terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

VÍDEO DO ANIVERSÁRIO DO MEU NETINHO BERNARDO



BERNADO: 

Hoje ele completa cinco anos. Ponho-me às vezes a me perguntar...Quanto nessa sua estrada da vida poderei estar com ele? A resposta é maravilhosamente desconhecida. Sim, maravilhosamente. Seria triste saber exatamente quando iremos bifurcar na estrada da vida. Seria triste saber com anterioridade quando iremos nos separar. Por isso eu desfruto, degusto, saboreio, cada momento. Por isso essa ignorância é maravilhosa.

Outro dia alguém me disse: - Maurão eu admiro a forma como você se diverte e ama seus netos. Eu ri por fora e vibrei por dentro. Sim, eu me alegrei enormemente porque isso é uma grande verdade. Nunca me canso de estar na companhia dos meus netos. Eu aproveito o máximo e com a experiência que acumulei como pai. Hoje sou muito mais calmo, experiente e sábio. Hoje eu ouço com mais paciência, compreendo melhor e silencio muito mais.

Bernardo faz hoje cinco anos de vida. Ah! Que alegria. Tenho convivido com meu netinho o máximo que posso. É uma delícia ir buscá-lo na Escola às segundas-feiras no meu dia de folga. É uma delícia receber seu beijo e seu sorriso (acho que isso pode ir para o céu comigo). É gostoso demais ouvir suas falas precoces. Sua tiradas de inteligência que mostram a influência da tecnologia dos nossos dias sobre a cabeça das crianças.

O tempo certamente vai passar e eu não estarei por aqui. Então Bernardo; deixo esse escrito e esse filme que editei para deixar claro que minha vida ficou muito mais alegre e mais cheia de encanto com você e que, esteja onde eu estiver, vou amar você. Afinal de contas o amor de verdade nunca acaba e é eterno.

Beijão do vovo Maurão.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 5º ATO – A PRIMEIRA COMUNIDADE DE CRISTÃOS.


ATOS 2.41-47
Alguém já disse com muita propriedade que “um sermão pregado por alguém cheio do Espírito Santo, produziu a conversão de 3.000 pessoas e 3.000 sermões de uma pessoa cheia de si mesmo não é capaz de produzir sequer uma conversão”.

O que temos aqui é Pedro, aquele que negou Jesus três vezes de forma vil e covarde. Algo aconteceu com esse homem. Agora ele está cheio do Espírito Santo e explica que ninguém está cheio de bebida, mas sim cheios do Espírito Santo e que por isso falam as grandezas de Deus. O resultado era aquele que Deus preparou desde os tempos eternos – uma santa colheita. Eram as primícias dos convertidos.

E eles foram batizados. Não por imersão com a mais absoluta certeza. Amo meus irmãos batistas (alguns deles não me acham irmão), mas dizer que 3.000 pessoas foram batizadas por imersão é forçar demais a barra. Tenho por certo que foram batizados por aspersão. Bem, não vou discutir essa questão aqui. Imersão ou aspersão, a verdade é que foram batizados e passaram a compor a nova comunidade de santos que vai ser retratada de uma forma exuberante por Lucas no texto de Atos 2.42-47.


Lucas oferece, em Atos, alguns relatórios de como a comunidade de cristãos, a Igreja, ia se desenvolvendo e sendo inserida no contexto da sociedade do mundo daqueles dias. Aqui temos o primeiro relatório.

Nessa passagem temos a prescrição, a receita, o modelo de crescimento e revitalização de uma Igreja. Há tantos congressos sobre crescimento de Igreja, mas nenhum deles é superior a esse descrito por Lucas nesse seu primeiro relatório sobre a Igreja Cristã primitiva. Se qualquer comunidade cristã deseja crescer, é preciso olhar para esse texto, considera-lo e vivenciá-lo. Vamos a ele:

1. Era uma comunidade. Não havia cristãos com carreira solo como alguns pretendem ser hoje. O que se evidencia aqui é a comunidade.

2.Havia liderança espiritual. Os apóstolos (os 12) eram os responsáveis por orientar espiritualmente aquela Igreja.

3. Não havia templo como hoje. Mesmo com dificuldades eles tinham identidade comunitária. Reuniam-se nas casas ou no pátio do templo.

4. Era uma comunidade composta em sua grande maioria ou mesmo totalidade, de judeus convertidos ao cristianismo.

5.  Os membros perseveravam na doutrina (no ensino) dos apóstolos; perseveravam na comunhão; no partir do pão e nas orações. Portanto, a comunidade era tida por eles com muito zelo e consideração.

6.   Eram crentes em cujos corações havia o temor de Deus.

7.Muitos prodígios e sinais eram feitos, não pela membresia, mas pelos apóstolos. É importante frisar esse ponto.

8.Eles estavam sempre juntos, mas o que fazia deles uma comunidade de verdade era que eles tinham tudo em comum.

9.  Eles eram generosos e solidários. Eles se desfaziam de alguns bens que possuíam para poderem ajudar os mais carentes na comunidade. E faziam isso não por obrigação, mas voluntariamente.

10.Por serem judeus eles ainda iam ao templo, não mais para a prática litúrgica do judaísmo. Eles não iriam mais comemorar a Páscoa. Agora eles celebram a santa eucaristia, a Ceia do Senhor. Eles faziam isso com leveza de alma, com alegria e prazer e com singeleza de coração.

11.  Eles louvavam a Deus e contavam com a simpatia de todo povo. Por isso a Igreja crescia dia a dia.

Eis aí a prescrição para o crescimento da Igreja.

É fácil de entender; difícil de tornar isso em prática em nossas vidas eclesiásticas.

Que Deus abençoe as Igrejas locais e que elas busquem imitar essa comunidade padrão porque, com a mais absoluta certeza, o crescimento será real.

Amém. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 4º ATO – DISCURSO DE PEDRO. Atos 2.13-40


ATOS 2.13-40
Com tom de bom humor brinco dizendo que esse Sermão de Pedro não seria aprovado em nossos Seminários.

Sim, o que temos na passagem que ora consideramos é o primeiro discurso de Pedro. Depois ele fará outros no mesmo tom.

Chamamos a atenção do nosso leitor para o que teria provocado esse discurso. Pedro prega esse sermão com base na acusação  de que os crentes estavam bêbados. O que aconteceu é que após receberem o Espírito Santo como cumprimento da promessa, os crentes passaram a falar e a engrandecer a Deus nas línguas daqueles judeus que estavam em Jerusalém por ocasião da celebração da Festa das Primícias, que recebeu o nome grego de Pentecoste. Aquele balbuciar daquelas palavras sem que nada justificasse tal ato pareceu aos que ouviam e não tinham recebido o Espírito Santo, que os que assim procediam estivessem embriagados.

Pedro se levanta para esclarecer esse ponto. E Pedro, o mesmo que outrora acovardado quando fora acusado de seu um dos discípulos de Jesus e negou tal relação por três vezes, agora, cheio do Espírito Santo, se levanta não apenas na defesa dos seus irmãos em Cristo, mas também para esclarecer o que de fato estava acontecendo.

Sob a acusação de que eles estavam embriagados Pedro disse que isso não possível porque ainda era manhã. Depois, Pedro aplica, com uma alteração em alguns dizeres, a passagem de Joel 2.28-32 ao que estava acontecendo. O que Pedro está dizendo é que “aquilo lá” referindo-se ao texto do profeta Joel, “é isto aqui”, referindo-se ao derramamento do Espírito Santo. (Confesso com alegria que essa questão do “aquilo lá” é “isto aqui”, ouvi do meu querido Augustus Nicodemos Lopes em uma exposição do texto de Atos 2.1-4).

E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. Joel 2:28-32
E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais, embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Há pequenas alterações na fala de Pedro ao citar o profeta Joel. Pedro deixa claro que o fenômeno ocorrido é cumprimento da promessa e da profecia. Pedro afirma, cheio do Espírito Santo que, com o derramamento do Espírito Santo, estavam sendo inaugurado definitivamente o período chamado “últimos dias” que é o período compreendido desde o derramamento do Espírito Santo, até a Volta de Jesus.  Outra questão é que o Espírito foi derramado sob critério do Espírito Santo e não como resultado de uma busca da parte dos crentes. É claro que eles estavam esperando o derramamento do Espírito Santo. E eles o faziam em oração. Entretanto, o foco aqui é que eles esperavam algo que lhe havia sido prometido.  Há, também aqui, algo aqui algo de extremado valor – é o Espírito Santo que nos habilita a invocarmos o nome do SENHOR para que sejamos salvos.

Nesse sermão de improviso, provocado pelas circunstâncias, encontramos um Pedro diferente, corajoso intrépido. E ele fala em torno de acusação. Ele é duro! Referindo-se ao que aconteceu com Jesus, Pedro disse: “Vós os matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Vers. 23). É perfeitamente possível que em sua audiência houvesse muitos daqueles que acolheram Jesus quando Ele entrou em Jerusalém, mas a quem eles trocaram por Barrabás e sobre o qual pediram que fosse crucificado.  Pedro está simplesmente dizendo: “Vocês erraram quando crucificaram a Jesus”.

Nossa conversão acontece obedecendo a etapas indispensáveis. Uma delas é a admissão de nosso pecado, de nossa culpa, de nossa indignidade. Isso fica evidenciado na pergunta que fizeram a Pedro depois dele ter encerrado seu sermão. Diz o texto que seus corações estavam compungidos e perguntaram: “Que faremos irmãos?”.

A resposta foi: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2.38)

Ou seja: Vocês precisam mudar a forma de pensar e em consequência disso mudar a forma de agir. O filósofo disse: O pensamento é a alma da ação”. Sejam batizados, porque o batismo é o rito de inserção à Igreja Neo-Testamentária assim como a circuncisão era o rito de inserção do homem na comunidade de Israel. O arrependimento produz no coração humano o desejo de pertencimento à comunidade dos Santos. O arrependimento produz a remissão dos pecados já que nele está incluído a compreensão de que Cristo morreu de forma vicária e expiatória. Então o resultado é o recebimento do dom (singular) do Espírito Santo. O dom do Espírito Santo é a salvação em Cristo pura e simplesmente. Não se está falando aqui dos dons descritos por Paulo na carta que escreveu aos Coríntios. Ora para quem está com o coração partido por ter entendido que haviam crucificado o Messias, que tipo de alento seria o “falar em línguas”, ou qualquer outro dom. O que se está em jogo aqui é o destino de nossas almas. E a esse respeito Pedro diz que o Espírito Santo dispensa aquilo que é mais precioso – a salvação.

Pedro declarou: “Salvai-vos dessa geração perversa”. Atos 2.40

Aproximadamente três mil pessoas foram convertidas e batizadas naquele dia. Um sermão, três mil almas. Eis o resultado de um sermão saído da boca de um homem cheio do Espírito Santo.

Cumpre-se em Pedro o que lemos no versículo chave de Atos dos Apóstolos, Atos 1.8: “...mas recebereis o poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra”.

Esse poder do Espírito Santo é sabedoria bíblica para testemunhar, coragem e intrepidez para testemunhar até diante de algozes prontos a tirar nossas vidas e por fim, esse poder, é a capacitação em comunicar o evangelho e encontrar corações eleitos para ouvir, acolher e serem salvos.

Que Deus nos abençoe.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - 3º ATO - O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO



ATOS 2.1-13
A Festa de Pentecoste era uma das três festas anuais para as quais muitos judeus afluíam para Jerusalém. Era também chamada de Festa das Semanas, Festa da Colheita ou Festa dos Primeiros Frutos. As outras festas eram a Páscoa e a do Tabernáculos.

Claro que para essa viagem era preciso dispor de algum recurso, portanto, havia judeus, israelitas que por não terem os recursos necessários jamais participaram de tais festas em Jerusalém. Provavelmente era para uma dessas festas que o Salmista havia sido convidado e se expressou de forma tão notável no Salmo 122: “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor”.

Provavelmente a festa de Pentecoste fosse a mais concorrida, até se comparada à festa da Páscoa, se levarmos em conta a lista que Lucas nos oferece dos judeus originários de várias nações daquele primeiro século da era cristã.

O texto nos informa que os crentes (aproximadamente as 120 pessoas citadas em Atos 1.15) estavam no mesmo lugar e que de repente um som como de um vento impetuoso encheu toda a casa e línguas como de fogo pousou sobre cada um deles e que, de repente, eles começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito Santo os capacitava.

Esse episódio é singular, inigualável. Não há nenhum outro episódio em que os que falam outras línguas sem nunca a terem estudado, ouviram um som COMO de vento impetuoso e nem que línguas COMO que de fogo tenha pousado sobre eles.

Esse episódio é singular porque ele simplesmente acontece como cumprimento do que Deus disse por boca do profeta Joel (como vai esclarecer Pedro em seu discurso), profecia essa reeditada por Jesus na passagem de Atos 1.4-8.

Esse episódio é singular porque eles falam em outras línguas justamente em um momento no qual milhares de judeus de outras nações estavam ali em Jerusalém para a festa de Pentecoste e essa gente entendeu o que se dizia. Esses judeus visitantes em Jerusalém disseram: “Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua”. (Atos 2.11)

Esse episódio é singular porque ele é o cumprimento da promessa, como já dissemos acima. Não devemos aqui supor que essas pessoas não eram convertidas. Podemos concluir que aqueles sobre os quais o Espírito Santo foi derramado, eram crentes regenerados, mas eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo na perspectiva exposta por Jesus, por exemplo, em João 16.5-14.

Esse episódio é singular porque ele é um sinal para os ouvidos, porque eles ouviram um som COMO de um vento impetuosos, é um sinal para os olhos porque sobre cada um deles pousou línguas COMO de fogo e é um sinal para a boca porque eles passaram a falar nas línguas dos “judeus vindos de todas as nações debaixo do u” (Atos 2.5). Há um grande debate se o milagre das línguas aconteceu com os discípulos ou com a multidão, mas precisamos considerar que o Espírito Santo havia descido sobre os crentes e que eles receberam o milagre de poder falar em idiomas, em línguas de outras nações. Outra questão, que eu considero particular a esse respeito, é o que Lucas registra no final do versículo 4. Ele diz que os crentes começaram a falar noutras línguas (não em um som único e estático que seria decodificado pelos judeus em suas línguas e idiomas próprios). E diz que eles falavam noutras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava. Devemos registrar, todavia, que independentemente do entendimento a esse respeito, há algo que deve ser considerado notável: os judeus de várias partes do mundo entenderam o que era dito.

É notável que a maioria dos continuístas, daqueles que defendem literalmente que aquilo que aconteceu em Jerusalém se repita hoje, não explicam a ausência do som COMO de vento impetuoso e as línguas COMO de fogo.

O Rev. Augustus Nicodemos Lopes, interpreta o som COMO de vento impetuoso como o sinal daquilo que Jesus disse a Nicodemos sobre o vento: liberdade. O Espírito de Deus age onde, quando e como quiser. Ele sopra onde quer. Já no caso das línguas COMO que de fogo, ANL afirma que simboliza o poder purificador do Espírito Santo bem como o poder de iluminar as mentes entenebrecidas pelo pecado. Quanto ao dom de línguas, ANL considera quatro possibilidades:

1) O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo.

2) Um prenúncio de que o Evangelho será pregado a todas as nações em todas as línguas.

3) Um ato de reversão ao que aconteceu em Babel. Enquanto em Babel, por conta do orgulho, Deus os dividiu em línguas causando confusão e embaraço, aqui o coração humilhado se curva diante de Deus de forma una.  

4) Baseado no que diz Paulo aos Coríntios 14.20-24, o falar em línguas, como já havia ocorrido no passado quando Israel fora subjugado por povos que falavam outras línguas como ato de juízo de Deus, esse fenômeno Neo-Testamentário também se prestaria a esse propósito.
https://www.youtube.com/watch?v=SVeRTZUlxNY

O evento ocorrido naquele dia de Pentecoste é como a própria festa sugeria: É o dia das Primícias. É o dia da Colheita. É notável que naquele dia, aproximadamente três mil pessoas ouviram (sim ouviram de uma forma salvífica, ouviram para a salvação) a respeito da morte e da ressurreição de Jesus, creram e foram batizados.

Olhar para o fenômeno da glossolalia é reduzir o evento de Pentecoste. O evento de Pentecoste é Cristocêntrico antes de qualquer outra coisa. O Espírito Santo foi derramado para dar continuidade à obra redentora de Cristo Jesus. O nascimento de Jesus, sua encarnação, sua Paixão, sua Morte e sua ressurreição continuaram a ecoar pelas ruas de Jerusalém, em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra. E muitos tocados pelo Santo Espírito são feitos novas criaturas e creem em Cristo.

O Espírito Santo foi dado primordialmente para aplicar a obra salvífica de Cristo, para dar poder à proclamação e pregação das Boas-Novas, do Evangelho que tem como cerne a pessoa única de Cristo Jesus.

O evento de Pentecoste é único. Qualquer pronunciamento, em qualquer língua ou dialeto, que não sirva ao propósito de Atos 1.8 é apenas discurso humano eivado de ética e moralidade, mas sem a espiritualidade que gera vida.

Que o pensamento do salmista seja nosso quando disse: “Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis a ti, SENHOR, Rocha minha e meus Resgatador” (Salmo 19.14).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O APÓSTOLO NÚMERO 12 - 2º ATO - ATOS 1.12-26 - MATIAS -


ATOS 1.12-21
No texto referido temos a lista dos onze discípulos de Jesus. Sim, onze, porque a essa altura, Judas Iscariotes já havia suicidado. São eles: Pedro, João, Tiago e André, Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago filho de Alfeu, Simão o Zelote e Judas filho de Tiago.

Interessante, apenas para constar que logo no início da lista encontramos nos primeiros três nomes a referência justamente àqueles que estiveram no monte da Transfiguração. Outra observação quanto aos nomes é a presença de Tomé. Sim, aquele para quem Jesus disse que são mais bem-aventurados os que não viram e crerem, porque quando lhe falaram que Jesus havia ressuscitado, ele, Tomé duvidou. Portanto, agora o temos aqui, vivendo esse momento de extraordinário significado para o cristianismo. O evangelho é mesmo gracioso; eis o crédulo Tomé convertido, antes duvidoso.

Temos também Mateus. Aquele que escreveu o Evangelho.

Pouco ou nada se sabe, a partir da literatura canônica, a respeito da grande maioria desses homens no que consiste suas vidas de testemunho a partir deste momento. O que sabemos é que Tiago, irmão de João, irá morrer em breve por mãos de Herodes Agripa I  (Atos 12).  João será o último dos discípulos (apóstolos) a morrer depois de seu exílio na ilha de Patmos onde escreveu o livro de Apocalipse. Pedro aparece com proeminência e destaque até o capítulo 12 de Atos e depois desaparece.

Os demais não são citados mais neste livro que narra a história dos primórdios do Cristianismo, tanto em Jerusalém, reduto da religião judaica e do Cristianismo em sua fase inicial, quanto em Antioquia da Síria que será o reduto da proclamação e pregação do Evangelho ao mundo gentílico já que a Igreja de Antioquia era, podemos supor com boa dose de razão, composta em sua grande maioria por cristãos gentios.

Portanto temos bastante sobre Pedro, pouco sobre Tiago, nada sobre João, e muito sobre Paulo em Atos. Serão mais de 16 capítulos falando sobre esse personagem ímpar na propagação do Evangelho, no doutrinamento dos convertidos – através de suas cartas – principalmente entre os gentios. Mas, por incrível que possa parecer, na hora da escolha a Igreja elege Matias para suprir o lugar de Judas Iscariotes. É óbvio que não poderiam escolher Paulo, que a essa altura era Saulo, nascido em Tarso, cidade importante da Turquia, um fariseu, filho de pais judeus. Na verdade Saulo (Paulo) vai aparecer pela primeira vez no livro de Atos dos Apóstolos de uma forma nada elogiosa, ou seja, quando Estevão estava sendo morto por apedrejamento. Isso está em Atos 8.1 onde lemos: “E Saulo consentia na sua morte”. Passa-me a impressão, pelo menos na leitura em nossa língua, que Saulo poderia ter feito algo para evitar aquele terrível episodio, mas não o fez. Depois, até sua conversão no capítulo nove, Saulo aparece como um judeu ávido de eliminar da fase da terra qualquer traço da nova religião inaugurada por Jesus.

Mas a questão toda é que não são treze os apóstolos. Paulo se qualifica como tal no texto que escreve na primeira carta aos Coríntios (Coríntios 15) quando trata de defender a literalidade da ressurreição de Jesus. Teria a Igreja se precipitado em escolher Matias?

A esse respeito, temos, também, ainda os casos de Tiago e Barnabé. Barnabé é citado como apóstolo em Atos 14.14 e Tiago

Na tradição judeu-cristã o número doze é uma cifra sagrada, um símbolo de pleno sentido, já que eram doze os apóstolos, doze as tribos de Israel, doze as pedras preciosas do peitoral do sumo sacerdote, doze as portas da cidade de Jerusalém, a mulher celestial levava uma coroa com doze estrelas; inclusive a Bíblia diz que o número dos eleitos era 12 vezes 12.000, uma cifra que representa a totalidade dos santos.


A Nova Jerusalém terá doze portões feitos de doze perolas (21:21). Nesses portões haverá doze anjos (v.12), e os nomes escritos sobre os portões serão os nomes das doze tribos de Israel (v.12). O muro da cidade terá doze fundações, com os nomes dos doze apóstolos (v.14). A árvore da vida dará origem a doze diferentes frutos (22:2).

Essa não é uma questão de importância vital.  Mas devemos ser zelosos no entendimento das Escrituras Sagradas.

Quanto a essa questão sobre quem seria o 12º apóstolo é correto admitir que Matias o seja, pelas seguintes razões:

Primeiro, porque aqueles que o elegeram estavam cheios do Espírito Santo quando liderados por Pedro, elegeram a Matias.

Segundo, porque Matias preenchia todos os quesitos necessários para ocupar tão honroso lugar. (a) O escolhido deveria ter estado com os discípulos de Jesus durante todo o tempo em que Jesus desenvolveu seu ministério terreno. (b) Ele precisava ser testemunha da ressurreição de Jesus.

Dois dentre os que ali estavam foram indicados, creio eu, com base nesses quesitos: José chamado Barsabás também conhecido como Justo e Matias.

Terceiro motivo: É notável e interessante a oração que os irmãos fizeram antes de lançarem sorte: “Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido para assumir este ministério apostólico que Judas abandonou indo para o lugar que lhe era devido” (NVI Atos 1.24,25).

Os irmãos oraram e lançaram sortes e a sorte caiu sobre Matias e ele então passou a ocupar o lugar de Judas Iscariotes. Podemos afirmar com segurança que essa foi uma decisão divina pela instrumentalidade daquela assembleia.

Portanto, devemos ter como líquido e certo que Matias é o 12º apóstolo. Entretanto, isso não quer dizer que Paulo não era um apóstolo. Ele mesmo, em sua defesa de seu apostolado na carta que escreve aos Coríntios (I Cor. 15) se defende dizendo que foi um “nascido fora de tempo”, e até num arroubo apologético, diz que fez mais do que todos eles. Nessa notável passagem bíblica Paulo se considera o menor dos apóstolos, mas ainda assim se considera apóstolo e entende que os irmãos deveriam considera-lo assim igualmente.

Portanto, quando lemos Apocalipse 21.14: O muro da cidade tinha doze fundamentos, e nele estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”, devemos ter como líquido e certo que os nomes são: Pedro, João, Tiago e André, Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago filho de Alfeu, Simão o Zelote e Judas filho de Tiago e Matias. Mas também devemos nos regozijar em saber que Paulo preencheu o primordial quesito para ser habilitado ao Apostolado – Ele foi convertido, viu o Cristo ressurreto de quem, inclusive, recebeu revelações especiais e de importância vital para o desempenho de seu ministério principalmente entre os gentios, justamente ele, israelita da tribo de Benjamim o segundo filho de José com a mulher que ele amava, Raquel, alguém nascido de pais judeus (Hebreu de Hebreus) circuncidado ao oitavo dia, quanto a lei fariseu e tão zeloso que perseguiu a própria Igreja (Filipenses 3.1-11) da qual ele é um notável representante e o maior missionário de toda a história de missões.

Não há mais apóstolos hoje. O último apóstolo a morrer foi João. Ninguém mais viu como os 12, e o próprio Paulo, o Cristo Ressurreto.

O que há hoje é uma corrida por títulos que garantem poder e proeminência. Incorrem, os tais apóstolos dos nossos dias, o mesmo equívoco de Tiago e João, ou seja, a tolice motivada pela exaltação de querer ser maior no reino de Deus esquecendo-se, lamentavelmente, daquilo que Jesus ensinou – que a humilhação precede a exaltação e que todo o que quiser ser maior que seja o menor e sirva aos demais (Lucas 18.8-19 e Lucas 20.26).

Que Deus nos abençoe.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - 1º ATO


ATOS 1.1-11
Jesus está com seus discípulos. Ele havia ressuscitado dentre os mortos e come com eles. Então Jesus os orienta dizendo que não devem sair de Jerusalém porque a promessa do Pai iria se cumprir ali. João batizou com água, disse Jesus, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo.

Seus discípulos então revelam outra preocupação; eles queriam saber se este seria o momento de se verem livres do domínio estrangeiro. Israel e Judá viviam sendo conquistados e subjugados por outros povos – Assírios, Babilônicos, Medos e Persas, Grécia e agora Roma. Os judeus ansiavam por viverem a autonomia que gozaram nos dias, por exemplo, do grande rei Davi. Eles viviam, naquele momento, o constrangimento de serem subjugados pelos romanos.

Jesus disse a eles que essa questão era da economia divina e que eles não deveriam se preocupar com isso, mas sim em que receberiam o poder para serem testemunhas Dele quando o Espírito Santo fosse derramado. Tendo dito isso Jesus foi assunto aos céus. Enquanto eles olhavam para as alturas surgiram diante deles dois varões vestidos de branco que lhes disseram que da mesma forma como Jesus foi elevado aos céus, ele voltaria.

Nesta cena 1, neste primeiro ato do livro de Atos dos Apóstolos, temos cinco temas exuberantes. Temos a ressurreição de Jesus, a assunção de Jesus, a volta de Jesus, a missão dos seus discípulos e a unção que receberiam para cumprir essa missão.

O prezado leitor que se aprofundar na leitura do livro de Atos verá que a ressurreição é um tema recorrente nos discursos de Pedro e de Paulo. A ressurreição é a coroa da proclamação do evangelho. Jesus não foi retido e nem vencido pela morte; Ele ressuscitou. Ainda que as autoridades da religião judaica tentassem impedir essa proclamação, ainda que os “sábios” de Atenas considerassem Paulo um tagarela exatamente quando Paulo falou da ressurreição de Jesus (Atos 17.32), é a ressurreição de Jesus a demonstração de que a semente da mulher pisou na cabeça da serpente (Diabo) e venceu o pior inimigo da humanidade – a morte.

Diz o texto que Jesus foi retirado do cenário do seu ministério terreno ao ser elevado às alturas. Ele foi assunto aos céus. Paulo diz que Ele está assentado nas regiões celestiais e todos os que Nele creem estão com Ele assentados, também (Efésios 2.6). Na carta aos Colossenses Paulo declara enfaticamente que Jesus está assentado à direita de Deus nas alturas (Colossenses 3.1). Estevão quando era apedrejado, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé, à direita de Deus e disse: Vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé, à direita de Deus”. (Atos 7.55) Jesus reina! Ele ressuscitou e está vivo ao lado do Pai. Aleluia! Que grande notícia é essa!

A cena 1 de Atos mostra a declaração dos dois varões vestidos de branco que se puseram ao lado dos que assistiram a assunção de Jesus de que da mesma forma como o viram subir, Ele voltará. Que esperança maravilhosa essa! O noivo voltará para as bodas com a noiva (Mateus 25.1-13). Pode demorar, como no caso da Parábola das Dez Virgens, mas o noivo virá. A volta de Jesus será repentina, será como o relâmpago (Mateus 24.27). Todos dobrarão os seus joelhos, mas para muitos será tarde demais como foi para o caso das cinco virgens imprudentes (Filipenses 2.9-11, Mateus 7.21-23). Muitos o reconhecerão como Salvador e Senhor, mas serão desprezados pela eternidade simplesmente porque a fé crê no inacreditável, vê o invisível e espera o inesperado. Jesus voltará da mesma forma como foi assunto aos céus. Você está preparado para esse momento se ele ocorrer exatamente agora?

Mas o texto fala de um poder que habilitaria os discípulos de Jesus a testemunhar a Seu respeito. Eles iriam precisar desse poder. As hostes do inferno não conseguiram impedir que Jesus cumprisse seu ministério terreno, não obtiveram êxito em mantê-lo no sepulcro. Deus com seu grande poder O fez ressuscitar dentre os mortos. Agora o inferno iria tentar sufocar as vozes daqueles que O viram ressurreto. O Sinédrio ordenou que Pedro e João não falassem mais sobre a ressurreição; o mesmo Sinédrio foi responsável pelo julgamento e morte de Estevão. Os judeus enfurecidos investiram contra a Igreja tentando impedi-la de falar da ressurreição. Mas eles estavam cheios do Espírito Santo e uma pessoa cheia do Espírito Santo tem o poder, a coragem e a inteligência para adentrar os portões do inferno e retirar de lá os eleitos de Deus.

Os discípulos receberam a unção do Espírito Santo para terem o poder do Espírito Santo no cumprimento da missão proclamadora das Boas-Novas de Salvação. Aleluia! Durante estes dois milênios a Igreja tem proclamado o Evangelho de Jesus Cristo. O Diabo com suas legiões têm tentado impedir que os discípulos de Jesus proclamem esse evangelho. Entretanto, muitos escolhidos têm ouvido o chamado assim como Zaqueu ouviu e desceu do Sicômoro para ser uma nova criatura, um novo homem. A Igreja que adora ao Trino Deus deve ser a mesma que, sob o poder do Santo Espírito proclama o Evangelho, as boas novas de que Deus veio a este mundo na pessoa maravilhosa de Cristo Jesus e cumpriu cabalmente o seu ministério DE REDENÇÃO, sua obra DE RESGATE, sua missão que é salvar aqueles a quem Deus escolheu antes da fundação do mundo (Efésios 1.-3-14).

Encerra-se o primeiro ato. As cortinas se fecham no primeiro ato do livro dos Atos. O que virá depois? 

Bem....isso é assunto para nosso próximo capítulo. Deus te abençoe.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

VOLTEMOS AO PRIMEIRO AMOR Apocalipse 2.1-7


Eles formavam o casal perfeito. Viviam de mãos dadas, abraçados, sempre sorrindo um para o outro. Ele era extremamente gentil e presenteava a sua noiva. Ela, retribuía. Todos na Igreja diziam: “Casal 20”.

E o grande dia chegou. Uma cerimônia linda de casamento. Uma festa maravilhosa. Amigos, parentes, música. Havia alegria e festa naquela ambiente. E eles foram para a lua de mel.

O primeiro mês foi de paixão pura. Um se entregava ao outro com doçura e prazer. Eles se divertiam e reafirmavam os votos que fizeram no dia do casamento.

Mas o tempo foi passando e a sublimidade e intimidade do recesso do lar foi apagando a chama. Trabalho, estudo, igreja, compromissos com amigos e parentes, problemas financeiros, e alguns desapontamentos. Ela pensou: Será que estou enganada?”. Ele pensou: “Puxa vida; ela não é mais a mesma”.

Agora qualquer problema se tornava uma tempestade em um copo de água. Ele já não sentia mais tanto prazer em voltar para casa depois do trabalho. Começou a curtir os amigos. Ela sentia falta de companhia em casa, mas quando ele chegava havia pouco diálogo e quando eles dialogavam as cobranças desgastavam a conversa e eles acabavam discutindo. Iam deitar e como o clima estava pesado, não havia condições para a prática do amor.

Então a relação conjugal se desgastou ao ponto de pedirem o divórcio. Cada um para o seu lado.

Talvez não nos demos conta de que isso acontece também em nosso relacionamento com Deus.

Jesus escreveu uma carta à Igreja de Éfeso e disse exatamente isso: Vocês continuam sendo zelosos, operosos e organizados. Você não admitem pessoas falsas no convívio com vocês, mas eu tenho contra vocês uma coisa: Vocês abandonaram o primeiro amor e as primeiras obras.

A cidade de Éfeso era uma metrópole. Era passagem obrigatória de todos os viajores que saindo do Oriente se dirigiam ao Ocidente ou o contrário. Naquela cidade havia uma comunidade cristã que nasceu sob os auspícios do apóstolo Paulo em sua segunda viagem.

Era a grande e fenomenal cidade de Éfeso onde havia o templo da Deusa Artemis ou Diana como os romanos a chamavam. Esse templo foi considerado uma das sete maravilhas do mundo.

Nessa cidade a pregação do evangelho foi tão profícua que afetou até o comércio das estatuetas da Deusa Artemis de tal maneira que os ourives representaram judicialmente contra os cristãos.

Você pode imaginar algo desse tipo? As pessoas agora não queriam mais saber da tal deusa da fertilidade em cujo templo aproximadamente mil sacerdotisas cultuais ofereciam seus corpos para qualquer homem.

Algo parecido aconteceu com a presença de Calvino em tanto em Berna como em Genebra na Suíça. Cidades que se tornaram centros da segunda Reforma Protestante tendo como esteios Lutero e Zuinglio e os famosos pregadores, Antoine Froment e Guilherme Farel. Foi Guilherme Farel quem convenceu Calvino a ir para Genebra quando o Reformador francês deseja mesmo ir para Strasburgo.

Éfeso conheceu o evangelho pregado por Paulo de forma contundente. Como dissemos até o comércio de suvenires da deusa Artemis teve uma considerável queda.

Jesus envia sua carta a essa Igreja reconhecendo algumas de suas virtudes, mas Ele torna enfático o fato de que havia algo de grave naquela Igreja e isto é que “eles haviam abandonado o primeiro amor”.

Eles precisavam reaquecer a chama que outrora havia brilhado de forma tão poderosa que toda a cidade percebeu seu brilho. Eles precisavam voltar ao primeiro amor porque os caminhos se dividem quando o amor é desprezado.

Mas o que é este primeiro amor? O que são estas primeiras obras? Não temos a resposta no texto, mas nós podemos deduzir.

I – O PRIMEIRO AMOR
NOSSA CONVERSÃO.

O primeiro amor e as primeiras obras são aquele momento maravilhoso em que conhecemos Jesus como nosso Salvador e nosso Senhor. Jesus está se referindo à nossa conversão, ao nosso novo nascimento, à nossa regeneração, àquele momento em que descobrimos quem somos realmente, ou seja, totalmente depravados e como consequência dessa nossa total depravação concluímos que somos totalmente inábeis para nos relacionarmos com Deus e obter dele a vida plena e eterna.

Alguém escreveu: Se tu te vês como Deus te vê, então estás pronto a receber o que Ele te oferece, ou seja, Cristo Jesus, seu filho, nosso Salvador e Senhor”.

Nossa primeira reação ao descobrirmos quem nós somos realmente, não é uma reação de alegria e júbilo, mas sim de tristeza e desespero. Por isso Jesus começou seu Sermão do Monte dizendo: “Bem-aventurados os humildes de Espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”. (Mateus 5.3-5)

Os humildes são aqueles que, tocados pelo Espírito de Deus, olham para si mesmos e descobrem o quão são indignos e miseráveis são por causa de seus pecados. É por isso que eles choram e se tornam equilibrados e mansos. Eles se veem livres de toda jactância, orgulho, soberba e arrogância.

O primeiro amor e as primeiras obras são esse momento de conversão de regeneração, de novo nascimento, que se por um lado revela quem nós na realidade somos e por isso nos entristecemos, por outro lado traz a alegria da salvação, a alegria de termos encontrado um salvador, a alegria que teve o filho pródigo em ter sido recebido por seu pai mesmo o tendo ofendido de forma tão cruel.

II – O PRIMEIRO AMOR
NOSSA SANTIFICAÇÃO.

Com a mais absoluta certeza os irmãos da Igreja de Éfeso experimentaram não apenas uma mudança na cosmovisão, mas experimentaram também uma mudança na forma como passaram a viver a vida.

Quando um casal se casa, tanto o esposo quanto a esposa, deixam a vida de solteiros (singles como se diz no inglês) e passam a viver a vida de casados com uma agenda diferente.

Paulo diz aos efésios que eles deveriam remir o tempo ou seja, eles deveriam deixar a vida de pecados que viviam antes e passar a viver em novidade de vida.

Na carta aos Efésios na passagem que vai do versículo 17 do capítulo 4 até o versículo 21 do capítulo 5.

Mentira; ira pecaminosa; furto e roubo; palavras torpes; amargura; Cólera, gritaria, blasfêmias, malícia, impureza sexual, cobiça, conversa torpe, chocarrices, Incontinência, impureza, avareza, idolatria.

É logicamente possível que os irmãos da Igreja de Éfeso viviam uma fé meramente confessional. Não havia a santidade de outrora. Não havia a transformação de outrora. Era uma comunidade “certinha”, mas vazia da graça simplesmente porque não havia realmente santidade, apenas moralidade.

III – O PRIMEIRO AMOR
NOSSA FRUTIFICAÇÃO.

Não há nada mais encantador na vida cristã do que produzir outros discípulos para Jesus. Na verdade a evangelização e o discipulado é uma forma de refinamento espiritual.

A poesia de Stênio Marcius é interessante ao retratar a figueira com folhas e sem frutos, o que ilustra bem a vida de muitos cristãos que são muito certinhos do ponto de vista moral, eclesiástico, mas que não frutificam.

CONFISSÕES DE UMA FIGUEIRA  
Ele veio a mim
Procurando por frutos, veio a mim
Estendeu Sua mão
Percorreu minhas folhas, meus ramos
Nada encontrou
Foi tão triste, mas nada encontrou
Mal podia acreditar
O sol bateu e eu me escondi
A chuva em mim e eu me encolhi
Terra boa nas minhas raízes
Mas eu não frutifiquei
De que me vale tantas folhas
Vistoso verde, inútil e belo
E agora o que é que eu vou dizer
Tive tudo e nada fiz
Frutificar é necessário. Jesus disse que o ramo que estando nele der fruto Ele o limpa para que frutifique mais ainda.

Sinceramente, é inconcebível cristãos que passam a vida toda sem ter filhos espirituais. Uma das exigências para se arrolar alguém à membresia da Igreja seria que aquele que professa sua fé, produza pelo menos um filho espiritual em um ano.

Se há uma dieta que revitaliza a vida cristã e uma comunidade cristã essa é a dieta evangelística, que discípula pessoal e comunitária.

CONCLUSÃO

Para não abandonarmos o primeiro amor é preciso que voltemos àquele maravilhoso dia de nossa conversão, é preciso que zelemos por nossa santificação pessoal e que produzamos filhos espirituais.

Pode acreditar: se não fizermos isso com urgência, nossa “fé” se esfriará e à despeito de toda nossa correção doutrinária iremos ser cristãos certinhos, mas sem graça, Igrejas organizadas mas sem vida de verdade.

Que Deus se apiede de nossas almas e que possamos orar como fez Habacuque: “...aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da tua misericórdia”. Habacuque 3.2b

Amém.

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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