quinta-feira, 2 de março de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 6º ATO – A CURA DE UM PARALÍTICO E O SEGUNDO SERMÃO DE PEDRO. Atos 3.



Os cristãos de Jerusalém convertidos ao cristianismo eram, em sua maioria, judeus que praticavam o judaísmo como religião.

Não deve ter sido fácil para esses cristãos que tinham séculos de tradição religiosa dentro do judaísmo, adotar agora, uma nova forma de se expressar religiosamente. A Páscoa agora havia sido plenamente substituída pela Ceia, a Circuncisão pelo Batismo, inclusive observando que nesta, as mulheres são introduzidas. Hábitos são sempre muito difíceis de serem abandonados e ainda mais difíceis de serem substituídos.

Creio que Jesus se serviu desses 12 homens a quem ele chama de apóstolos pela primeira vez no evangelho de Lucas (6.13) para instruir a Igreja nos seu início. Jesus os ensinou durante o período aproximado de três anos. O quanto esses homens aprenderam não podemos medir, mas a questão toda é que no primórdio do cristianismo vivenciado em Jerusalém onde Cristo viveu seu momento mais doloroso e glorioso do seu ministério terreno com sua paixão, morte, sepultamento e ressurreição, coube aos apóstolos a tarefa de instruir a Igreja. O versículo 42 de atos 2  deixou isso evidenciado e veremos mais a esse respeito um pouco mais à frente.

Um exemplo do quanto era difícil romper com os costumes do judaísmo (a religião judaica) nós vemos aqui neste capítulo três. Os judeus convertidos ao cristianismo ainda continuavam a observar o hábito de orar em horas estipuladas do dia, e também de ir ao Templo. Os judeus oravam pela manhã, à tarde e ao pôr-do-sol. (Salmo 55.16,17)

Pedro e João vão ao templo e se deparam com um homem de aproximadamente quarenta anos (Atos 4.22), paralítico de nascença que diariamente era colocado ali para pedir esmolas. Essa era sua fonte de renda. Ele os interpela como fazia com qualquer outra pessoa. Implora-lhes uma esmola. Então Pedro e João pede que ele olhe para eles e diz, enquanto o coxo esperava receber alguma esmola: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”.

Lucas não foi testemunha desse ocorrido. Ele ouviu de outros e registrou que Pedro tomando o coxo pela mão direita o levantou e que, imediatamente suas articulações se firmaram, ele se colocou em pé, passou a anda com eles no templo, saltando e louvando a Deus. Todos o reconheceram e se encheram de admiração e assombro.

Pedro então prega seu segundo sermão, Cristocêntrico. Pedro está cheio do Espírito Santo e se cumpre nele o que Jesus disse em Atos 1.8. Pedro prega com autoridade e poder. João deve ter dito algo porque no capítulo 4 somos informados de que falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número dos homens a quase cinco mil”. (Atos 4.1-4)

Lucas contabiliza que os que se converteram nessa ocasião somados aos que se converteram no primeiro sermão de Pedro, o número de convertidos chegou a 5000 homens.

LIÇÕES IMPORTANTES.

Ninguém marcou hora para o milagre acontecer. O milagre aconteceu de forma natural e pontual.

Os milagres eram feitos pelos apóstolos. O poder de testemunhar de Jesus é de todos os cristãos nos quais o Espírito Santo habita, mas milagres eram feitos pelos apóstolos. Somente pelos apóstolos.

Não houve nenhum crédito a Pedro e João na cura do paralítico. O testemunho era de que o Jesus rejeitado, morto e sepultado estava vivo porque ressuscitara e era Ele quem fizera o milagre.

Os milagres não produzem fé. Se milagres produzissem fé os israelitas não teriam ficado quarenta anos no deserto. Os milagres serviram de autenticações para a pregação do evangelho. Note-se que a ênfase está em ouvir e crer na palavra pregada e não ver milagres. Quem crê em milagres não precisa de milagres para crer.

Hoje ocorrem milagres? Sim! Mas não exatamente como aconteceram em Atos dos Apóstolos. Lá era uma ocasião oportuna, a Igreja em seus primórdios. Hoje não precisamos de milagres para o sustento da nossa fé. Fé é um dom de Deus que nasce no coração regenerado. Isso não quer dizer que não devemos orar pela cura de pessoas enfermas. Devemos e podemos orar, mas não será o milagre que as converterá a não ser o maior de todos os milagres que é o novo nascimento a regeneração.

Precisamos deixar de sermos infantis. Se desejamos que todos os milagres de Atos dos Apóstolos se repitam hoje precisamos estar atentos ao que aconteceu com Ananias e Safira e que veremos adiante em nossos estudos.

Deus seja louvado.

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