terça-feira, 7 de março de 2017

RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES

 “Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. São palavras de Paulo.

Em seu depoimento ao Rei Agripa ele declarou que essas foram palavras de Jesus dirigidas a ele. O versículo quatorze do capítulo vinte e seis diz assim: “E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. Atos 26.14 (ERA)

Aguilhão é uma peça de ferro com uma ponta aguda encaixada numa vara comprida, usada pelos condutores de carro-de-boi para disciplinar os bois com espetadelas no corpo dos animais. Paulo era, portanto, como um animal que precisava ser fustigado, cutucado.

Para compreendermos o que Jesus diz a Paulo com a expressão, “dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões” precisamos nos dar conta do que disse Jesus antes ao afirmar: por que me persegues?”.

Jesus está dizendo que é uma luta inglória se opor a Ele! Jesus diz que ninguém, absolutamente ninguém, irá ser bem sucedido nessa empreitada que é opor-se a Jesus e também aos seus ensinos e mandamentos. É como dar socos em ponta de faca. Nem um “i” ou “til” da lei (Mateus 5.17-20) irá passar, disse ele no Sermão do Monte. Jesus mesmo havia dito a Pedro e aos demais discípulos que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a Sua Igreja (Mateus 16.13-20).

Vai aqui uma séria advertência.

É tolice relativizarmos a verdade. Não é possível acomodação quando se trata do Reino de Deus. Jesus disse: Toda pessoa que não está comigo, contra mim está, e aquele que comigo não ajunta, espalha”. (Lucas 11.23) Paulo disse que não devemos nos amoldar a este mundo, mas sim sermos transformados em nossa mente para podermos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12.1-2). Não há comunhão entre luz e trevas, Igreja e mundo. Ou você é luz e sal, ou trevas e terra! Impossível ser ambos ao mesmo tempo.

Paulo teve sua vida transformada quando a caminho de Damasco foi encontrado por Cristo. Ele não apenas passou a crer em Cristo como sendo o Messias, mas teve seus valores transformados. Ele deixou de ser um fariseu (separado das demais pessoas), para ser um cristão separado para levar o Evangelho de Deus aos gentios. Ele deixou de lado as tradições de seus antepassados para viver em novidade de vida, porque as coisas antigas (todas elas) passaram e tudo se fez novo. Jesus não se tornou apenas o Salvador de Paulo, mas o Senhor de sua vida e ele mesmo se autodenomina “servo (doulos = escravo) de Jesus Cristo”. (Romanos 1.1)

O aguilhão que fustiga nossos corações é a verdade de Deus que repousa em nossas consciências e corações. Podemos nos esconder no vale mais profundo ou mesmo na montanha mais alta, ou ainda nas sombras mais densas, ou quiçá, nos confundirmos em meio a uma grande multidão, todavia é uma luta inglória ir contra Deus e sua Palavra.

O pós-modernismo é notável em afirmar o relativismo e eu fico estonteado e boquiaberto em ver como algumas pessoas dentro do próprio cristianismo se deixam seduzir por esse princípio.

Não há relativismo quando nos deparamos com a Palavra de Deus. Ou somos crentes ou incrédulos, ou somos novas criaturas que vivem em novidade de vida, a despeito da grande oposição contra nós, ou somos crentes mornos, com um pé lá e outro pé cá, e é impossível ser assim sem pecarmos contra Deus. Não há um meio crente! Ou se é nova criatura ou não! Deus não brinca com essas coisas; ou Ele nos regenera com seu grande poder como fez, por exemplo, com Zaqueu, Paulo, Agostinho e talvez você que lê esse escrito, ou você ainda continua sendo velha criatura e como tal, condenado (a) à passar a eternidade totalmente alienado dEle. Aliás, quem não se lembrou de Deus em sua vida, não será lembrado por Ele em sua morte.

Sexo antes do compromisso vitalício de casamento é pecado. Casamento misto (crente com incrédulo) é pecado e totalmente impróprio. Mentir é pecado. Frequentar alguns ambientes em que compactuamos com o mal e sua aparência é pecado. Ganhar o pão de forma ilícita e ímproba, e à custa do reino e da justiça de Deus é pecado. Desonrar os pais é pecado. Falar mal do próximo é pecado, ainda que o que você diz seja verdade. Falso testemunho é pecado. Desejar o que é do outro é pecado. Inveja é pecado. Odiar é pecado! Matar é pecado. Adultério é pecado. Prestar adoração a outros seres que não ao único e Trino Deus é pecado. Idolatria é pecado. Tomar o nome de Deus é pecado. Não santificar um dentre sete dias é pecado. Maquinar o mal contra seu semelhante é pecado. A lista é enorme, e bastante antipática.

Todas as vezes que você tenta relativizar e acomodar algumas dessas coisas em sua vida tentando torna-las legítimas, o aguilhão da consciência te fustiga. Antes do Decálogo esse aguilhão já existia na consciência dos homens tendo em vista de que o homem foi criado à imagem e semelhança de um Deus todo puro e santo.

Um dos maiores problemas hoje em relação ao pós-modernismo é que para os que o adotam e o adoram, não há uma verdade absoluta. Como já escrevi, para os defensores dessa filosofia de vida, o que impera é o relativismo, ou seja, algo pode ser errado em uma cultura, mas em outra perfeitamente admissível. Ora, o cristianismo se opõe contra esse princípio. Para o cristão, a Bíblia é a verdade absoluta e o que ela condena como pecado, equívoco e erro, não devemos admitir e acomodar como legítimo, pelo contrário, devemos rejeitar de forma objetiva e indiscutível.

Precisamos abandonar expressões que têm parecem dar legitimidade aos nossos erros tais como: “Fiz o que o coração me mandou fazer”, ou “isso é relativo, porque fulano fez e não vi nada que resultasse em ruim”. O coração é enganoso e desesperadamente corrupto diz Jeremias. (Jeremias 17.9)

Os navios são alertados à noite, pelos poderosos faróis construídos no alto. Esses faróis iluminam a escuridão da noite orientando o caminho por onde os navios devem ir e evitar assim a colisão com arrecifes e afundarem. Jesus é esse farol. É para ele que precisamos olhar fixamente se queremos chegar com segurança ao porto. O escritor da carta aos Hebreus disse: “...olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma”. (Hebreus 12.2,3)

Que Deus nos humilhe e nos converta de verdade!

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