para mudar a sorte dos seus pacientes. Eles riem enquanto nossas crianças são depositadas em prédios sem condições para o exercício de formação intelectual onde, a despeito da dedicação e esmero dos nossos educadores, não há absolutamente nenhum incentivo para o desenvolvimento intelectual, Ora, para que estudar se é mais fácil ser traficante ou político, ou ambos ao mesmo tempo?

Enquanto eles riem, os aposentados vêm seu salário achatar, diminuir e correm o risco de perder o benefício. Enquanto eles irão envelhecer em um apartamento de luxo, a maioria dos brasileiros ainda não possui casa própria. E tudo porque políticos e grandes empresários (não generalizo) corromperam e se corromperam e na prática tão inescrupulosa do enriquecimento ilícito e sem que haja um ato de confisco de suas riquezas e cadeia para eles.

Lula deve ser preso. Dilma igualmente. Temer deve ser preso porque um presidente, falando pouco, jamais deveria ter uma conversa tão indecente como aquela como tal Joesley. O problema não está na conversa, no que foi dito, mas na relação. Há mais por detrás daquela conversa e relacionamento do que podemos imaginar, ainda que sejamos férteis em nossa imaginação.

Precisamos URGENTEMENTE de uma Reforma Política, mas sem a participação dos que estão na política hoje.

Precisamos URGENTEMENTE de uma reforma no Código Penal Brasileiro. Chega de leniência, de moleza e de impunidade.

Precisamos URGENTEMENTE de uma reforma tributária. São muitos impostos. Na verdade trabalhamos para manter uma máquina que não funciona.

Precisamos de coragem e saúde porque reformar é muito mais difícil do que construir.


Que Deus se apiede de nossa nação. Que os cristãos brasileiros orem e jejuem por essa nação.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - 11º ATO – MILAGRES DE VERDADE OU TESTEMUNHO DA VERDADE? – Atos 5.12-42


Lucas fornece aos seus leitores, mais um relatório sobre o crescimento da Igreja Cristã em Jerusalém.

Ele diz que muitos sinais e prodígios eram feitos pelos apóstolos. Havia conversões e o número de crentes aumentava, mas não eram poucos os que evitavam conviver com os crentes com o receio de serem duramente perseguidos e até mortos. Muitos eram libertos de espíritos malignos e outros curados de suas enfermidades.

A inveja entra em cena mais uma vez. As autoridades da religião judaica se insurgem contra os apóstolos e os recolhe à prisão pública. Entretanto, um anjo vindo da parte de Deus abre as portas do cárcere e os conduz para fora lhes ordenando que se apresentassem no templo e dessem testemunho a respeito “desta vida”. O evangelho de Jesus Cristo veio trazer vida aos que estavam espiritualmente mortos.

O sumo sacerdote convocou o Sinédrio para ouvir os apóstolos, mas quando os guardas foram ao cárcere busca-los descobriram que a despeito das celas estarem fechadas com segurança e as sentinelas nos seus postos, o cárcere estava vazio. Todos ficaram perplexos! Foi então que alguém lhe informou que os apóstolos estavam no templo ensinando o povo. Os guardas então, sob o comando do capitão os trouxeram, sem violência, até o Sinédrio onde foram interrogados sobre a pregação a respeito de Jesus já que eles haviam recebido ordens de que não fizessem mais isso. Pedro, falando em nome dos apóstolos disse: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”. (Atos 5.29-32)

A passagem bíblica considerada aqui, nos informa que os membros do Sinédrio se enfureceram a tal ponto que queriam mata-los. E o fariam, se não fosse a interferência de um dos seus membros muito conceituado: Gamaliel. Sua fala revela sabedoria, prudência. Ele se reporta a dois episódios a respeito de dois religiosos que causaram certa agitação, antes de Jesus – Teudas e Judas, o galileu – mas cujas obras não progrediram por não serem de Deus. Gamaliel considerou que se o que os discípulos de Jesus testemunhavam não tinha origem em Deus, assim como aconteceu com as obras de Teudas e de Judas o galileu, o mesmo iria ocorrer com a obra de Cristo e que se o que os discípulos testemunhavam era legítimo, então eles estariam lutando contra o próprio Deus.

Os membros do Sinédrio concordaram com as considerações de Gamaliel e chamaram os apóstolos, os açoitaram, ordenaram, mais uma vez, que não falassem em nome de Jesus e os soltaram.

Os apóstolos se retiraram do Sinédrio jubilosos por terem sido considerados dignos de sofrer afronta por causa do nome de Jesus. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”. (Atos 5.42)


CONCLUSÃO E APLICAÇÃO


O testemunho a respeito de Jesus sempre encontrará oposição. É uma luta contra os principados e as potestades do mal. Seus agentes são homens. Muitas vezes religiosos e autoridades, mas por detrás deles há o Adversário, o Inimigo, Satanás.

O poder para testemunhar de Jesus, em situações adversas, não é gerado em nosso gênio inventivo, em nossa criatividade humana, em nosso poder de persuasão, em nossa intelectualidade teológica, mas na presença do Espírito Santo em nós. Jesus havia vaticinado a esse respeito quando afirmou: “...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia, Samaria a até aos confins da terra”. (Atos 1.8)

Esse é considerado o versículo chave do livro de Atos dos Apóstolos.

Para podermos testemunhar de Jesus com poder, é preciso que estejamos cheios do Espírito Santo. O cristão deve entender que essa deve ser sua preocupação de cada dia, ou seja, a plenitude do Santo Espírito de Deus. Somente quando o Espírito Santo nos enche é que nos tornamos uma fonte a jorrar para a vida eterna. Foi isso que Jesus disse à mulher samaritana junto ao poço de Jacó. O Espírito Santo nos enche da Palavra e então nos tornamos fontes que jorram, incontrolavelmente, automaticamente e prazerosamente. Quando estamos cheios do Espírito Santo nos revelamos, além do poder, o prazer de testemunhar a respeito de Jesus, o Cristo.

Nesse trecho que consideramos, o foco não está nos milagres de cura, nem na libertação milagrosa do cárcere. Se você ler com atenção o texto, você verá que o cerne desse relato Lucano de Atos 5.12-42 é o testemunho a respeito de Jesus.

Milagres não convertem corações. Se isso fosse possível Israel teria chegado á Terra Prometida em 40 dias, mas apesar de tantos milagres desde as dez pragas no Egito, o Mar Vermelho se abrindo e muito, muito mais, o coração do povo se revelou duro. Milagres podem fortalecer nossa fé, encher nosso coração de júbilo e regozijo pela intervenção divina em nosso favor, mas milagres não produzem fé. Quem crê em milagres não precisa ver milagres para crer.

O foco do relato aqui nesse trecho do livro de Atos é o testemunho. Foi por causa do testemunho que os apóstolos foram presos. Foi por causa do testemunho a respeito de Jesus que eles tiveram que testemunhar a respeito de Jesus ao Sinédrio e mesmo tendo sido açoitados e ordenados a não mais pregar a respeito de Jesus, eles, cheios do Espírito Santo, ousaram desobedecer as autoridades e obedecer a Grande Comissão.

O desafio continua em pé: testemunhar a respeito de Jesus como Salvador e Senhor. A desafio e pregar aquilo que Jesus fez na cruz pelo eleito de Deus e não aquilo que queremos que Ele nos faça. Não duvidamos dos milagres relatados por Lucas em Atos. Mas fica evidente que testemunhar a respeito de Jesus é a tarefa que cada discípulo de Jesus tem a cumprir.

Diante do Sinédrio não se falou e nem se questionou a respeito dos milagres; se eram legítimos ou não. A questão toda era calar os lábios dos apóstolos para que não falassem mais em o nome de Jesus. O texto não diz que eles continuaram a fazer milagres, mas deixa claro e evidente, que eles continuaram a pregar a respeito do Salvador.

Façamos isso e deixemos os milagres acontecerem de acordo com a vontade soberana do Deus que converte corações, sendo esse o maior de todos os milagres.

Amém.

terça-feira, 16 de maio de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - 10º ATO - APARECER PARA FAZER OU FAZER PARA APARECER - ANANIAS & SAFIRA - ATOS 5.1-11


Na Igreja cristã temos alguns tipos de membros. Temos os que aparecem para fazer; os que fazem para aparecer; os que aparecem e não fazem; os que nem aparecem e nem fazem.

A Igreja cristã é um ambiente de intercâmbio espiritual. É um local onde servimos os outros e nos servimos dos outros à medida que cada um revela sua necessidade. A Igreja é comunidade porque todos que dela participam devem ter tudo em comum e se esforçam por manter a unidade. Dai a equação lógica: Comum + Unidade = Comunidade.

A Igreja primitiva em Jerusalém era composta de gente que aparecia e fazia, de pessoas que zelavam por terem tudo em comum e que buscavam ser unidos.

Unidos não quer dizer simplesmente juntos. As pessoas estão juntas em uma casa de espetáculo. Elas têm em comum o desejo de assistir o espetáculo, mas elas não estão unidas. Elas são estranhas umas as outras. Quando o espetáculo acaba, cada uma segue o seu caminho sem nada mais terem umas com as outras. Na Igreja é diferente. Os fiéis estão no mesmo lugar, têm o mesmo objetivo que é a adoração ao Trino Deus, mas elas revelam um bom nível de intimidade umas com as outras. Elas têm um elo inquebrantável que é a pessoa de Cristo Jesus e o amor de Deus em seus corações as constrange em serem bênçãos nas vidas uns dos outros.

Isso era tão notável que o testemunho a respeito de Jesus podia ser percebido sem muito esforço ou alarde. Jesus em sua oração sumo sacerdotal (João 17) pede ao Pai: “Não rogo somente por estes (seus discípulos daqueles dias), mas também por todos aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti; também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste”. (João 17.20,21)

Todavia, Ananias e Safira, agiram diferentemente dos demais irmãos. Eles queria fazer algo para aparecer. Por isso, em parte eles imitaram os demais irmãos. Eles venderam uma propriedade que tinham, pegaram uma parte do valor vendido e entregaram aos apóstolos ficando com a outra parte, sem revelar que assim procederam, ou seja, ele passaram a impressão de que o valor total da propriedade vendida era exatamente aquela que eles ofertavam à Igreja.

O texto de Atos 5.1-11 nos informa que ambos morreram. Morreram porque mentiram, morreram porque fizeram para aparecer, ou seja, eles não queriam ficar “de fora”, eles queriam ser vistos pela comunidade como alguém que dela eram membros e não apenas os que assistiam os seus cultos e demais eventos.

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

Nossa vida cristã deve ser caracterizada pelo serviço que prestamos a Deus (Culto) e pela disposição em nos servirmos uns dos outros à medida que cada um revele sua necessidade.

No artigo anterior – ATOS DOS APÓSTOLOS – NONO ATO – RELATÓRIO E TESTEMUNHO (Atos 4.32-37), aprendemos que a solidariedade era algo característico da Igreja primitiva em Jerusalém. Ali aprendemos que as pessoas tinham tudo em comum (ou seja, repartiam tudo e eram iguais).

Aqui em Atos 5.1-11 temos um exemplo negativo que foi sufocado por uma ação radical por parte do Espírito Santo. Ananias e Safira morreram!

O que doamos (qualquer coisa) em favor da comunidade deve ser algo feito com simplicidade, humildade e até, se for preciso anonimamente.  Jesus mesmo disse no Sermão do Monte: Por essa razão, quando deres um donativo, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Com toda a certeza vos afirmo que eles já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita”. (Mateus 6.3)

A oferta de Ananias e Safira se assemelhava à de Caim. Quando o coração não é bom, a atitude pode ter boa aparência e iludir os homens, mas em sua essência é má e não pode chegar até o trono Daquele que sonda os corações (salmo 139).

Que Deus se apiede de nossas almas e que seu Espírito Santo nos faça viver de forma simples e humilde, como simples e humilde foi nosso Salvador.

Amém!

domingo, 14 de maio de 2017

A “IRONIA” DIVINA E A ORGULHOSA PRETENSÃO DO FARAÓ.

Israel crescia como tribo no Egito. Eles foram para lá com Jacó em tempos nos quais seu filho José era o segundo no comando. José era o homem depois do Rei do Egito. Muitos anos se passaram, Faraós nasceram e morreram e, apesar da história, os filhos de Jacó cresceram de forma assustadora.

Foi então que nasceu no coração do Faraó o temor de que os hebreus pudessem crescer mais ainda e se unir aos inimigos do Egito. E os egípcios tinham motivos de sobra para esse temor. Afinal das contas já fazia muito tempo que os israelitas eram maltratados pelos egípcios. Na verdade os israelitas se tornaram escravos no Egito.

Israel crescia numericamente. É óbvio que Deus tinha tudo a ver com isso. Israel se tornaria uma nação. Deus havia dito a Abrão isso. Seus descendentes seriam numerosos como as estrelas do céu (Gênesis 15.5). Quem pode se antepor a esse vaticínio divino? Que homem, por mais poderoso que seja pode impedir que os desígnios de Deus se cumpram? (Isaías 46.8-13)

Faraó ordenou a Sifrá e Puá que, no momento em que as mulheres hebreias fossem dar a luz, se o recém nascido fosse menino, deveriam mata-lo. Se fosse menina deveriam deixar viver. Mas o texto bíblico diz com clareza singular que as parteiras temeram a Deus. O temor de Deus lhes fez corajosas o suficiente para desobedecer as ordens do Rei do Egito. O temor de Deus as fez humanas o suficiente para se colocarem no lugar das parturientes hebreias e o temor de Deus fez com que elas preferissem obedecer ao mandamento do “não matarás” incrustado em seus corações mesmo antes do Decálogo ser enunciado.

Então o Faraó perguntou a elas o que acontecera e elas disseram que as gestantes hebreias eram vigorosas de tal maneira que quando elas chegavam para o parto a criança já havia nascido e elas não podiam mentir e dizer que a criança havia nascido morta.

Faraó então deu uma ordem a todo Egito; qualquer menino israelita recém nascido devia ser jogado nas águas do Rio Nilo. Quanta crueldade.

Foi então que Joquebede deu a luz a um menino e cuidou dele por três meses. Vendo que não podia mais ocultá-lo, ela engenhosamente confeccionou um cesto de junco, calafetou-o com piche e dentro dele colocou seu filhinho deixando-o ao sabor das águas do Rio Nilo. Sua irmã Miriã acompanhava tudo e seguia o cestinho. Eis, então, que uma outra mulher, a Princesa do Egito, filha do Faraó foi ao rio para se banhar e ao ver o cestinho pediu a uma de suas serviçais que o resgatasse das águas. Abrindo-o o cestinho observou que dentro dele havia uma menino e ela logo deduziu, ou pelas roupas, ou por uma lógica dedução de que uma mulher egípcia não necessitaria fazer isso, se tratar de um menino hebreu. Nesse instante Miriã, irmã do menino, perguntou à filha do Faraó se ela não queria que fosse chamada uma das hebreias para servir de ama e criar a criança. A Princesa concordou. E o menino foi criado por Joquebede, sua mãe até ficar maior. Quando isso aconteceu a filha do Faraó, trouxe o hebreu resgatado das águas do Rio Nilo para morar no Palácio na condição privilegiosa de neto do Faraó. Ela lhe deu um nome: Moisés, porque das águas o tirei, disse ela.

Depois de uns trinta e poucos anos mais para a frente, esse menino agora homem, é chamado por Deus para se apresentar ao Faraó e exigir que seu povo fosse libertado e rumasse para Canaã.

Joquebede colocou seu filho no Rio Nilo. A filha do Faraó o resgatou do Nilo e o criou com a cultura e todo o conhecimento que os Egípcios possuíam. Esse menino foi então o grande libertador de Israel.

Deus se ri da orgulhosa pretensão dos poderosos. O Rei do Egito tentou contra o povo escolhido de Deus e o Deus simplesmente conduziu a história de tal maneira que o próprio Faraó deu ao seu neto adotado, um hebreu, todas as condições de poder liderar o povo de Israel em seu êxodo do Egito.

Mesmo Moisés alegando total incapacidade para a tarefa, Deus o capacitou e o arregimentou para tal tarefa.

Eis a “ironia” divina humilhando a orgulhosa pretensão humana. Duas parteiras decidem sabiamente desobedecer o rei que ordenou a matança de todo recém nascido do sexo masculino das parturientes hebreias. O Faraó que impedir o crescimento do povo de Israel. As parteiras desobedecem o rei do Egito para obedecer o Rei dos Reis. Não são mortas por isso e ainda são abençoadas por Deus. Uma mulher, mesmo em situações de total constrangimento não se escusa da maternidade. Um de seus filhos tem que ser deixado aos cuidados das águas do Nilo. Outra mulher, egípcia, que deveria matar todo recém nascido israelita, retira do Nilo um menino. Ela é simplesmente a filha do Rei que ordenou a matança. Ela cria essa criança como seu filho e, portanto neto do cruel Faraó. Esse menino é o instrumento de Deus para a libertação do seu povo que cresceu a olhos vistos. Quanta "ironia"!

Que nos sirva de lição.

sábado, 13 de maio de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 9º ATO – RELATÓRIO E TESTEMUNHO (Atos 4.32-37)


São raros os momentos nos quais a Igreja de Cristo na terra, a Igreja Militante, vivencia esse nível de comunhão e unidade como relatado na passagem que vai do versículo 32 a 35. O relato desse trecho de Atos dos Apóstolos se refere à Igreja em Jerusalém, portanto, composta em sua grande maioria de judeus convertidos do judaísmo ao cristianismo.

Aqueles nossos irmãos da Igreja Primitiva viviam um momento ímpar, singular em sua vida religiosa. Aquele de quem tanto os profetas falaram, o Messias, havia estado com eles. Ele morrera, mas ressuscitara. Muitos dos que viram o Cristo ressuscitado ainda estavam vivos e testemunhavam a esse respeito. Aquilo que era figura, símbolo, nas Escrituras, agora se tornou em realidade, fato. Eles viram a sua glória como do unigênito do Pai (João 1.14b).

A Igreja (comunidade) cresceu a olhos vistos em Jerusalém. Lucas, pelo que sabemos, mesmo não sendo testemunha in loco, descreve com base em informações primárias a esse respeito. E ele diz que além do crescimento quantitativo os discípulos de Jesus eram muito unidos. Ele diz “...era um o coração e a alma”. Que forma maravilhosa para dizer que eles tinham o mesmo sentimento e entendimento, que eram unidos.

Mas Lucas também diz que eles eram solidários porque tudo que eles tinham era compartilhado. Ele escreve: “tudo lhes era comum”. Que forma maravilhosa de mostrar simpatia e empatia.

Em uma comunidade assim, onde o amor de Deus é exercitado de forma prática e emocionante, os apóstolos davam testemunho a respeito de Jesus (sempre a respeito de Jesus) e de sua ressurreição e havia graça neles, ou seja, eles eram atraentes, eles faziam muitos prodígios e sinais.

Que tempo extraordinário esse em Jerusalém na Igreja Primitiva! Não havia necessitado entre eles. Em tempos nos quais o Império Romano esgotava com as cobranças de impostos toda a economia e submetia o povo comum a viver em situação de opróbrio, entre os crentes não havia quem passasse necessidade. Aqueles que tinham mais do que outros vendiam o que tinham, traziam os valores correspondentes e os entregavam aos apóstolos os quais distribuíam aos fiéis na medida de suas necessidades.

Eis aqui um verdadeiro comunismo. Um comunismo não imposto, mas que nascia dentro dos corações de pessoas que descobriram, a exemplo de Zaqueu, que o maior tesouro é Jesus Cristo e uma agenda de temor de Deus. Uma forma solidária não imposta. Um comunismo onde os que recebiam os recursos, não desviavam para seus bolsos e nem usavam para seus benefícios, nem tampouco para enriquecimento de uma instituição, mas para distribuir com critérios aos que realmente estavam necessitados.

O texto também diz: “...então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade”. A qualquer um significa que não havia parcialidade.

Lucas mostra um exemplo interessante; José, um levita natural de Chipre apelidado de Barnabé que significa Filho da Consolação. Ele possuía um campo e vendendo-o deu aos apóstolos o valor que lhe pagaram pelo mesmo.

CONCLUSÃO & APLICAÇÃO

Precisamos orar urgentemente a Deus para que sua Igreja no mundo, hoje, possa ser avivada pelo seu Espírito Santo e experimente algo desse tipo; um comunismo de verdade e não um assistencialismo pontual.

Para que cheguemos a esse ponto, por exemplo, em uma Igreja local, é preciso que haja o verdadeiro temor de Deus nos corações dos crentes. A Igreja de hoje está eivada de gente rica que acredita que pode servir a Deus e às riquezas. Isso é impossível. Nós os servos de Deus devemos ser vistos pelo mundo ao nosso redor como pessoas simples que acreditam que o maior tesouro que podemos possuir é o céu. Jesus já havia dito no Sermão do Monte: “...onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração”. (Mateus 6.21)

Jesus ensinou que a concupiscência dos olhos é caminho de trevas. Ele disse que se “se os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas”. (Mateus 6.23) Jesus explicitou que não é possível servir a dois senhores; Deus e as riquezas.

A tendência natural de cada um de nós e se deixar possuir pela riqueza. Jesus teve diante de si um jovem que dizia querer segui-lo. Era, aparentemente, um bom jovem, mas seu coração estava nas riquezas que possuía.

Ninguém dorme em duas camas numa noite. Um pedaço de pão é suficiente para matar a nossa fome. A Igreja de Cristo hodierna, e nós os cristãos, precisamos nos unir para nos servirmos uns dos outros e vivermos de forma pura e simples. Não deve haver anseios de ostentação na Igreja de Cristo.

Precisamos aprender a repartir e também a trabalhar. A Igreja não tem obrigação de sustentar ociosos e preguiçosos, mas ela tem a intransferível obrigação de ajudar de forma perene aqueles que, a despeito de toda dedicação, ainda vivem em condições precárias e de real necessidade.

Não podemos nos despedir do nosso irmão sabendo que ele está necessitado apenas com a frase: “Deus te abençoe”. Precisamos ser instrumentos de bênçãos para esse irmão. Foi nesse sentido que o irmão de Jesus, Tiago, falou sobre a fé morta.

Que testemunho damos de Jesus se nos omitimos no quesito solidariedade? Jesus foi o maior exemplo de solidariedade e em uma situação bastante diferente da nossa. Ele veio a esse mundo para pagar nossa dívida para com o Pai. Ele se deixou aprisionar e ser morto por nossa causa. Sua vida foi de dedicação àqueles que o desprezaram e o abandonaram no momento de seu aprisionamento. Pedro vergonhosamente o traiu por três vezes, mesmo Jesus o tendo alertado quanto a isso. Mas ele morreu naquela cruz de forma solidária, por mim e por você, justamente para quitar nossa dívida impagável.

Que Deus se apiede de sua Igreja e que envie um avivamento que sacuda a Igreja de nossos dias que parece mimetizar a Igreja de Laodiceia, morna, opulenta, autossuficiente, pensando ser feliz e próspera, não percebendo que é infeliz e miserável.

Um alerta aos pregoeiros da teologia da prosperidade. A maior prosperidade não se vê na suntuosidade dos templos, nem nas contas bancárias ou casas onde moramos, mas sim em nosso relacionamento íntimo e sincero com aquele que disse que “não tinha onde reclinar a sua cabeça”.

Que Deus nos abençoe, nos santifique e avive sua obra em nós.

sábado, 1 de abril de 2017

SILAS EM DEFESA DO EVANGELHO?

MINHA OPINIÃO

Começo justificando o fato de ter assistido esse programa veiculado em 01.04.2017. Li no Facebook as críticas ao Silas Malafaia e queria constatar em loco se eram justas ou não. Creio ser mais honesto agir assim. Não sou um "Maria vai com os outras".

Assim fui ao Youtube e assisti o programa Vitória Em Cristo na íntegra incluindo o discurso dele sobre O Deus que Age No Dia. Confesso, também, que por diversas vezes assisti e ainda devo assistir o programa. Retenho o que é bom, em minha opinião. O que não é bom, descarto, deleto. Isso geralmente faço com todos programas evangélicos na TV e no Rádio.

Muito bem, passo então à minha opinião.

1)            Acho deprimente e totalmente infrutífera essa discussão. Jesus disse: "Ai do mundo, por causa dos escândalos; Porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo" (Mateus 18.7).

2) Nunca ouvi e nem assisti Paul Washer se referindo diretamente aos pentecostais de forma depreciativa. Se ele agiu assim, reafirmo, não ouvi e nem vi. Acho muitíssimo difícil que isso seja verdadeiro a respeito de Paul Washer. É temerário deixar transparecer isso como se fosse um axioma.

3) O mesmo posso dizer do que já vi e ouvi de Paulo Júnior. Pelo que tenho visto a coisa se resume a Silas Malafaia. Já vi e o ouvi se referir depreciativamente ao Silas Malafaia. Aliás, isso está na internet. É fácil ver e assistir. Mas falar odiosamente contra pentecostais, eu não vi e nem ouvi. Aliás, concordo com o que Paulo Júnior disse, mas não concordo com a forma com que disse sobre Silas. 

4) O linguajar de Silas Malafaia é totalmente inadequado para um Pastor neste vídeo e em outras muitas vezes que eu o vi e ouvi. Assista e tire suas conclusões. Dou a você o direito de discordar de mim, mas da mesma forma como respeito isso, peço reciprocidade.

5) Veja a forma inquestionavelmente odiosa com que ele se refere aos que se opõem a ele. Veja suas feições, sua boca, os gestos com suas mãos, os olhos, a tonalidade de sua voz. Sinceramente, não se parece com Jesus. Ele fala em rede nacional. Deveria ser mais cuidadoso. Se o que ele tem são “maças de ouro”, ele não as está oferecendo em uma “salva de prata”. (Provérbios 25.11)

6) Não conheço nenhum reformado que afirme odiar pentecostais. Ouço algumas anedotas, piadinhas, mas nisso também há reciprocidade, ou seja, os pentecostais também fazem gracejo em relação aos tradicionais ou “sorveterianos” é uma motejo de tradicionais se referindo aos Presbiterianos? Lembro-me de ter sido convidado para pregar em uma Comunidade Pentecostal cujo líder era um querido e estimado irmão e amigo. Na hora de me apresentar ele disse: - Irmãos, trouxe para pregar hoje aqui, quando completamos mais um aniversário de nossa igreja, um Pastor Presbiteriano, mas muito crente. Eu só não ri porque no dia anterior havia sofrido um acidente e estava com enorme dores em minha coluna. Simplesmente, fui à frente e preguei a Palavra. Quem odeia não tem Deus dentro de si, porque Deus é amor. Quer que eu cite a Sagrada Escritura? Então lá vai...I João 4.8. Aliás, pensando nessa questiúncula, leia todo o capítulo 4 da primeira carta de João.

7) Vendo o vídeo do programa Vitória em Cristo de 01.04.2017 (aliás, de outros também, mesmo quando ele defende coisas que eu também defendo) eu me lembrei do texto de Efésios 4.32,33 onde lemos: "Longe de vós toda amargura (o que você vê nos pronunciamentos dele,) e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias (não o acuso de blasfemador), e bem assim toda malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Efésios 4.31,32). Ao ver e ouvir Silas, vejo nitidamente isso que Paulo reprova. Falo com enorme tristeza em meu coração, porque eu o amo verdadeiramente. E cuido de mim mesmo para que não cometa os mesmos erros.

8) Com a mesma tristeza eu o vejo tentando transformar o ataque que sofreu em um ataque aos pentecostais. Será que é isso mesmo? Seria isso honesto e justo da parte dele? Que ele se defenda, é relativa e humanamente compreensível, mas querer trazer para o seu lado os 95% de pentecostais do Brasil é, assim entendo, uma temeridade e um ato de desonestidade.

9) Rotular um certo americano (seria Paul Washer?) de boçal, hipócrita e fariseu é algo terrível. Inominável. Indigesto até para quem tem estômago forte. Quem é que rotula? Quem é que ataca? Seria essa a melhor estratégia? 

10) Ser 95% dos “evangélicos” no Brasil não significa que eles estão corretos do ponto de vista teológico. “Tamanho não é documento”, diz um ditado popular. Aliás, é muito mais fácil crer errado. Também não estou dizendo que somente a minoria tem razão. O que penso é que esse argumento é pediátrico, pueril.

11) Ele diz, se referindo a alguns pentecostais: "Um monte de pentecostais comendo na mão deles"? Seria isso despeito? Eu devo perguntar: Seria isso uma questão de despeito por estar perdendo visibilidade e consequentemente mercado? Se for isso (creio que não é, aliás, me recuso a crer), então a situação ainda é muito mais dolosa do ponto de vista da ética e da moral.  Mas, como ele mesmo disse, “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Quem muito fala, tem pouco a dizer.

12) Quem é o grande líder que ele citou? Caio Fábio? Drogas, bebida, fumo? É muita farofa no ventilador. Se defender acusando. O que teria Caio Fábio a ver com isso? E o horário na televisão é caríssimo. Não seria melhor encerrar o programa com a mensagem O Deus Que Age No Dia, orar e fim? Se Deus age no dia, então ele (Silas) não precisa agir.

13) “Inveja de pentecostais?” Não venha aqui tirar "farofa?” Não, em absoluto. Inveja do quê? Inveja é parte do fruto da carne! Não seria isso uma forma de dizer: “Nós somos os melhores crentes desse país e porque vocês não conseguem ser como nós somos, vocês nos invejam?”. Quanta pretensão!!!!

14) Concordo com Silas quando fala que sofreu por defender os evangélicos, mas agora parece que ele está se perdendo. Creio que ele deveria ser mais moderado. Ele deveria fazer como Jesus. Se ele tem razão, seu maior advogado é o próprio Deus e não ele mesmo. Há um ditado no Direito que diz: "Quem advoga em causa própria tem um burro como cliente". Há alguns anos perguntaram ao Rev. Boanerges Ribeiro: - Reverendo: como o senhor reage contra aqueles que te atacam, as histórias que contam a teu respeito? (Aliás, conheço muitas dessas história). Então o Rev. Bonaerges (eu estava lá, eu vi e ouvi o que estou escrevendo aqui), respondeu: - Querido: houve um tempo em que eu me entristecia e desejava responder, mas amadureci e descobri que tenho o melhor advogado do mundo – Cristo. Entreguei minha causa nas mãos dele.

15) Qual é a Universidade que defende aborto, está cheia de esquerdopatas, que se diz evangélica, que defende gays? Seria a Metodista, o Mackenzie, a Adventista. Há outras! De qual delas ele está falando? Sem perceber (apesar de eu imaginar qual é a de que ele fala) ele está atacando todas e qualquer uma que seja evangélica. Silas, onde estavam os guardas dos teus lábios quando você vociferou intempestivamente assim? Lamentável! Lamentável! Lamentável!

16) O uso do pronome pessoal do caso reto na primeira pessoa "eu" tão de sobejo no discurso do Silas é assintomático. Um cristão com juízo e maturidade sempre diz Ele (Cristo) e não eu.

17) Por fim, o pragmatismo tão notório: "é muito fácil falar, eu quero ver a obra". Que obra Silas? Essa que você divulga no seu programa de televisão? Se é essa, posso até continuar assistindo algumas vezes, mas eu tenho filtro teológico, filosófico, sociológico, todavia quando vejo a multidão que te apoia só posso imaginar que se encaixam naquilo que disse Paulo ao Pastor Timóteo: Eu te conjuro diante de Deus e de Cristo Jesus que há de julgar os vivos e os mortos, e pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, convence, repreende, exorta com toda a paciência e ensino. Pois virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas desejosos de ouvir coisas agradáveis, cercar-se-ão de mestres segundo os seus desejos, e desviarão os ouvidos da verdade e se aplicarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta os sofrimentos, faze a obra dum evangelista, desempenha bem o teu ministério. Quanto a mim, já estou sendo oferecido, e o tempo da minha partida se aproxima. Tenho pelejado a boa peleja, tenho acabado a carreira, tenho guardado a fé; desde agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos aqueles que têm amado a sua vinda”. 2 Timóteo 4:1-8

Concluindo finalizo dizendo que Jesus disse: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-Aventurados sois quando por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”. (Mateus 5.10-12)

Eu diria a você prezado Silas Malafaia: Silas, você está defendendo o Evangelho ou se defendendo?

Se és perseguido por causa justa, se és perseguido, e injuriado, e mentirem a teu respeito por causa de Cristo, não fique tão nervosinho, controle a ira, não vá dormir com essa companhia (ira), faça como Paulo e seu homônimo Silas, cante e louve, regozije-se em Cristo. Foi Cristo mesmo que ensinou isso! 

Devemos ter por certo que o Evangelho quando é vivido, não precisa ser defendido. 

Termine dizendo: Aleluia!


SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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