terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A IGREJA (13) E SEU PIOR INIMIGO


Tenho escrito sobre a Igreja de Cristo. Meu desejo é contribuir de alguma maneira com sua saúde. Somente um corpo sadio pode se desenvolver e crescer. Escrevo porque vejo que muitos atacam a Igreja Cristã assim com atacam a família. Estas são duas instituições de origem divina e a maior tragédia da humanidade reside em tentar destruir o que Deus idealizou e criou.

Nestes dias li que alguns muçulmanos entraram em uma Igreja Batista em 2012 e mataram aproximadamente 40 fiéis. Isso aconteceu, segundo a agência de notícias, na Nigéria. Aqui está o link para você conferir isso .
(http://www.jmnoticia.com.br/2016/10/22/ataque-de-muculmanos-destroi-igrejas-e-mata-pelo-menos-40-cristaos-na-nigeria/).

Eu me pus a pensar: “imagine você se os cristãos, por retaliação e vingança, entrassem em uma Mesquita e matassem 40 muçulmanos. Eu fiquei a imaginar o que a mídia iria dizer a esse respeito sobre os cristãos”.

Adianto aqui que não aprovaria e nem estou sugerindo tal ato de loucura. Aliás, ambos, muçulmanos erraram, e errariam os cristãos se fizessem o mesmo, como retribuição.

A tentativa de Satanás de destruir a Igreja é tão antiga quanto antiga foi a sua tentativa de impedir que a semente da mulher viesse a esse mundo para pisar a cabeça da serpente.

Quando escrevo a respeito da Igreja, eu o faço tentando alertar os fiéis verdadeiros quanto a essa santa porfia que vem de fora e vem de dentro. Minha preocupação é ver a Igreja voltando ao mesmo nível daquela Igreja retratada em Atos 2.41-47. Aquela comunidade se tornou um modelo para a Igreja Cristã de todos os tempos. Ela era sadia e por isso crescia, mesmo tendo pressões vindas de fora. Ela continua sendo um desafio em meu Pastorado. Toda Igreja que perseverou na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações, fez diferença e cresceu.

Os judeus foram os primeiros inimigos da Igreja. Principalmente por contestar a messianidade de Jesus. Na verdade os judeus entendiam que o cristianismo era um atentado contra o judaísmo.

A Igreja Cristã sempre sofreu perseguições e teve que lutar para se impor. No Brasil, somente depois da primeira constituição é que os protestantes começaram a gozar de um pouco mais de liberdade, porque a própria Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), que até então era a religião oficial do Estado, se opunha de forma veemente ao protestantismo. Uma leitura no livro de Maria de Melo Chaves - BANDEIRANTES DA FÉ https://livros.gospelmais.com.br/livro-bandeirantes-da-fe-maria-de-melo-chaves.html nos coloca literariamente diante de casos em que Pastores e fiéis correram o risco de serem mortos.

Mas é preciso que admitamos que apesar da perseguição de fora da Igreja os piores inimigos da Igreja estão infiltrados nela. Inimigos externos, de fora, a Igreja sempre teve.

Os piores inimigos da Igreja são os “quinta colunas”. São “cristãos” que na verdade nunca foram convertidos. Alguns nasceram na Igreja, mas nunca foram regenerados de verdade. Muitos morrem nessa condição assim como Esaú que nasceu de Isaque, era irmão gêmeo de Jacó, mas nunca foi realmente convertido. O escritor da carta aos Hebreus chama Esaú de homem impuro e profano, e que nunca se arrependeu de verdade. Muitos são como Judas Iscariotes, que viveu como discípulo de Jesus, teve o privilégio e a honra, que os demais onze discípulos tiveram de ouvir, ver, tocar em Jesus, comer com Jesus, dormir com Jesus, ouvir seus ensinamentos, ver sua luz e seus milagres, mas morreu sem nunca se arrepender de verdade.

Há, também, na Igreja aqueles que sofreram uma mutação psicológica e não a verdadeira regeneração espiritual. São pessoas que valorizam a boa moralidade e ao olhar para a Igreja encontram nela alguns posicionamentos que são como que respostas aos seus anseios morais. Mas elas não são convertidas, elas apenas aderem à comunidade, decoram o “evangeliquês” o jeito de ser dos verdadeiros cristãos, mas não são cristãos genuínos. O escritor da carta aos Hebreus descreve esse tipo de gente no capítulo 6. 1-12. São aquelas pessoas descritas por Jesus na Parábola do Semeador cuja semente caiu em solo rochoso ou em solo com espinheiros. Essas pessoas chegam a fazer Pública Profissão de Fé, elas chegam a se engajar de forma visível, mas na verdade nunca produzem os verdadeiros frutos porque, no primeiro caso, o solo rochoso, por não ter raiz profunda, logo vem o sol da perseguição, dos embates da fé, e ela morre. No caso do solo com espinhos, ela produz boa raiz, mas infelizmente essas pessoas são atraídas pela riqueza e Jesus mesmo disse que não se pode servir a dois senhores, a Deus e as riquezas. Ou você se agrada de um e aborrece o outro ou o contrário.

Há, então, o terceiro tipo de pessoa que está dentro da Igreja e que se constitui em problema sempre constante para o seu desenvolvimento e crescimento. São cristãos que foram realmente regenerados, mas que são como os irmãos da Igreja de Corinto. São crianças espiritualmente falando. Esses irmãos dão mais trabalho do que trabalham. Aliás, crente que não trabalha, dá trabalho. São pessoas que vivem constantemente internadas em uma UTI espiritual, não crescem, não evoluem. São crentes, muitas vezes, cheios de boa vontade e boa intenção, mas são fracos, enfermos espirituais constantes.

No Pastorado tenho visto crentes dos quais jamais desconfio de sua verdadeira regeneração, mas que vivem envolvidos em conflitos, embates, porfias. Nunca estão satisfeitos com a liderança, vivem contestando os procedimentos, os projetos pré-estabelecidos, tem sempre uma opinião que entendem ser a melhor. São sempre inconstantes na fé. Dão enorme trabalho e tudo isso resulta em dificuldade para o crescimento da Igreja local. 

Conheço Igrejas que são famosas por terem famílias que se julgam donas da Igreja local e onde nenhum Pastorado resulta em crescimento. Quando tudo parece que vai bem, os ciúmes e a inveja, frutos da carnalidade, vem à tona e a Igreja acaba vivendo a realidade do escândalo. Talvez você que esteja lendo esse meu escrito conheça alguma Igreja assim.

A Igreja não pode ser uma Torre de Babel onde cada um esboça um tipo de cristianismo seu, pessoal e que tenta impor aos outros. A Igreja não pode ser a Torre de Babel um lugar onde o orgulho e a desobediência se tornam impeditivos para o seu crescimento, onde cada um tem sua concepção de vida cristã e tenta impô-la aos outros.

Então queridos e assim que surgem outras igrejas, outras comunidades. Talvez um trabalho bastante esclarecedor fosse fazer uma catalogação das comunidades ditas evangélicas no Brasil hoje. Eu que estou na Igreja por toda minha vida, vi nascer tantas denominações que já perdi a conta. A grande maioria gerada como divisão de igrejas e comunidades.

A cada dia que passa uma nova porta em uma avenida se abre com uma placa dando ciência de que se trata de mais uma comunidade evangélica. O triste mesmo é ver que de evangélica ela só tem o nome e o jeito.

Como agir diante desse quadro em que na verdade não há crescimento da Igreja e sim um inchaço? Como nos posicionarmos? O que fazer?

Creio que em primeiro lugar devemos olhar para trás e contabilizar nossa vida cristã. Quantos frutos temos produzido? Quantos são discípulos de Jesus por nossa instrumentalidade? Quem somos nós no Corpo de Cristo que é a Igreja? Somos agentes da unidade ou somos dissolutos e partidários (Filipenses 2.1-11)?

Depois de fazermos esse auto exame precisamos filtrar tudo pela Palavra de Deus. Antigamente os evangelistas diziam: “Procurem uma Igreja Evangélica mais próxima de sua casa”. Hoje o mais correto a ser dito é: “Procure uma Igreja que esteja bem próxima da Palavra de Deus, ainda que seja longe de sua casa”.

Os cristãos receberam dos Reformadores a benção do resgate do Sacerdócio Universal dos Crentes. O fiel poderia então examinar de livre moto a Palavra de Deus sob a iluminação do Espírito Santo. Não era mais preciso a intervenção do Sacerdote (Padre ou outro Clérigo qualquer). Uma das primeiras atividades de Lutero foi traduzir a Bíblia para a língua alemã e colocar o livro Santo nas mãos do povo tirando-o da tirania da igreja daqueles dias em que mais valia o que o clero pregava do que o que a Bíblia dizia.

Hoje vivemos o mesmo descaso. Há Bíblia de todo tipo e de para todos os gostos. A Bíblia continua sendo o livro mais vendido no mundo, apesar de existir países onde ela é proibida, mas mesmo assim o povo sofre de um tipo de analfabetismo espiritual e teológico simplesmente porque não age como os judeus de Beréia que conferiam o que Paulo dizia com a Escritura (Atos 17.10-15). Em muitas dessas ditas igrejas evangélicas, o que vale é o que o líder diz. Não há maior ignorância sobre a Bíblia do que admitir o apostolado hoje. Não há maior ignorância sobre a Bíblia do que transformar a Igreja em um balcão de negócios onde se prega a teoria da prosperidade. Não há maior ignorância hoje do que admitir o tipo de idolatria, e de culto à personalidade que vemos em algumas comunidades. Não há maior equívoco teológico e bíblico do que construir um templo como o de Salomão reduzindo o cristianismo ao judaísmo. Daqui a pouco vão praticar a circuncisão novamente, celebrar a Páscoa e tudo aquilo que Cristo por seu Sacrifício Vicário e Expiatório concretizou e transformou em obsoleto.

O maior inimigo da Igreja não é o Islamismo, nem o Hinduísmo, ou o Espiritismo, ou ainda o Budismo, ou qualquer outro ismo. Esses são inimigos explícitos! O mais perigoso inimigo é aquele que se veste como igreja, usa o linguajar cristão, tem ações sociais em favor dos pobres, está na televisão e no rádio, promove grandes concentrações (Marcha Para Jesus, por exemplo).

Na tarde do dia em que foi traído, Jesus se pôs à mesa com seus doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus declarou que um dentre eles o trairia. Entristecidos e curiosos um por um se pôs a perguntar: “Sou eu Senhor?”. E Jesus respondeu: “O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá”. (Mateus 26.20-25)

Eis o maior inimigo da Igreja e o mais letal. Aquele que “mete a mão no prato com os verdadeiros cristãos. Aquele que come o pão, como companheiros, mas na verdade são inimigos da cruz”.

Que Deus nos livre de sermos desse contingente e nos faça humildes e verdadeiramente laboriosos em prol da saúde, desenvolvimento e real crescimento da Igreja de Cristo.

Um comentário:

  1. Muito bom comentário, pobre e sofrida igreja, ainda bem que a volta de Cristo está próxima - Maranata, vem Senhor Jesus!

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