sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - 3º ATO - O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO -Atos 2.1-3



A Festa de Pentecoste era uma das três festas anuais para as quais muitos judeus afluíam para Jerusalém. Era também chamada de Festa das Semanas, Festa da Colheita ou Festa dos Primeiros Frutos. As outras festas eram a Páscoa e a do Tabernáculos.

Claro que para essa viagem era preciso dispor de algum recurso, portanto, havia judeus, israelitas que por não terem os recursos necessários jamais participaram de tais festas em Jerusalém. Provavelmente era para uma dessas festas que o Salmista havia sido convidado e se expressou de forma tão notável no Salmo 122: “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor”.

Provavelmente a festa de Pentecoste fosse a mais concorrida, até se comparada à festa da Páscoa, se levarmos em conta a lista que Lucas nos oferece dos judeus originários de várias nações daquele primeiro século da era cristã.

O texto nos informa que os crentes (aproximadamente as 120 pessoas citadas em Atos 1.15) estavam no mesmo lugar e que de repente um som como de um vento impetuoso encheu toda a casa e línguas como de fogo pousou sobre cada um deles e que, de repente, eles começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito Santo os capacitava.

Esse episódio é singular, inigualável. Não há nenhum outro episódio em que os que falam outras línguas sem nunca a terem estudado, ouviram um som COMO de vento impetuoso e nem que línguas COMO que de fogo tenha pousado sobre eles.

Esse episódio é singular porque ele simplesmente acontece como cumprimento do que Deus disse por boca do profeta Joel (como vai esclarecer Pedro em seu discurso), profecia essa reeditada por Jesus na passagem de Atos 1.4-8.

Esse episódio é singular porque eles falam em outras línguas justamente em um momento no qual milhares de judeus de outras nações estavam ali em Jerusalém para a festa de Pentecoste e essa gente entendeu o que se dizia. Esses judeus visitantes em Jerusalém disseram: “Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua”. (Atos 2.11)

Esse episódio é singular porque ele é o cumprimento da promessa, como já dissemos acima. Não devemos aqui supor que essas pessoas não eram convertidas. Podemos concluir que aqueles sobre os quais o Espírito Santo foi derramado, eram crentes regenerados, mas eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo na perspectiva exposta por Jesus, por exemplo, em João 16.5-14.

Esse episódio é singular porque ele é um sinal para os ouvidos, porque eles ouviram um som COMO de um vento impetuosos, é um sinal para os olhos porque sobre cada um deles pousou línguas COMO de fogo e é um sinal para a boca porque eles passaram a falar nas línguas dos “judeus vindos de todas as nações debaixo do u” (Atos 2.5). Há um grande debate se o milagre das línguas aconteceu com os discípulos ou com a multidão, mas precisamos considerar que o Espírito Santo havia descido sobre os crentes e que eles receberam o milagre de poder falar em idiomas, em línguas de outras nações. Outra questão, que eu considero particular a esse respeito, é o que Lucas registra no final do versículo 4. Ele diz que os crentes começaram a falar noutras línguas (não em um som único e estático que seria decodificado pelos judeus em suas línguas e idiomas próprios). E diz que eles falavam noutras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava. Devemos registrar, todavia, que independentemente do entendimento a esse respeito, há algo que deve ser considerado notável: os judeus de várias partes do mundo entenderam o que era dito.

É notável que a maioria dos continuístas, daqueles que defendem literalmente que aquilo que aconteceu em Jerusalém se repita hoje, não explicam a ausência do som COMO de vento impetuoso e as línguas COMO de fogo.

O Rev. Augustus Nicodemos Lopes, interpreta o som COMO de vento impetuoso como o sinal daquilo que Jesus disse a Nicodemos sobre o vento: liberdade. O Espírito de Deus age onde, quando e como quiser. Ele sopra onde quer. Já no caso das línguas COMO que de fogo, ANL afirma que simboliza o poder purificador do Espírito Santo bem como o poder de iluminar as mentes entenebrecidas pelo pecado. Quanto ao dom de línguas, ANL considera quatro possibilidades:

1) O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo.

2) Um prenúncio de que o Evangelho será pregado a todas as nações em todas as línguas.

3) Um ato de reversão ao que aconteceu em Babel. Enquanto em Babel, por conta do orgulho, Deus os dividiu em línguas causando confusão e embaraço, aqui o coração humilhado se curva diante de Deus de forma una.  

4) Baseado no que diz Paulo aos Coríntios 14.20-24, o falar em línguas, como já havia ocorrido no passado quando Israel fora subjugado por povos que falavam outras línguas como ato de juízo de Deus, esse fenômeno Neo-Testamentário também se prestaria a esse propósito.
https://www.youtube.com/watch?v=SVeRTZUlxNY

O evento ocorrido naquele dia de Pentecoste é como a própria festa sugeria: É o dia das Primícias. É o dia da Colheita. É notável que naquele dia, aproximadamente três mil pessoas ouviram (sim ouviram de uma forma salvífica, ouviram para a salvação) a respeito da morte e da ressurreição de Jesus, creram e foram batizados.

Olhar para o fenômeno da glossolalia é reduzir o evento de Pentecoste. O evento de Pentecoste é Cristocêntrico antes de qualquer outra coisa. O Espírito Santo foi derramado para dar continuidade à obra redentora de Cristo Jesus. O nascimento de Jesus, sua encarnação, sua Paixão, sua Morte e sua ressurreição continuaram a ecoar pelas ruas de Jerusalém, em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra. E muitos tocados pelo Santo Espírito são feitos novas criaturas e creem em Cristo.

O Espírito Santo foi dado primordialmente para aplicar a obra salvífica de Cristo, para dar poder à proclamação e pregação das Boas-Novas, do Evangelho que tem como cerne a pessoa única de Cristo Jesus.

O evento de Pentecoste é único. Qualquer pronunciamento, em qualquer língua ou dialeto, que não sirva ao propósito de Atos 1.8 é apenas discurso humano eivado de ética e moralidade, mas sem a espiritualidade que gera vida.

Que o pensamento do salmista seja nosso quando disse: “Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis a ti, SENHOR, Rocha minha e meus Resgatador” (Salmo 19.14).

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