domingo, 14 de maio de 2017

A “IRONIA” DIVINA E A ORGULHOSA PRETENSÃO DO FARAÓ.

Israel crescia como tribo no Egito. Eles foram para lá com Jacó em tempos nos quais seu filho José era o segundo no comando. José era o homem depois do Rei do Egito. Muitos anos se passaram, Faraós nasceram e morreram e, apesar da história, os filhos de Jacó cresceram de forma assustadora.

Foi então que nasceu no coração do Faraó o temor de que os hebreus pudessem crescer mais ainda e se unir aos inimigos do Egito. E os egípcios tinham motivos de sobra para esse temor. Afinal das contas já fazia muito tempo que os israelitas eram maltratados pelos egípcios. Na verdade os israelitas se tornaram escravos no Egito.

Israel crescia numericamente. É óbvio que Deus tinha tudo a ver com isso. Israel se tornaria uma nação. Deus havia dito a Abrão isso. Seus descendentes seriam numerosos como as estrelas do céu (Gênesis 15.5). Quem pode se antepor a esse vaticínio divino? Que homem, por mais poderoso que seja pode impedir que os desígnios de Deus se cumpram? (Isaías 46.8-13)

Faraó ordenou a Sifrá e Puá que, no momento em que as mulheres hebreias fossem dar a luz, se o recém nascido fosse menino, deveriam mata-lo. Se fosse menina deveriam deixar viver. Mas o texto bíblico diz com clareza singular que as parteiras temeram a Deus. O temor de Deus lhes fez corajosas o suficiente para desobedecer as ordens do Rei do Egito. O temor de Deus as fez humanas o suficiente para se colocarem no lugar das parturientes hebreias e o temor de Deus fez com que elas preferissem obedecer ao mandamento do “não matarás” incrustado em seus corações mesmo antes do Decálogo ser enunciado.

Então o Faraó perguntou a elas o que acontecera e elas disseram que as gestantes hebreias eram vigorosas de tal maneira que quando elas chegavam para o parto a criança já havia nascido e elas não podiam mentir e dizer que a criança havia nascido morta.

Faraó então deu uma ordem a todo Egito; qualquer menino israelita recém nascido devia ser jogado nas águas do Rio Nilo. Quanta crueldade.

Foi então que Joquebede deu a luz a um menino e cuidou dele por três meses. Vendo que não podia mais ocultá-lo, ela engenhosamente confeccionou um cesto de junco, calafetou-o com piche e dentro dele colocou seu filhinho deixando-o ao sabor das águas do Rio Nilo. Sua irmã Miriã acompanhava tudo e seguia o cestinho. Eis, então, que uma outra mulher, a Princesa do Egito, filha do Faraó foi ao rio para se banhar e ao ver o cestinho pediu a uma de suas serviçais que o resgatasse das águas. Abrindo-o o cestinho observou que dentro dele havia uma menino e ela logo deduziu, ou pelas roupas, ou por uma lógica dedução de que uma mulher egípcia não necessitaria fazer isso, se tratar de um menino hebreu. Nesse instante Miriã, irmã do menino, perguntou à filha do Faraó se ela não queria que fosse chamada uma das hebreias para servir de ama e criar a criança. A Princesa concordou. E o menino foi criado por Joquebede, sua mãe até ficar maior. Quando isso aconteceu a filha do Faraó, trouxe o hebreu resgatado das águas do Rio Nilo para morar no Palácio na condição privilegiosa de neto do Faraó. Ela lhe deu um nome: Moisés, porque das águas o tirei, disse ela.

Depois de uns trinta e poucos anos mais para a frente, esse menino agora homem, é chamado por Deus para se apresentar ao Faraó e exigir que seu povo fosse libertado e rumasse para Canaã.

Joquebede colocou seu filho no Rio Nilo. A filha do Faraó o resgatou do Nilo e o criou com a cultura e todo o conhecimento que os Egípcios possuíam. Esse menino foi então o grande libertador de Israel.

Deus se ri da orgulhosa pretensão dos poderosos. O Rei do Egito tentou contra o povo escolhido de Deus e o Deus simplesmente conduziu a história de tal maneira que o próprio Faraó deu ao seu neto adotado, um hebreu, todas as condições de poder liderar o povo de Israel em seu êxodo do Egito.

Mesmo Moisés alegando total incapacidade para a tarefa, Deus o capacitou e o arregimentou para tal tarefa.

Eis a “ironia” divina humilhando a orgulhosa pretensão humana. Duas parteiras decidem sabiamente desobedecer o rei que ordenou a matança de todo recém nascido do sexo masculino das parturientes hebreias. O Faraó que impedir o crescimento do povo de Israel. As parteiras desobedecem o rei do Egito para obedecer o Rei dos Reis. Não são mortas por isso e ainda são abençoadas por Deus. Uma mulher, mesmo em situações de total constrangimento não se escusa da maternidade. Um de seus filhos tem que ser deixado aos cuidados das águas do Nilo. Outra mulher, egípcia, que deveria matar todo recém nascido israelita, retira do Nilo um menino. Ela é simplesmente a filha do Rei que ordenou a matança. Ela cria essa criança como seu filho e, portanto neto do cruel Faraó. Esse menino é o instrumento de Deus para a libertação do seu povo que cresceu a olhos vistos. Quanta "ironia"!

Que nos sirva de lição.

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