domingo, 19 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 4º ATO – DISCURSO DE PEDRO. Atos 2.13-40


ATOS 2.13-40
Com tom de bom humor brinco dizendo que esse Sermão de Pedro não seria aprovado em nossos Seminários.

Sim, o que temos na passagem que ora consideramos é o primeiro discurso de Pedro. Depois ele fará outros no mesmo tom.

Chamamos a atenção do nosso leitor para o que teria provocado esse discurso. Pedro prega esse sermão com base na acusação  de que os crentes estavam bêbados. O que aconteceu é que após receberem o Espírito Santo como cumprimento da promessa, os crentes passaram a falar e a engrandecer a Deus nas línguas daqueles judeus que estavam em Jerusalém por ocasião da celebração da Festa das Primícias, que recebeu o nome grego de Pentecoste. Aquele balbuciar daquelas palavras sem que nada justificasse tal ato pareceu aos que ouviam e não tinham recebido o Espírito Santo, que os que assim procediam estivessem embriagados.

Pedro se levanta para esclarecer esse ponto. E Pedro, o mesmo que outrora acovardado quando fora acusado de seu um dos discípulos de Jesus e negou tal relação por três vezes, agora, cheio do Espírito Santo, se levanta não apenas na defesa dos seus irmãos em Cristo, mas também para esclarecer o que de fato estava acontecendo.

Sob a acusação de que eles estavam embriagados Pedro disse que isso não possível porque ainda era manhã. Depois, Pedro aplica, com uma alteração em alguns dizeres, a passagem de Joel 2.28-32 ao que estava acontecendo. O que Pedro está dizendo é que “aquilo lá” referindo-se ao texto do profeta Joel, “é isto aqui”, referindo-se ao derramamento do Espírito Santo. (Confesso com alegria que essa questão do “aquilo lá” é “isto aqui”, ouvi do meu querido Augustus Nicodemos Lopes em uma exposição do texto de Atos 2.1-4).

E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. Joel 2:28-32
E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais, embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Há pequenas alterações na fala de Pedro ao citar o profeta Joel. Pedro deixa claro que o fenômeno ocorrido é cumprimento da promessa e da profecia. Pedro afirma, cheio do Espírito Santo que, com o derramamento do Espírito Santo, estavam sendo inaugurado definitivamente o período chamado “últimos dias” que é o período compreendido desde o derramamento do Espírito Santo, até a Volta de Jesus.  Outra questão é que o Espírito foi derramado sob critério do Espírito Santo e não como resultado de uma busca da parte dos crentes. É claro que eles estavam esperando o derramamento do Espírito Santo. E eles o faziam em oração. Entretanto, o foco aqui é que eles esperavam algo que lhe havia sido prometido.  Há, também aqui, algo aqui algo de extremado valor – é o Espírito Santo que nos habilita a invocarmos o nome do SENHOR para que sejamos salvos.

Nesse sermão de improviso, provocado pelas circunstâncias, encontramos um Pedro diferente, corajoso intrépido. E ele fala em torno de acusação. Ele é duro! Referindo-se ao que aconteceu com Jesus, Pedro disse: “Vós os matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Vers. 23). É perfeitamente possível que em sua audiência houvesse muitos daqueles que acolheram Jesus quando Ele entrou em Jerusalém, mas a quem eles trocaram por Barrabás e sobre o qual pediram que fosse crucificado.  Pedro está simplesmente dizendo: “Vocês erraram quando crucificaram a Jesus”.

Nossa conversão acontece obedecendo a etapas indispensáveis. Uma delas é a admissão de nosso pecado, de nossa culpa, de nossa indignidade. Isso fica evidenciado na pergunta que fizeram a Pedro depois dele ter encerrado seu sermão. Diz o texto que seus corações estavam compungidos e perguntaram: “Que faremos irmãos?”.

A resposta foi: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2.38)

Ou seja: Vocês precisam mudar a forma de pensar e em consequência disso mudar a forma de agir. O filósofo disse: O pensamento é a alma da ação”. Sejam batizados, porque o batismo é o rito de inserção à Igreja Neo-Testamentária assim como a circuncisão era o rito de inserção do homem na comunidade de Israel. O arrependimento produz no coração humano o desejo de pertencimento à comunidade dos Santos. O arrependimento produz a remissão dos pecados já que nele está incluído a compreensão de que Cristo morreu de forma vicária e expiatória. Então o resultado é o recebimento do dom (singular) do Espírito Santo. O dom do Espírito Santo é a salvação em Cristo pura e simplesmente. Não se está falando aqui dos dons descritos por Paulo na carta que escreveu aos Coríntios. Ora para quem está com o coração partido por ter entendido que haviam crucificado o Messias, que tipo de alento seria o “falar em línguas”, ou qualquer outro dom. O que se está em jogo aqui é o destino de nossas almas. E a esse respeito Pedro diz que o Espírito Santo dispensa aquilo que é mais precioso – a salvação.

Pedro declarou: “Salvai-vos dessa geração perversa”. Atos 2.40

Aproximadamente três mil pessoas foram convertidas e batizadas naquele dia. Um sermão, três mil almas. Eis o resultado de um sermão saído da boca de um homem cheio do Espírito Santo.

Cumpre-se em Pedro o que lemos no versículo chave de Atos dos Apóstolos, Atos 1.8: “...mas recebereis o poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra”.

Esse poder do Espírito Santo é sabedoria bíblica para testemunhar, coragem e intrepidez para testemunhar até diante de algozes prontos a tirar nossas vidas e por fim, esse poder, é a capacitação em comunicar o evangelho e encontrar corações eleitos para ouvir, acolher e serem salvos.

Que Deus nos abençoe.

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