sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

JESUS E O CRISTIANISMO


O homem é um ser religioso. Não importa o credo que uma pessoa esboce, ela é uma pessoa religiosa.

Maomé foi religioso? Sim. Ele é o fundador do Islamismo, muçulmanismo. Mas qual foi o credo anterior de Maomé? Eu tenho minhas convicções a esse respeito e ainda penso que Maomé tentou uma síntese entre o judaísmo e o cristianismo, mas não sabemos ao certo qual era seu credo religioso antes de fundar o Islamismo. A história diz que ele recebeu uma revelação do anjo Gabriel que lhe ditou o Alcorão. Para o Islamismo, Maomé é o último de uma sequência de profetas que começou com Adão.

Sidarta Gautama foi religioso? Sim, claro. Mas de quem estamos falando? Bem, todos conhecem Sidarta Gautama como Buda. Buda significa em sânscrito “O Iluminado”. Ele é o fundador do Budismo. Mas o que ele foi antes de fundar sua filosofia de vida que virou religião? Ninguém ao certo sabe. O que se sabe é que ele especulou até os trinta e cinco anos e teve certo insight quando meditava debaixo de uma figueira.

Jesus foi religioso? Sim, foi!  Mas qual era a sua religião? Bem; ele nasceu da descendência de Davi. Seus pais, José e Maria eram judeus. Então é de se supor que Jesus tivesse como religião o Judaísmo, não é verdade? E não erraríamos se fizéssemos tal colocação. Mas mesmo sabendo disso temos pouca informação de Jesus quanto a ser um praticante do Judaísmo. A única informação que temos de Jesus em relação ao Judaísmo é aquele em que ele, com doze anos de idade, fica em Jerusalém enquanto seus pais, pensando que ele estivesse na caravana que voltava para casa, não percebem que ele não volta com eles. Depois de um dia de caminhada eles descobrem que Jesus não estava na caravana e voltam para Jerusalém. Depois de três dias eles o encontram no Templo, sentado na companhia dos mestres, ouvindo-os e propondo-lhes questões. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com a sua capacidade intelectual e com a maneira como comunicava suas conclusões. (Lucas 2.41-52)

Eu confesso a você que gostaria muito de saber sobre o que Jesus conversou com aqueles religiosos, porque o texto dá a entender que eles não ficaram humilhados e nem diminuídos diante da sabedoria e da intelectualidade do adolescente Jesus.

Do seu nascimento até esse episódio em que ele tem 12 anos nada sabemos sobre Jesus e também nada sabemos como era sua vida depois desse episódio até os 30 anos quando começou o seu ministério terreno. Sabemos que José e Maria eram praticantes do Judaísmo. O fato de eles irem para Jerusalém quando o menino fez doze anos é uma prova disso. Aos doze anos a tradição judaica considerava o jovem menino como filho da lei, e seu dever era aprender os preceitos mais amplos da Lei de Deus, para que, no ano posterior, iniciasse a prática das cerimonias relacionadas às festas, jejuns, orações e estudos teológicos.

Devemos admitir sem medo de errar que Jesus foi ensinado a praticar a religião judaica; o Judaísmo. Mas sinceramente, temos que admitir algumas verdades sobre Jesus que nos deixam estupefatos. Essas verdades mostram que Jesus era um judeu que, de certa forma, contestava o Judaísmo praticado em seus dias.

Veja o caso do Sermão do Monte. Por diversas vezes ele diz: “Ouvistes que vos foi dito; eu, porém vos digo”. E então Jesus vinha com uma explicação sobre alguns aspectos da Lei de Deus que aprofundava o entendimento, ou na verdade esclarecia um ponto que era entendido de forma obscura ou até equivocada.

Veja você como Jesus tratou a questão da guarda do sábado: ora ele não disse jamais que o sábado deveria ser tratado como um dia qualquer, mas que o sábado havia sido feito para o homem e não o homem para o sábado. Nessa questão Jesus ensina de forma sutil que quando a lei é maior do que o homem, ela é inútil. A Lei tem como objetivo preservar a humanidade e não legislar contra ela. Jesus também ensinou que a misericórdia triunfa sobre a lei. Ele fez isso quando curou, no sábado, a mão ressequida de um homem. (Lucas 6.6-11; Mateus 12.9-14 e Marcos 3.1-6)

Portanto, Jesus era um judeu que pensava corretamente sobre sua religião, ou seja, sobre a religião dos seus antepassados. Ele mostrou que as autoridades da religião judaica não haviam compreendido bem o Deus com quem fizeram uma aliança.

Jesus certamente foi, como todo judeu do sexo masculino, circuncidado ao oitavo dia. Esse era o sinal da aliança dos seus pais. Mas Jesus se permitiu ser batizado por seu primo, João Batista, e não o fez como alguém arrependido dos seus pecados e que cria em um redentor, (Ele não tinha pecados e Ele era o redentor) mas simplesmente para mostrar a transição do sinal da Antiga Aliança para o sinal da Nova Aliança. Portanto, Jesus foi um judeu que contrariou em muito a tradição dos seus antepassados porque ele mostrou que agora o sinal de pertencimento ao verdadeiro Israel (Igreja) não seria mais a circuncisão e sim o Batismo.

Veja você que Jesus, como bom judeu, celebrou a Páscoa. Mas foi exatamente na celebração da Páscoa que aconteceu, de verdade, a última Páscoa porque Jesus, enquanto comia a Páscoa pegou um pão e dando graças, quebrou-o, e o deu aos seus discípulos, recomendando: “Tomais comei; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou um cálice, deu graças e o entregou aos seus discípulos, proclamando: “Bebei dele todos vós, pois isto é o meu sangue da aliança derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”. (Mateus 26.26-28).

Já na passagem de I Coríntios 11.23-30 recebemos mais luz sobre a Ceia. Paulo diz que na revelação que recebeu, Jesus acrescenta ao dar o Pão: “Fazei isto em memória de mim”. E mais, no versículo 26 Paulo diz: “Portanto, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice proclamais a morte do Senhor, até que Ele venha”. Paulo está dizendo que a Ceia inaugurada por Jesus, não só colocou fim na celebração da Páscoa, festa do Judaísmo, como deve ser praticada até o dia de sua volta, agora como festa em uma nova “religião”.

Portanto, Jesus se contrapôs ao Judaísmo de seus dias quando celebrou a última Páscoa e a primeira Ceia, simplesmente porque o cordeiro Pascal seria Ele daí a poucas horas e, com sua morte todo eleito de Deus seria gratuitamente salvo assim como foram seus antepassados do terror da escravidão no Egito.

O supremo em Jesus é que ele vindo do Judaísmo, inaugurou outra religião que foi chamada de “caminho”, mas que por fim, por conta dos seus discípulos terem sido chamados de Cristãos (Atos 11.26), tornou-se o fundador do Cristianismo como outro credo, outra religião.

Cristianismo é religião porque é nele que encontramos Jesus, o Messias, aquele que cumpriu tudo que era simbolizado no Judaísmo. Cristianismo é religião porque o cerne a essência dessa religião é o próprio Cristo aquele de quem os profetas do Antigo Testamento tanto falaram, aquele que iria, por seu sacrifício vicário e expiatório, colocar os eleitos de Deus em um novo relacionamento com esse Deus (Efésios 1.3-14).

O Cristianismo não é uma religião inventada no vácuo da história. Ele não é uma filosofia de vida, mas uma Teologia Para a Vida. O Cristianismo proclama o Evangelho que é a Boa-Nova de que Deus enviou Jesus seu filho para inaugurar um novo tempo, abrir um novo caminho para o relacionamento dos Seus eleitos com Ele.

Se o Cristianismo é Cristo e se Cristo é o único que nos coloca em um novo relacionamento com Deus, então o Cristianismo é sim, simplesmente não só uma religião, mas única e verdadeira religião.

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