sexta-feira, 31 de março de 2017

GENTILEZA


Lá estava eu sentado ao volante do carro esperando minha esposa e filha que haviam levado meu neto ao médico. O ambulatório do Hospital Brasil, no PA de Pediatria estava lotado. Liguei o rádio do carro e fiquei ouvindo as notícias. Entristeci-me pela morte do Senador Romeu Tuma. Eu tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, bem como conheci dois de seus filhos. Eu o admirava porque dentre os políticos brasileiros, apesar de trafegar tanto na esquerda quanto na direita, Tuma era um homem honrado, honesto. Entristeci-me também com a notícia de mais um Tsunami na Indonésia. Começou a chover e eu fechei mais o vidro do carro. Selecionei uma estação que tocava músicas e acabei por adormecer.

Fui acordado com uma gritaria. Olhei e o trânsito estava todo caótico. Um caminhão da Skol estava estacionado no meio da rua para que seus ajudantes descarregassem as bebidas em um bar? Pois é, foi isso mesmo. E nessa ação meio tresloucada, um dos ajudantes deixou uma caixa bater na lataria de um carro estacionado em frente do bar. O proprietário do automóvel ficou indignado e começou a ofender o carregador. Os carros atrás do caminhão começaram a buzinar. Um dos motoristas desceu de sua EcoSport e começou a gritar com o motorista do caminhão. Então chegou um guarda de trânsito, ordenou que o caminhão seguisse em frente e todos foram embora com um terrível barulho de buzinas sem se darem contas de que estavam do lado de um hospital.

Aos poucos o trânsito normalizou-se e eu voltei a me entreter com as canções que eram tocadas na estação de rádio. A chuva continuava e ficava cada vez mais forte. Um carro parou à minha frente e uma senhora que calculei ter mais ou menos oitenta anos desceu com muita, mas com muita dificuldade, com o corpo curvado para frente, mancando e quase caindo. Fiquei imaginando que o motorista fosse descer a ajudar a senhora a entrar no Hospital, mas mal a mulher fechou a porta do carro, o motorista bateu em retirada. Esperei que o segurança lhe trouxesse um guarda-chuva e lhe amparasse. Afinal de contas pude ver, no momento da confusão com o caminhão de bebidas, que se tratava de um brutamontes. Ele bem que poderia pegar a senhorinha no colo, ou trazer uma cadeira de rodas, mas o indivíduo ficou gélido, inflexível na entrada de uma das portas do Hospital. Ninguém fez absolutamente nada. Quando pensei em sair para ajudar aquela senhora, já era tarde demais.

A cada dia que passa torna-se menos comum vermos atitudes de gentileza e carinho. Em um dia desses eu estava na fila do caixa do supermercado. Após passar suas compras o rapaz percebeu que faltava um real. Todas as suas compras já estavam nas sacolas e ele ficou imaginando o que ele teria que devolver. De bate pronto saquei uma moeda de um real de minha carteira e dei á moça do caixa.  Ao sair do supermercado, deixei minhas compras no carro e voltei para deixar o carrinho. O rapaz que eu havia ajudado com a “vultuosa” quantia de um real veio até mim, com sua esposa e filhas, me abraçou com lágrimas no olhos e disse: - Muito obrigado. Eu fiz questão de que minha esposa e filhas o conhecessem. Confesso que me emocionei. Despedi-me e levei o carrinho deixando-o na fileira de carrinhos. Ao voltar, um senhor saiu à porta do supermercado e me disse. Lindo testemunho pastor. O interessante é que eu não conheço esse senhor, mas certamente ele me conhece.

Não sou tão gentil quanto deveria e nem contei isso para você ficar impressionado comigo. Minha intenção é mostrar que vivemos em um mundo tão bruto que atitudes de carinhos e gentileza são oportunidades extraordinárias para mostrarmos o quanto nos importamos com as pessoas mesmo que elas não se importem conosco.

O DINHEIRO E O SONO


Com o dinheiro você compra a comida, mas não o apetite. Com o dinheiro você compra o remédio, mas não a imunologia total. Com o dinheiro você compra a cama, mas não o sono. Com o dinheiro você compra companhia, mas não amizades de verdade. Com o dinheiro você compra bajuladores, mas não compra a lealdade. Com o dinheiro você compra o creme que disfarça as rugas, mas não a verdadeira juventude. Com o dinheiro você compra a passagem para a sua viagem de ida, mas você tem que voltar para suas raízes, para sua casa, para sua gente, para a sua realidade. Com o dinheiro o viciado compra a droga, mas ele não pode comprar a verdadeira alegria.

O dinheiro não é em si, essencialmente falando, um mal. O problema não está em termos muito ou pouco dinheiro. É verdade que se temos muito, somos seduzidos pela arrogância e soberba. É verdade também, que se temos pouco somos tentados a obter mais por meios ilícitos. Vide o episódio lamentável de Judas Iscariotes e também da grande classe política brasileira (permitam-me o desabafo fruto da inconformidade). O problema não está no dinheiro, mas em nós.

Não importa quanto dinheiro temos, mas sim em como o ganhamos, no que o gastamos e como o gastamos. Nunca se esqueça de que dinheiro ganho com facilidade é também gasto com a mesma facilidade e prodigalidade. Veja o caso do Filho Pródigo. Foi fácil gastar o dinheiro que seu pai acumulou durante toda a sua vida de trabalho.

O dinheiro para nossa manutenção e subsistência deve ser o resultado do trabalho honesto e digno, não de facilidades e frugalidades. (Provérbios 14.23) Quando esse dinheiro é obtido com o suor do nosso rosto, com honra e dignidade, então podemos dizer como o salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro”. (Salmo 4.8) 

quinta-feira, 30 de março de 2017

ALGUMAS PONDERAÇÕES SOBRE O CORAÇÃO


Os médicos prescrevem dietas específicas, exercícios físicos, para que possamos ter um coração sadio que bombeie sangue para todo nosso organismo e assim tenhamos mais saúde. É interessante observar como muitas pessoas cuidam do coração nesse sentido, mas não dão a mínima importância para o coração do ponto de vista espiritual.

A Bíblia é o único livro que consegue descrever o coração de uma forma realista. Ela diz, por exemplo, que o coração é enganoso e desesperadamente corrupto (Jeremisas 179). O coração é um traidor que mora em nosso peito. Definir nossos valores impulsionados pelo coração é um lamentável equívoco. Pensar com o coração é correr o sério risco de cometer pecados e erros terríveis. A pessoa passional é desequilibrada, imponderada, exagerada. O correto é equilibrar mente e coração.

A Bíblia também diz que é do coração que precede todos os maus desígnios (Marcos 7.21). O coração humano é totalmente corrompido. E ele é fonte de todo mal que habita em nós. A Bíblia também diz que a boca fala do que está cheio o coração (Mateus 12.34). Assim devemos sempre ter enorme cuidado com aquilo que trazemos para dentro do nosso coração. Devemos ter enorme cuidado com aquilo que vemos e com aquilo que ouvimos. O coração é um armazém de bênçãos e de maldições (Mateus 7.21 – Provérbios 4.23). A pessoa que se deixa levar pelo coração tem sérias dificuldades em analisar o mundo ao seu redor.

O Salmista escreveu: Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra Ti (Salmo 119.11). Assim, devemos colocar dentro do nosso coração os ensinamentos de Deus encontrados em sua Palavra, seus mandamentos, leis, princípios, decretos, juízos, e precisamos praticar o que aprendemos. A Bíblia diz que o coração do homem pode fazer planos, mas que a resposta certa dos lábios, vem do Senhor (Prov. 16.1).

Como está o teu coração? Não estou falando do miocárdio, mas do coração espiritual? Como ele está? Bem, cuide bem! Certamente você será uma pessoa bem vida e bem quista em todos os lugares.

terça-feira, 14 de março de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – OITAVO ATO – A ORAÇÃO QUE DEUS OUVE Atos 4.23-31.



“Uma vez soltos...” (Atos 4.23): é assim que começa o texto que analisamos agora – Atos 4.23-31.

Pedro e João foram soltos pelo Sinédrio. As evidências eram fortes e o receio de que o povo se colocasse contra o Sinédrio fez com que ambos fossem libertados.

Pedro e João então procuraram os irmãos em Cristo e relataram tudo que lhes acontecera. Os irmãos então se colocaram em atitude de oração. Vemos aqui um excelente modelo de oração. Temos por certo que essa oração foi ouvida e plenamente atendida. Essa oração como dissemos é um modelo pelas seguintes razões, em nosso entendimento.

1.   PORQUE ELES SABIAM A QUEM ORAVAM!

Eles oraram em momento de aparente crise e livramento e começaram então dizendo: “Tu Soberano Senhor”. Eles são servos de um Deus Soberano. Eles são súditos do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Eles ainda dizem: “..que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há..”. Não é apenas um Deus Soberano, mas um Deus Soberano e criador. Criador de tudo o que há. Que belo reconhecimento esse. Tão pertinente para os dias de hoje onde homens orgulhosos negam a Sua existência e ainda reafirmam que tudo que existe simplesmente é resultado de uma explosão cósmica. Vivemos dias nos quais homens jactanciosos têm a ousadia de afirmar que toda essa ordem ao nosso redor, que toda essa beleza, simplicidade e ao mesmo tempo complexidade dentro de um ecossistema, que toda essa grandeza, fulgor e maravilha são frutos do acaso. Loucos e insanos! Porém os homens de Deus, o reconhecem como Soberano, Criador.

Esse é um Deus que fala (Atos 4.25-28). Maravilhosa essa conexão com a Palavra inspirada. Não é palavra de homem; é Palavra de Deus, inspirada pelo Santo Espírito. Essa Palavra inspirada pelo Santo Espírito é Escritura e por isso Sagrada Escritura. Deus falou outrora aos nossos pais pelos profetas e agora finalmente falou por meio do Seu Filho (Hebreus 1.1).

Nessa oração nossos irmãos em Cristo falam com um Deus que ouve, mas que fala por meio da Escritura. Esse Deus é diferente dos deuses mudos dos pagãos e idólatras. Esse Deus se comunica. Ele fala por meio da natureza que ele mesmo criou, fala por meio de sua Palavra que inspirou e fala por meio do seu Filho Jesus. Não faltam atos de comunicação desse maravilhoso Deus, o Deus da Bíblia. Precisamos ter nossos olhos e ouvidos atentos para ver, ouvir e obedecer.

Eles falam com um Deus que decreta, determina e cujos planos não podem ser frustrados (Jó 42.2). E ele faz isso de antemão, não no transcorrer dos eventos, mas com anterioridade (Isaías 46.8-13) O evento acontece porque Ele assim decretou. O Deus da Bíblia não é um novelista que vai escrevendo os capítulos de sua novela de acordo com a audiência, mudando o curso dos eventos e mudando os personagens. O Deus da Bíblia já tem sua história escrita. E tudo redundará para a Sua Glória. Ele já tem os seus personagens, os eventos. Até o ato mais terrível será revertido em Glória para Deus, ainda que não tenhamos a exata compreensão de como é isso. Mas na oração que esses homens de Deus fizeram, cheios do Espírito Santo, eles disseram o que é certo. Eles conheciam o Deus a quem eles oravam. Esse Deus não é “o cara lá de cima” mas o Soberano Deus, que tudo faz como Lhe agrada.

Mas essa oração não é apenas um modelo porque revela que aqueles que a proferiram sabiam quem era aquela a quem oravam, mas...

2.   ELES CONHECIAM A PALAVRA DE DEUS.

Aqueles irmãos não conheciam só Deus que fala, mas conheciam a Palavra de Deus. Eles não conheciam só o Deus da Palavra, mas também conheciam a Palavra de Deus. 

Uma leitura mais detida dessa oração irá mostrar que há citações Bíblicas nessa passagem, e ainda, conceitos bíblicos corretos sobre o ser de Deus.

É fácil adquirir notoriedade em uma comunidade cristã fazendo forte apelo em prol de vigílias, encontros para orar. Mas se não conhecermos a Palavra de Deus corremos o risco de orar de forma equivocada. 

Ora, queridos leitores, não é isso o que acontece no âmbito daquelas comunidades que aderiram à teologia (teoria) da prosperidade? Lamento e sei que é duro dizer isso, mas sinceramente, o deus adorado nessas comunidades não é o Deus da Bíblia. 

Com certeza teremos mais facilidade em conversar com pessoas com as quais temos mais intimidade do que com aquelas que conhecemos superficialmente, ou mesmo que nem conhecemos, imaginando tolamente conhecer, não é verdade. O mesmo acontece em relação a Deus. Se não o conhecermos intimamente, certamente nossa conversa com ele deixará muito a desejar. E Ele não nos ouvirá, com certeza.

Por isso, oração sem conhecimento bíblico é um mero exercício de introspecção e de concentração mental. É preciso conhecer Deus na intimidade. Leia as orações que temos na Bíblia e você, prezado leitor, se convencerá disso.

Portanto, devemos abrir a Bíblia e sob a iluminação do Espírito Santo, conhecer Deus com suficiência para que possamos abrir nossos lábios em oração com eficiência.

Há uma séria advertência escrita por Tiago que tem a ver com o que temos dito aqui sobre oração: ...pedi e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”. (Tiago 4.3)

Isso nos leva ao terceiro ponto sobre o porque essa oração é, em certo aspecto, um modelo:

3.  PORQUE ELA CONTEM UM PEDIDO HONROSO.

“..agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda intrepidez a tua Palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do teu santo Servo Jesus”. (Atos 4.29-30)

Fico boquiaberto ao ver o pedido desses irmãos que haviam sido advertidos a que não mais testemunhassem de Jesus. Eles não pediram nada para si mesmos. Eles queriam o engrandecimento do Reino de Deus através da pregação da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

Queridos leitores: como vivemos nós os tempos hodiernos? Quais e quantas têm sido nossas preocupações? Confessemos que nos preocupemos em demasia com o nosso bem estar, com o nosso reino bem menos do que deveríamos nos preocupar com o Reino de Deus.

Então lembremos da palavra de Jesus àquele que pretendeu segui-lo, mas não antes da morte de seu pai. Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos”. O reino de Deus é assunto urgente!!!

Para um escriba Jesus disse: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclina a sua cabeça”. (Mateus 8.18-22) O reino de Deus é precioso por si só! Devemos busca-lo prioritariamente. Não há promessas malucas de prosperidade para o que se dispõe seguir Jesus.

Que Deus nos abençoe em nossa vida de oração, mas que não sejamos negligentes em conhecê-Lo em sua Palavra para que não tornemos nossas orações em ladainhas sem sentido, em mera abstração e introspecção mental, em gritaria como se Deus fosse surdo, em barulho e confusão, em apenas lustro de nossa “espiritualidade”, mas sim um encontro de comunhão onde Deus, a quem realmente conhecemos intimamente, nos ouve e responde.

Amém!!!!

terça-feira, 7 de março de 2017

RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES

 “Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. São palavras de Paulo.

Em seu depoimento ao Rei Agripa ele declarou que essas foram palavras de Jesus dirigidas a ele. O versículo quatorze do capítulo vinte e seis diz assim: “E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. Atos 26.14 (ERA)

Aguilhão é uma peça de ferro com uma ponta aguda encaixada numa vara comprida, usada pelos condutores de carro-de-boi para disciplinar os bois com espetadelas no corpo dos animais. Paulo era, portanto, como um animal que precisava ser fustigado, cutucado.

Para compreendermos o que Jesus diz a Paulo com a expressão, “dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões” precisamos nos dar conta do que disse Jesus antes ao afirmar: por que me persegues?”.

Jesus está dizendo que é uma luta inglória se opor a Ele! Jesus diz que ninguém, absolutamente ninguém, irá ser bem sucedido nessa empreitada que é opor-se a Jesus e também aos seus ensinos e mandamentos. É como dar socos em ponta de faca. Nem um “i” ou “til” da lei (Mateus 5.17-20) irá passar, disse ele no Sermão do Monte. Jesus mesmo havia dito a Pedro e aos demais discípulos que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a Sua Igreja (Mateus 16.13-20).

Vai aqui uma séria advertência.

É tolice relativizarmos a verdade. Não é possível acomodação quando se trata do Reino de Deus. Jesus disse: Toda pessoa que não está comigo, contra mim está, e aquele que comigo não ajunta, espalha”. (Lucas 11.23) Paulo disse que não devemos nos amoldar a este mundo, mas sim sermos transformados em nossa mente para podermos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12.1-2). Não há comunhão entre luz e trevas, Igreja e mundo. Ou você é luz e sal, ou trevas e terra! Impossível ser ambos ao mesmo tempo.

Paulo teve sua vida transformada quando a caminho de Damasco foi encontrado por Cristo. Ele não apenas passou a crer em Cristo como sendo o Messias, mas teve seus valores transformados. Ele deixou de ser um fariseu (separado das demais pessoas), para ser um cristão separado para levar o Evangelho de Deus aos gentios. Ele deixou de lado as tradições de seus antepassados para viver em novidade de vida, porque as coisas antigas (todas elas) passaram e tudo se fez novo. Jesus não se tornou apenas o Salvador de Paulo, mas o Senhor de sua vida e ele mesmo se autodenomina “servo (doulos = escravo) de Jesus Cristo”. (Romanos 1.1)

O aguilhão que fustiga nossos corações é a verdade de Deus que repousa em nossas consciências e corações. Podemos nos esconder no vale mais profundo ou mesmo na montanha mais alta, ou ainda nas sombras mais densas, ou quiçá, nos confundirmos em meio a uma grande multidão, todavia é uma luta inglória ir contra Deus e sua Palavra.

O pós-modernismo é notável em afirmar o relativismo e eu fico estonteado e boquiaberto em ver como algumas pessoas dentro do próprio cristianismo se deixam seduzir por esse princípio.

Não há relativismo quando nos deparamos com a Palavra de Deus. Ou somos crentes ou incrédulos, ou somos novas criaturas que vivem em novidade de vida, a despeito da grande oposição contra nós, ou somos crentes mornos, com um pé lá e outro pé cá, e é impossível ser assim sem pecarmos contra Deus. Não há um meio crente! Ou se é nova criatura ou não! Deus não brinca com essas coisas; ou Ele nos regenera com seu grande poder como fez, por exemplo, com Zaqueu, Paulo, Agostinho e talvez você que lê esse escrito, ou você ainda continua sendo velha criatura e como tal, condenado (a) à passar a eternidade totalmente alienado dEle. Aliás, quem não se lembrou de Deus em sua vida, não será lembrado por Ele em sua morte.

Sexo antes do compromisso vitalício de casamento é pecado. Casamento misto (crente com incrédulo) é pecado e totalmente impróprio. Mentir é pecado. Frequentar alguns ambientes em que compactuamos com o mal e sua aparência é pecado. Ganhar o pão de forma ilícita e ímproba, e à custa do reino e da justiça de Deus é pecado. Desonrar os pais é pecado. Falar mal do próximo é pecado, ainda que o que você diz seja verdade. Falso testemunho é pecado. Desejar o que é do outro é pecado. Inveja é pecado. Odiar é pecado! Matar é pecado. Adultério é pecado. Prestar adoração a outros seres que não ao único e Trino Deus é pecado. Idolatria é pecado. Tomar o nome de Deus é pecado. Não santificar um dentre sete dias é pecado. Maquinar o mal contra seu semelhante é pecado. A lista é enorme, e bastante antipática.

Todas as vezes que você tenta relativizar e acomodar algumas dessas coisas em sua vida tentando torna-las legítimas, o aguilhão da consciência te fustiga. Antes do Decálogo esse aguilhão já existia na consciência dos homens tendo em vista de que o homem foi criado à imagem e semelhança de um Deus todo puro e santo.

Um dos maiores problemas hoje em relação ao pós-modernismo é que para os que o adotam e o adoram, não há uma verdade absoluta. Como já escrevi, para os defensores dessa filosofia de vida, o que impera é o relativismo, ou seja, algo pode ser errado em uma cultura, mas em outra perfeitamente admissível. Ora, o cristianismo se opõe contra esse princípio. Para o cristão, a Bíblia é a verdade absoluta e o que ela condena como pecado, equívoco e erro, não devemos admitir e acomodar como legítimo, pelo contrário, devemos rejeitar de forma objetiva e indiscutível.

Precisamos abandonar expressões que têm parecem dar legitimidade aos nossos erros tais como: “Fiz o que o coração me mandou fazer”, ou “isso é relativo, porque fulano fez e não vi nada que resultasse em ruim”. O coração é enganoso e desesperadamente corrupto diz Jeremias. (Jeremias 17.9)

Os navios são alertados à noite, pelos poderosos faróis construídos no alto. Esses faróis iluminam a escuridão da noite orientando o caminho por onde os navios devem ir e evitar assim a colisão com arrecifes e afundarem. Jesus é esse farol. É para ele que precisamos olhar fixamente se queremos chegar com segurança ao porto. O escritor da carta aos Hebreus disse: “...olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma”. (Hebreus 12.2,3)

Que Deus nos humilhe e nos converta de verdade!

A FAMÍLIA CRISTÃ


Queridos irmãos Pastores:

É comum entre nós, usarmos o mês de Maio para repensarmos de uma forma mais dedicada a respeito da família.

A família tem sido enormemente atacada hoje em dia. Precisamos rever alguns princípios bíblicos para tornar a família cristã uma instituição sólida. Lares cristãos assentados são bençãos para a Igreja. Infelizmente, o contrário também é verdadeiro.

Ofereço-me, irmãos, para estar em Igrejas nos sábados dias 13, 20 e 27 de Maio para expor a Palavra de Deus e cantar algumas canções. O que irei expor mui facilmente pode ser exposto pelos Pastores da Igreja local (Presbíteros Regentes e Docentes). Todavia, parece sempre haver um ânimo maior quando recebemos alguém de fora para expor determinados assuntos. Por outro lado, alguém de fora tem maior isenção ao falar já que ele não conhece particularmente as realidades da Igreja local. 

Não cobro nenhum valor para esse serviço que busco prestar, apenas que cubram os valores de transporte e deslocamento e me permitam vender, em um local apropriado, meus livros e cds. Se não o permitirem, irei assim mesmo porque vivo do salário que minha Igreja mui dignamente me destina. Esses livros e cds e qualquer outra oferta são, na verdade guardados para custear o lançamento de outros livros e cds.

Não posso ficar no domingo, mesmo que a Igreja seja longe, simplesmente porque sou Pastor de uma Igreja e entendo que antes de desejar ser benção em outras Igrejas como pregador da Palavra, eu devo ser Pastor do Rebanho colocado aos meus cuidados.Não gosto de me ausentar, ainda que entenda que isso necessariamente não seja ruim, vez ou outra. Quanto a essa questão podemos ver uma outra ocasião desde que haja totais condições para isso.

Um fraternal abraço.

Rev. Mauro Sergio Aiello

CORDIAL MUSIC - A LITERATURA E A MÚSICA A SERVIÇO DO REINO DE DEUS


segunda-feira, 6 de março de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – SÉTIMO ATO – PEDRO E JOÃO DIANTE DO SINÉDRIO Atos 4.5-22.



O resultado do testemunho de Pedro e João a respeito do do Jesus ressurreto, após a cura do paralítico de nascença na Porta Formosa do Templo, foi a conversão de aproximadamente mais duas mil almas. Lucas afirma que o esse número de convertidos somados aos três mil do primeiro sermão de Pedro, chegou a cinco mil homens.

Toda aquela agitação atraiu as autoridades da religião judaica que lançaram mãos dos apóstolos Pedro e João e os encarceraram até o dia seguinte no qual eles foram apresentados perante os anciãos e escribas, o sumo sacerdote Anás, Caifás, João e Alexandre que eram da linhagem sacerdotal. Eles os inquiriram para saber com que poder ou em nome de quem Pedro e João curaram o paralítico.

Não sabemos se o paralítico foi preso com Pedro e João, mas o verso quatorze nos informa que ele estava com eles nesse momento de inquérito. Após ouvirem o discurso de Pedro ficaram sem ter o que falar. É como diz o ditado: “Contra fatos não há argumentos”.

Lucas relata que mesmo sendo duro o discurso de Pedro, as evidências de que algo extraordinário e milagroso havia acontecido pesou no momento do julgamento e eles acabaram recebendo uma advertência apenas. As autoridades ordenaram-lhes que não mais ensinassem e nem mais falassem em o nome de Jesus.

Os apóstolos Pedro e João, então, tiveram uma atitude notável. Eles responderam às autoridades da religião judaica, os mesmos que condenaram Jesus de forma ilegal e injusta: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.19,20)

Temendo a reação do povo, que glorificava a Deus pelo que estava acontecendo em Jerusalém, aqueles religiosos soltaram a Pedro e João, mas antes os ameaçaram.

Que lições preciosas podemos tirar dessa desse sétimo ato do livro de Atos dos Apóstolos?

1.             O TESTEMUNHO A RESPEITO DE JESUS SEMPRE IMPLICARÁ EM SITUAÇÕES DE CONFLITO.

Jesus mesmo disse: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim os inimigos do homem serão os de sua própria casa” (Mateus 10:35). 

Não pense você que me lê, que o discipulado cristão é isento de lutas, dores, e conflitos. O mundo não é apenas diferente da Igreja, mas totalmente oposição. O mundo se opõe à Igreja e vice-versa. Os valores deste mundo são, em quase toda sua totalidade, contrários aos valores que a Igreja deve esboçar. Uma leitura ainda que superficial do Sermão do Monte deixa clara essa questão. A Igreja caminha na contra mão deste mundo.

Não pode o verdadeiro cristão se iludir com a ideia de que nesse mundo vivemos isentos de perseguição e de injusta oposição. Citando ainda o Sermão do Monte, Jesus deixou evidenciado ainda na porção das Bem-Aventuranças o seguinte: Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós” . (Mateus 5.10-12)

Se você é um cristão então você anda na contramão desse mundo terrível que nos rodeia. Há uma santa porfia (guerra) entre essas duas sociedades, o mundo de um lado e a Igreja de outro lado. Não há como jungir a ambos. Eles são irreconciliáveis.

2.             PRECISAMOS ESTAR PREPARADOS PARA SERMOS USADOS PODEROSAMENTE POR DEUS.

Pedro e João seguem ao Templo e a intenção é simplesmente orar. Esse era o hábito. Mas lá eles se deparam com uma situação inédita. Algo extraordinário vai acontecer. A hora do milagre não estava marcada pelos homens, mas Deus sabia o que iria acontecer ali. E Ele tinha um propósito para tal acontecimento.

Eu tive uma experiência extraordinária e inesquecível nesse sentido no final da década de 90. Eu havia ido ao hospital atender uma família da Igreja cujo filho estava com suspeita de apendicite, o que de fato foi apenas suspeita. Vendo a aflição da família e a falta de informações me dispus conversar com o médico. Lá, no Pronto Atendimento da Santa Casa de Suzano, uma sala enorme cheia de pacientes, vi um jovem em uma maca no chão com lágrimas nos olhos. Enchi-me de amor e compaixão por ele e me abaixei perguntando o que havia acontecido com ele. O rapaz de uns poucos 20 anos me disse que estava brincando, caiu de cabeça e que a partir de então não sentia mais nada do pescoço para baixo. O médico veio, fez alguns testes e mandou-o para a sala de radiografia. No entanto eu fechei meus olhos, coloquei a mão sobre ele e orei. Pedi a Deus que o curasse. Os enfermeiros o levaram embora.

Passados alguns dias, que eu não sei precisar quantos, estava eu na apresentação dos corais da Igreja que pastoreava e da Igreja Presbiteriana Unida de Suzano em um teatro na cidade de Suzano. Após o término da apresentação da Cantata de Natal fui chamado á frente para dizer algumas palavras e orar. Parabenizei os corais, os regentes e todos os envolvidos na realização daquele momento de testemunho do nascimento de Jesus. Orei e desejei a todos um feliz natal. Ao sair do palco alguém me pegou pela mão e me disse: - Maurão; você pode dar uma chegada no camarim? Há uma família que precisa falar com você. Imaginei que se tratava do que havia acontecido ali naquele teatro. Ao entrar vi que não conhecia ninguém a não ser a pessoa que me levou até o camarim. Foi então que, com lágrimas nos olhos, aquelas pessoas me relataram que eram parentes do moço que havia se acidentado e pelo qual eu havia orado naquele dia na Santa Casa. Disseram-me que ele havia sido milagrosamente curado. Disseram-me que viram quando eu me curvei diante do moço e orei por ele.

Toda glória seja dada Aquele que pode fazer milagres ainda hoje. Agradeço se pude ser, como foram Pedro e João, instrumento, ainda que indigno, para que tal milagre acontecesse. Deus tem nossas mãos, e nossos corações para levar a benção até outras mãos e corações e não sabemos exatamente quando isso irá acontecer.

3.             NO ABRIR DOS NOSSOS LÁBIOS, O ESPÍRITO SANTO NOS DÁ PODER PARA TESTEMUNHAR.

Pedro e João não haviam preparado o que iriam dizer. Eles deviam estar, de certa forma, atemorizados pela situação. Ora, por conta de terem sido usados por Deus para a cura de um paralítico de nascença e por terem testemunhado de Jesus, eles foram parar na cadeia.

Agora estão diante das autoridades da religião judaica e, como dissemos, aqueles mesmos que prenderam, julgaram e foram responsáveis pela morte de Jesus. O que poderia ocorrer com eles, homens simples?

Jesus, em um determinado momento de seu sermão profético (Mateus 24 e 25) disse se referindo aos seus discípulos e a todos os crentes de todos os tempos: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”. (Mateus 24.9)

Entretanto, mesmo diante dessas circunstâncias, eles testemunham de Jesus. E Deus, por meio do Espírito Santo, coloca nos lábios daqueles homens, as palavras que precisam ser ditas.


4) NEM SEMPRE O RESULTADO DO NOSSO TESTEMUNHO REDUNDA EM SALVAÇÃO DE ALMAS.

O texto não fala de conversões. Nos outros dois sermões de Pedro, houve a conversão de aproximadamente cinco mil homens. Mas aqui, não se fala em conversão.

A obrigação da testemunha é dar testemunho. Pedro e João disseram: ...pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.20)

O testemunho a respeito de Jesus, feito com amor pode sempre redundar em salvação de almas, mas é possível que muitos, a despeito desse testemunho, continuem caminhando a passos largos para a eternidade sem Deus.

Ninguém é condenado porque ouviu o evangelho e o rejeitou. Nós já nascemos condenados, porque nascemos pecadores, e o pecador não convertido não pode herdar o reino de Deus. Todavia, nossa situação se torna ainda mais caótica quando ouvimos as boas-novas de salvação e as rejeitamos. Quando isso ocorre nos tornamos ainda mais indesculpáveis e mais merecedores das penas eternas. Somos condenados porque nascemos pecadores e também porque rejeitamos o presente gracioso de Deus que é a salvação em Cristo Jesus.

Por isso, nós os que já fomos salvos, devemos testemunhar. As boas-novas são o único instrumento de Salvação. Paulo disse: Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: o justo viverá por fé”. (Romanos 1.16-17)

4.   É IMPOSSÍVEL CALAR A VOZ DAQUELE QUE RECEBEU A SALVAÇÃO PELA GRAÇA.

“...não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.20)

Imagine a seguinte situação querido leitor. Depois de você fazer alguns exames a pedido do médico, constata-se que você está à beira da morte. Então, o médico lhe diz que foi lançado nos últimos dias uma medicação que pode curar você e lhe devolver a vida que você está prestes a perder. Você vai, compra o medicamente, toma o remédio e fica totalmente curado.

Agora imagine que você conheça pessoas que também sofrem da mesma doença de que você foi curado. Teria você o desplante de se calar, se omitir? Ficaria você em silêncio vendo que outros caminham para o mesmo destino do qual você se viu livre simplesmente porque um médico lhe indicou o medicamento que salvou sua vida?

O mesmo acontece com o Evangelho. Quem por ele foi alcançado para a Salvação em Cristo Jesus, não pode se calar. É impossível ficar quieto quando sabemos que muitos caminham a passos largos para o inferno, o mesmo inferno que era teu destino certo, mas do qual Cristo por sua morte vicária e expiatória te livrou.

Por isso Pedro e João falaram e não se calaram. O resultado não foi auspicioso como em outras duas ocasiões, mas eles simplesmente afirmaram ser impossível ficarem quietos.

Concluo lançando um desafio a você que já é salvo, que já conhece Jesus de forma pessoal e salvífica: Fale dele! Fale de sua Salvação! Fale da vida nova que Cristo trouxe para aqueles que nEle creem e por Ele vivem.

Faça isso porque sinceramente, é algo que não podemos deixar de fazer seja em que circunstância for.

quinta-feira, 2 de março de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – SEXTO ATO – A CURA DE UM PARALÍTICO E O SEGUNDO SERMÃO DE PEDRO. Atos 3.



Os cristãos de Jerusalém convertidos ao cristianismo eram, em sua maioria, judeus que praticavam o judaísmo como religião.

Não deve ter sido fácil para esses cristãos que tinham séculos de tradição religiosa dentro do judaísmo, adotar agora, uma nova forma de se expressar religiosamente. A Páscoa agora havia sido plenamente substituída pela Ceia, a Circuncisão pelo Batismo, inclusive observando que nesta, as mulheres são introduzidas. Hábitos são sempre muito difíceis de serem abandonados e ainda mais difíceis de serem substituídos.

Creio que Jesus se serviu desses 12 homens a quem ele chama de apóstolos pela primeira vez no evangelho de Lucas (6.13) para instruir a Igreja nos seu início. Jesus os ensinou durante o período aproximado de três anos. O quanto esses homens aprenderam não podemos medir, mas a questão toda é que no primórdio do cristianismo vivenciado em Jerusalém onde Cristo viveu seu momento mais doloroso e glorioso do seu ministério terreno com sua paixão, morte, sepultamento e ressurreição, coube aos apóstolos a tarefa de instruir a Igreja. O versículo 42 de atos 2  deixou isso evidenciado e veremos mais a esse respeito um pouco mais à frente.

Um exemplo do quanto era difícil romper com os costumes do judaísmo (a religião judaica) nós vemos aqui neste capítulo três. Os judeus convertidos ao cristianismo ainda continuavam a observar o hábito de orar em horas estipuladas do dia, e também de ir ao Templo. Os judeus oravam pela manhã, à tarde e ao pôr-do-sol. (Salmo 55.16,17)

Pedro e João vão ao templo e se deparam com um homem de aproximadamente quarenta anos (Atos 4.22), paralítico de nascença que diariamente era colocado ali para pedir esmolas. Essa era sua fonte de renda. Ele os interpela como fazia com qualquer outra pessoa. Implora-lhes uma esmola. Então Pedro e João pede que ele olhe para eles e diz, enquanto o coxo esperava receber alguma esmola: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”.

Lucas não foi testemunha desse ocorrido. Ele ouviu de outros e registrou que Pedro tomando o coxo pela mão direita o levantou e que, imediatamente suas articulações se firmaram, ele se colocou em pé, passou a anda com eles no templo, saltando e louvando a Deus. Todos o reconheceram e se encheram de admiração e assombro.

Pedro então prega seu segundo sermão, Cristocêntrico. Pedro está cheio do Espírito Santo e se cumpre nele o que Jesus disse em Atos 1.8. Pedro prega com autoridade e poder. João deve ter dito algo porque no capítulo 4 somos informados de que falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número dos homens a quase cinco mil”. (Atos 4.1-4)

Lucas contabiliza que os que se converteram nessa ocasião somados aos que se converteram no primeiro sermão de Pedro, o número de convertidos chegou a 5000 homens.

LIÇÕES IMPORTANTES.

Ninguém marcou hora para o milagre acontecer. O milagre aconteceu de forma natural e pontual.

Os milagres eram feitos pelos apóstolos. O poder de testemunhar de Jesus é de todos os cristãos nos quais o Espírito Santo habita, mas milagres eram feitos pelos apóstolos. Somente pelos apóstolos.

Não houve nenhum crédito a Pedro e João na cura do paralítico. O testemunho era de que o Jesus rejeitado, morto e sepultado estava vivo porque ressuscitara e era Ele quem fizera o milagre.

Os milagres não produzem fé. Se milagres produzissem fé os israelitas não teriam ficado quarenta anos no deserto. Os milagres serviram de autenticações para a pregação do evangelho. Note-se que a ênfase está em ouvir e crer na palavra pregada e não ver milagres. Quem crê em milagres não precisa de milagres para crer.

Hoje ocorrem milagres? Sim! Mas não exatamente como aconteceram em Atos dos Apóstolos. Lá era uma ocasião oportuna, a Igreja em seus primórdios. Hoje não precisamos de milagres para o sustento da nossa fé. Fé é um dom de Deus que nasce no coração regenerado. Isso não quer dizer que não devemos orar pela cura de pessoas enfermas. Devemos e podemos orar, mas não será o milagre que as converterá a não ser o maior de todos os milagres que é o novo nascimento a regeneração.

Precisamos deixar de sermos infantis. Se desejamos que todos os milagres de Atos dos Apóstolos se repitam hoje precisamos estar atentos ao que aconteceu com Ananias e Safira e que veremos adiante em nossos estudos.

Deus seja louvado.

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Um abraço.


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